Macs com o chip de segurança T2 estão indo para o lixo por serem difíceis de reparar

Chip T2

De forma geral, é uma prática comum entre empresas de reparo de computadores adquirir máquinas com defeitos, consertá-las e revendê-las. Contudo, em se tratando de Macs, isso tem ficado cada vez mais difícil graças ao chip de segurança T2 da Apple, como relatado numa reportagem da VICE.

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Explico: basicamente todos os gadgets da Apple permitem que o usuário redefina-os a fim de voltar às configurações de fábrica. Nos Estados Unidos, as assistências técnicas são obrigadas, por lei, a remover todos os dados existentes, mas em muitos casos essas máquinas estão bloqueadas por senha, impedindo qualquer tipo de redefinição.

Há um pequeno detalhe nos dispositivos defeituosos e equipados com o chip T2, porém: qualquer reparo ou troca de peça exige a realização de um diagnóstico para avaliar se a máquina está funcionando corretamente, liberando-a novamente para uso.

É exatamente isso que tem dado problemas para especialistas de reparo terceirizados que compram Macs usados e os restauram para revenda, uma vez que antes de qualquer reparo é preciso redefinir a máquina; sem a senha de desbloqueio do Mac (bem como a ferramenta de diagnóstico da Apple), isso se torna impossível.

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Muitos devem estar questionando: “Ora, é só pedir a senha para o dono antigo.” Isso poderia funcionar se as assistências não adquirissem, frequentemente, várias máquinas de grandes empresas — as quais nem sempre são redefinidas da forma devida.

Resultado: em alguns casos, MacBooks de ponta (e funcionais) são literalmente descartados pois não há o que ser feito, uma vez que a máquina se torna inacessível.

A ironia é que eu gostaria de fazer a coisa certa e limpar os dados dos usuários dessas máquinas, mas a Apple não me permite. Literalmente, a única opção é destruir esses belos MacBooks de US$3.000 e recuperar US$12 que cada um vale como lixo. #righttorepair

De acordo com a VICE, cerca de 20% a 30% dos Macs equipados com o chip T2 não são redefinidos ao serem enviados para o reparo — e a tendência é que esse número aumente, já que todos os modelos mais recentes de MacBooks (Air e Pro) vêm com o chip de segurança.

Esses problemas suscitam, mais uma vez, a discussão acerca do “Direito ao Reparo” (“Right to Repair”), um movimento muito forte nos EUA cujo objetivo é a flexibilização das ferramentas de reparo de dispositivos móveis e computadores em geral para empresas terceirizadas.

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No caso da Apple, isso fez a companhia disponibilizar suas ferramentas para ainda mais assistências técnicas autorizadas, o que consequentemente dá ao consumidor mais opções de locais para realizar um conserto — mas, como podemos ver, ainda há muito espaço para melhorar.

Para redefinir seu Mac aos ajustes de fábrica (caso queira vendê-lo ou deixá-lo numa assistência), siga esse nosso tutorial.

via iDrop News

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