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WWDC20: Macs darão adeus à Intel e passarão a usar chips próprios, criados pela Apple

Transição da Apple para chips ARM

Como esperado, esta WWDC é histórica. Mas não pelos anúncios envolvendo o iOS, o iPadOS, o macOS, o watchOS ou o tvOS. Mas sim pelo fato de a Apple iniciar mais uma grande transição no cérebro dos Macs: sai a Intel, entram os chips ARM criados pela própria Apple!

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O Mac sempre focou-se em inovações, grandes mudanças e quebra de paradigmas, disse Tim Cook. Na história do computador, ele já fez duas grandes migrações de chips: para PowerPC e, depois, para Intel (sem falar no Mac OS X em si). E agora teremos mais uma. Por quê? A Apple acredita que pode criar produtos melhores e mais inovadores com toda essa integração de hardware com software.

O foco principal dessa transição é “performance por watt”. E o histórico da Apple nessa área explica bem o otimismo da Apple: ela tem evoluído isso há anos com seus chips, que começaram com o A4 e estão agora no A13 (para iPhones e iPads, desde 2010). Para termos uma ideia, a performance da CPU1 do iPhone cresceu 100x desde o começo.

O iPad demandou ainda mais avanços quando migrou para chips próprios da Apple, começando com o A5X e indo até o A12X — o tablet aumentou sua performance de GPU2 em 1.000x! E tudo isso, é claro, nos dá uma ideia do que deveremos ver em Macs.

Sem falar, é claro, dos chips colocados dentro de Apple Watches, que são minúsculos e desempenham brilhantemente seus papéis. A Apple já produziu 2 bilhões de SoCs próprios na última década, o que dá a ela uma bela confiança para essa transição.

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O cenário de Macs hoje está assim: nos computadores atuais, desktops são muito poderosos mas consomem muita energia; notebooks duram mais, só que são menos poderosos. A Apple quer entregar a melhor performance possível com o menor consumo energético.

Transição da Apple para chips ARM

As tecnologias da Apple também circundam a performance em si, aprimorando o gerenciamento de força, aumentando a segurança, oferecendo melhores gráficos e mais de forma totalmente integrada. Há também um foco especial em aprendizado de máquina. Vale notar que a Maçã está criando SoCs específicos (“Apple Silicon”) para a linha Mac, e não usando algo criado para iPhones/iPads nos computadores — afinal, são produtos bem diferentes.

A Apple quer foco total em apps nativos, e todos os dela estão prontos para isso, incluindo alguns dos mais poderosos como o Final Cut Pro, o Logic Pro X e outros. Tudo está integrado ao ambiente do Xcode 12, é claro. A maioria dos apps só precisará ser recompilado, um trabalho que poderá levar poucos dias.

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Os binários Universal 2 permitirão a criação de apps que rodam em ambos os tipos de Macs; a Apple já está trabalhando com suas grandes parceiras, como a Microsoft, que já está adaptando o Office, e a Adobe, que está otimizando a Creative Cloud para os novos Macs.

Um Mac rodando numa “Apple Development Platform” com o chip A12Z Bionic, dos últimos iPads Pro, foi mostrado — inclusive todas as demos da keynote da WWDC20 rodaram em Macs com chips próprios.

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A ideia é que a arquitetura compartilhada facilite muito o trabalho de desenvolvedores que já têm criações para iOS/iPadOS. Para usuários, a Apple quer uma transição sem dor de cabeça nenhuma, e por isso a Maçã terá o Rosetta (agora na versão 2), que “traduz” apps existentes não adaptados para os novos sistemas — e foi utilizada na transição para a Intel.

A tecnologia está mais rápida, roda no momento da instalação do app, permite tradução dinâmica de códigos, funciona com apps e plugins, e é totalmente transparente para o usuário. Virtualização também estará nos novos sistemas, como Linux e Docker — é bom notar, porém, que o Windows não foi citado.

Como os novos Macs terão chips similares aos de iPhones e iPads, apps de iOS e iPadOS poderão rodar nativamente nos novos Macs! Eles rodarão como janelas normais, sem precisar serem adaptados para o macOS — o que pode ser ótimo ou horrível, dependendo do seu ponto de vista. Usuários poderão baixar apps diretamente da App Store, ou seja, a loja completa estará disponível também no Mac.

Desenvolvedores que quiserem se antecipar já podem ter acesso ao “Universal App Quick Start Program”. Trata-se de documentações, códigos, fóruns privados, labs, suporte específico e um Developer Transition Kit baseado num Mac mini com o chip A12Z Bionic, 16GB de RAM, SSD de 512GB para já colocar a mão na massa!

O kit já estará disponível nesta semana, com as primeiros hardwares com chips proprietários chegando até o fim do ano. A Apple acredita que a transição terá uma duração de dois anos, até que todas as linhas estejam rodando processadores da Maçã.

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