À medida que determinados países conseguem conter o avanço da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), algumas atividades sociais e comerciais estão sendo retomadas — adotando, claro, todas as precauções sanitárias para evitar uma nova explosão de casos.

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Esse é caso da Austrália e da Alemanha, onde algumas lojas da Apple reabriram nos últimos dias (e reabrirão nos próximos), como veremos a seguir — tal como já ocorreu na Áustria.

Além disso, diversos governos continuam analisando a solução de alerta de exposição da Apple e do Google contra o avanço da pandemia — entre eles o Reino Unido, que poderá abandonar uma tecnologia desenvolvida pelo serviço de saúde inglês em prol da API1 das duas gigantes da tecnologia.

Lojas na Austrália

Após quase dois meses fechadas, 21 das 22 lojas da Apple na Austrália foram reabertas nesta semana. Até agora, a estratégia para conter o avanço da pandemia no país provou ser bem-sucedida, permitindo à Apple abrir novamente suas portas na região — as quais estão operando com número limitado de clientes e outras restrições.

Na Apple Broadway (em Sydney), por exemplo, os clientes tiveram esperar em uma fila com uma distância de pelo menos dois metros entre cada pessoa. A equipe da Maçã também distribuiu máscaras na porta da loja e verificou a temperatura de todos com um termômetro infravermelho.

Verificações de temperatura, linhas e máscaras faciais para entrar na Apple Store no dia da abertura.
E as portas estão abertas! Sinais de vida no varejo no Rundle Mall à medida em que os clientes podem examinar novamente as prateleiras da Apple.
Clientes fazendo fila para verificações de temperatura na reabertura da Apple Robina.

Por ora os agendamentos no Genius Bar estão sendo marcados com certo distanciamento entre si, pois a loja está atendendo com uma equipe reduzida. Ademais, em algumas localidades apenas metade das portas estão abertas para ajudar a limitar o fluxo de clientes.

Como é possível acompanhar no vídeo abaixo, gravado na Apple Chadstone, o Forum onde as sessões do Today at Apple são realizadas está com assentos espaçados entre si.

Primeira olhada da Apple Store finalmente aberta em Chadstone.

A responsabilidade recai também sobre os ombros dos clientes, que devem fazer sua parte para manter o distanciamento físico e simpatizar com o novo significado de “aberto”. Nesse sentido, a Apple continua promovendo as compras online, além de implantar um novo local para clientes que adquiriram produtos novos pelo site ou pelo app buscarem-os sem contato físico.

A única loja que não foi reaberta no país foi a flagship Apple Sydney, visto que está passando por uma grande reforma.

Lojas na Alemanha

Após a Austrália, a Apple deverá reabrir pelo menos 3 lojas na Alemanha. A empresa possui 15 pontos na região, mas somente as de Düsseldorf, Frankfurt e Munique abrirão com horário limitado a partir do dia 11 de maio (próxima segunda-feira), de acordo com o jornal alemão Macerkopf.

Assim como tem sido feito em praticamente todo o mundo, as Apple Stores alemãs também implementarão distanciamento social e adotarão medidas de segurança na entrada da loja, como verificar a temperatura e exigir o uso de máscara que cubram boca a nariz.

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Nosso conceito para manter a distância mínima exige que apenas um número limitado de visitantes permaneça na loja ao mesmo tempo, então outros clientes deverão esperar na entrada. Recomendamos aos nossos clientes, se possível, que compre online com as opções de entrega ou coleta na loja.

Essa reabertura está de acordo com a política de contenção da pandemia em curso na Alemanha, que nesta semana viu o primeiro relaxamento das regras de bloqueio com a abertura de algumas lojas.

Reino Unido e API da Apple/Google

No mês passado, o Serviço Nacional de Saúde (National Health Service, ou NHS) do Reino Unido anunciou que lançaria seu próprio app de alerta de exposição para iOS e Android, o qual se diferenciaria da opção apresentada pela Apple e pelo Google por não incluir esse recurso de notificação.

Logos da Apple e do Google

Contudo, uma nova reportagem do Financial Times2 afirma que o NHS pediu a seus desenvolvedores que “investigassem” a mudança para o padrão da Apple e do Google. Tal mudança seria um reflexo das críticas enfrentadas pela solução proposta pelo NHS, a qual enviaria os dados obtidos para um servidor, o que levantou preocupações sobre a privacidade dos usuários.

O NHS, por sua vez, defendeu essa prática dizendo que um sistema centralizado permitirá coletar mais dados sobre a disseminação da COVID-19 em todo o país.

A mudança para a API da Apple e do Google resolveria esses problemas, além de adicionar novas proteções de privacidade e garantir que a duração da bateria não seja afetada (outro problema que a tecnologia da NHS enfrenta). Sendo assim, ainda estamos por ver qual solução o Reino Unido adotará.

via Cult of Mac [1, 2], AppleInsider

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