Influenciada pelas preocupações de um grupo de acionistas sobre a suposta complacência com a censura na China, a Apple publicou, recentemente, um documento [PDF] declarando seu compromisso em defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos. As informações são do Financial Times1.

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Embora o próprio CEO2 da Apple, Tim Cook, tenha dito, durante uma audiência antitruste nos Estados Unidos, que a Apple apoia os direitos humanos, só agora a empresa declarou formalmente sua posição por meio do primeiro documento político sobre o assunto.

Na Apple, estamos otimistas sobre o incrível potencial da tecnologia para o bem. Mas sabemos que isso não vai acontecer por conta própria. Todos os dias, trabalhamos para infundir os dispositivos que fazemos com a humanidade que nos faz.

A declaração segue uma série de petições feitas pelo grupo de investidores SumoOfUs, o qual expressou certo ceticismo sobre o fato de a Apple cumprir com as demandas de censura da China, como remover aplicativos VPN da App Store ou mover dados de usuários do iCloud para centros de dados controlados pela China.

No entanto, a declaração da Apple não significa que a empresa vai mudar a forma como tudo funciona. Nesse sentido, a Maçã esclarece que seguirá as leis locais como sempre fez — o que significa que ela terá que continuar “bloqueando o iPhone e outros aparelhos na China, até que as leis de lá mudem”.

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O grupo disse que ficou satisfeito com o fato de a Apple ter divulgado sua política de direitos humanos por conta própria. No entanto, eles ainda farão campanhas para que a companhia libere relatórios sobre como está lidando com instituições que limitam a liberdade de expressão — semelhantemente aos relatórios de responsabilidade ambiental e de fornecedores que a empresa lança anualmente.

Continuaremos a trabalhar ao lado dos acionistas e defensores dos direitos humanos em diálogo com a Apple para garantir que a empresa cumpra com essa responsabilidade.

A Apple planeja levar as sugestões do grupo para votação entre acionistas na reunião de investidores em 2021, a qual geralmente é realizada no mês de fevereiro.

via Reuters

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