EUA pressionam fornecedoras da Apple a deixarem a China As reuniões foram descritas como "sérias e perturbadoras"

Logo da Apple com bandeira da China

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China não está mais em seus dias mais explosivos, mas isso não significa que o conflito tenha se encerrado — e muito menos que cada um dos lados tenha deixado de trabalhar para enfraquecer o outro e criar suas próprias alianças. Basta ver a reportagem mais recente do Nikkei.

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De acordo com a matéria, o governo americano está pressionando diversas fornecedoras da Apple (e de outras gigantes tecnológicas, como a Samsung) a deixarem a China. O foco principal está em empresas de Taiwan, como a TSMC (fabricante de todos os chips da série A, da Maçã), a Foxconn (principal parceira da Apple na montagem dos seus produtos), a Wistron e a Pegatron — ou seja, boa parte das grandes fornecedoras de Cupertino.

Fontes ouvidas pela reportagem descreveram as reuniões, entre os executivos das fornecedoras e agentes do governo, como “sérias e perturbadoras”. A ideia da Casa Branca é deixar clara sua posição: empresas que tenham ligações com a China e com companhias chinesas, como a Huawei, poderão sofrer sanções em território americano.

Por ora, as reuniões são consideradas apenas um “aviso”, mas a ideia do governo é convencer as empresas a transferirem suas linhas de produção para outros países, como a Índia e o Vietnã, e isolar a China na cadeia produtiva global — deixando o País da Muralha, portanto, enfraquecido no duelo de titãs.

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Para a Apple, a notícia não chega a ser preocupante: a empresa já começou a empreender esforços para diversificar os países onde seus produtos são fabricados, visando diminuir a sua dependência da cadeia de produção chinesa.

Ainda assim, uma movimentação desse tipo poderia causar problemas operacionais para a Maçã, que continua a ter — mesmo com as ondas de boicote — um mercado importantíssimo dentro da Muralha: por conta das leis chinesas, seria necessário, por exemplo, manter uma linha de produção local para venda de produtos no país, e outra espalhada pelos demais territórios para venda no resto do mundo.

Obviamente, no momento, o posicionamento das empresas deve ser de cautela: com as eleições dos EUA chegando, ninguém sabe exatamente como será o dia de amanhã. Ainda assim, a mensagem do governo atual é bem clara — e o distanciamento do país em relação à China, com isso, vai se esticando.

via Cult of Mac

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