A Huawei é uma das maiores fabricantes de smartphones do mundo, mas em alguns momentos chama a atenção como a gigante ainda cai em certas armadilhas, de inspiração excessiva, muito usadas por empresas chinesas num passado recente — basta ver o exemplo mais recente, do tablet MatePad Pro.

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Pois agora a Huawei apresentou o seu primeiro cartão de crédito próprio — o que é, à primeira vista, uma movimentação digna de aplausos. Entretanto, não há como deixar de notar as semelhanças entre o Huawei Card e o Apple Card:

No aspecto físico do negócio, basta que revertamos as cores (e substituamos as marcas) para vermos um cartão de crédito da Apple — o design minimalista é basicamente o mesmo, somente com o nome do cliente e os logos das empresas na parte da frente.

A ideia do Huawei Card também é bem semelhante à do cartão da Apple: temos aqui um sistema híbrido, com um cartão físico que pode ser usado em terminais nos quais não há suporte a pagamentos móveis, e suporte a pagamento pelo smartphone onde isso é possível; o cartão baseia-se no sistema de pagamentos Huawei Pay e tem um aplicativo próprio pelo qual você administra seu extrato, pagamento da fatura e os demais aspectos do sistema.

Ao menos em um ponto, entretanto, ele vence o Apple Card: ao contrário do produto da Maçã, o Huawei Card conta com NFC1 embutido para pagamentos por aproximação. A Apple optou por não incluir isso considerando que o cartão físico só será usado caso o Apple Pay não esteja disponível, afinal.

A Huawei fez parceria com o UnionPay, maior sistema e pagamento por cartões da China, para o lançamento; o Huawei Card terá acúmulo de pontos para benefícios, cashback em determinadas compras, promoções especiais para usuários e algumas outras vantagens. Ao contrário do Apple Card, entretanto, haverá uma anuidade — que não será cobrada no primeiro ano, e poderá ser liberada para clientes que gastem a partir de uma certa quantia no cartão ao longo dos 12 meses.

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Ainda não há informações de quando o Huawei Card será lançado, nem de onde ele estará disponível — é bem provável, entretanto, que ele restrinja-se à China, onde a maior parte das operações da gigante se concentra.

via Engadget

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