Uma nova reportagem do The Guardian aponta que a Apple teria adquirido roupas e outras matérias-primas de uma empresa na China que enfrenta sanções dos EUA após acusações de trabalho forçado.

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A Changji Esquel Textile faz parte de um grupo de 11 empresas que supostamente violaram direitos humanos na região de Xinjiang, oeste da China. A fabricante, porém, nega o uso de trabalho forçado “em qualquer parte dos seus negócios” e diz que apelará de sua inclusão na lista de sanções dos EUA.

Como em outros casos, as sanções impostas pelo governo americano impedem empresas estrangeiras de comprar e/ou vender tecnologia (além de outros bens) de companhias americanas. De acordo com o secretário de comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, o objetivo é impedir “a ofensiva desprezível do Partido Comunista Chinês contra as indefesas populações muçulmanas minoritárias”.

Contudo, um mês antes de as sanções entrarem em vigor, a chinesa enviou uma remessa de camisas de algodão e elastano para as lojas da Apple na Califórnia; de acordo com as informações, tais peças seriam uniformes de funcionários das Apple Stores.

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Em 2014, a Maçã firmou um acordo com a Esquel para a produção de roupas sustentáveis usando resíduos de algodão reciclado. No mesmo ano, a fabricante vendeu mais de 50.000 peças para a empresa de logística Arvato Digital Services, outra fornecedora da Apple.

Em um comunicado, a Apple esclareceu que a Esquel não é uma fornecedora direta, e que suas parceiras usam “‘algodão de instalações em Guangzhou e Vietnã”, não em Xinjiang.

Vale notar que gigante de Cupertino foi acusada em várias ocasiões de ter trabalho forçado em sua cadeia de suprimentos. A empresa, é claro, considera a ideia repulsiva e toma medidas extensas para conduzir auditorias em suas fornecedoras — fazendo com que, em 2018, ela ganhasse um prêmio por iniciativas contra a escravidão.

via Cult of Mac

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