A Apple investe pesado em sustentabilidade, prova disso é o comprometimento da companhia com a neutralização da emissão de carbono até 2030 — o que, somado ao fato de já operar 100% com energia renovável, deixa-a ainda mais próxima de se tornar uma empresa verde… ou não.

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No caso da Maçã, ela ainda depende das fornecedoras que compõem a cadeia de produção de seus dispositivos, a qual é bastante extensa. Como muitos devem saber, a Apple terceiriza a montagem de seus gadgets por diversas empresas, localizadas principalmente na Ásia, muitas das quais ainda não investiram tanto quanto a gigante de Cupertino em sustentabilidade — isso é o que uma nova reportagem da Bloomberg1 detalha.

As fábricas taiwanesas representam uma proporção enorme do número de fornecedores da Apple em todo o mundo devido ao seu domínio no setor manufatureiro. No centro desse grupo está a Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC), que fabrica os chips de ponta para iPhones e iPads, e a Hon Hai Precision Industry, também conhecida como Foxconn, que realiza as montagem de mais de 100 milhões de iPhones anualmente.

A TSMC, que usou energia renovável para 6,7% de suas atividades em 2019, se comprometeu a usar energia limpa para todas as suas operações até 2050. Ela assinou um acordo no mês passado com a dinamarquesa Ørsted para comprar toda a energia de um parque eólico com capacidade de produzir 920 megawatts de energia na costa de Taiwan — ultrapassando até mesmo a aquisição de energia eólica pela Apple.

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Já a Foxconn pretende instalar painéis solares nos telhados de seus campi em lugares onde o carvão ainda é a fonte dominante de energia — como a província de Henan, na China. A empresa instalou 224 megawatts de energia limpa até o final de 2019, mas ainda tem um longo caminho a percorrer, já que a energia solar e os créditos de energia renovável representaram apenas cerca de 10% de seu uso de energia no ano passado.

No geral, 71 das centenas de fornecedores da Apple se comprometeram a usar apenas energia renovável em suas atividades. Depois de concluídos, esses compromissos evitarão a emissão de mais de 14,3 milhões de toneladas métricas de gases de efeito estufa por ano — o equivalente a tirar mais de 3 milhões de carros das estradas.

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