GrayKey da Grayshift

De acordo com um novo estudo da organização Upturn, pelo menos 2.000 agências de aplicação da lei em todos os 50 estados americanos, além da capital, têm ferramentas para acessar smartphones — incluindo iPhones — bloqueados e criptografados. As informações foram apuradas por meio da análise de anos de registros públicos relativos às agências americanas e suas investigações.

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Mais especificamente, pelo menos 49 dos 50 maiores departamentos de polícia dos Estados Unidos têm ferramentas para burlar o sistema de bloqueio desses dispositivos, os quais estão presentes em várias regiões metropolitanas e cidades menores — nas áreas onde os agentes não possuem as ferramentas, muitas vezes eles entregam os smartphones para laboratórios criminais estaduais ou federais que normalmente os possuem.

Embora possa existir uma série de ferramentas assim, uma das mais populares é a GrayKey, da startup Grayshift. Como informamos, os departamentos de polícia locais vêm comprando o equipamento há alguns anos, pagando dezenas de milhares de dólares por ele.

Nos casos em que as ferramentas não conseguem desbloquear dispositivos com sucesso, eles podem ser enviados para empresas como a Cellebrite, a qual também desenvolve opções semelhantes. No caso da firma israelense, ela cobra cerca de US$2 mil por desbloqueio de dispositivo e alegadamente já vendeu uma de suas ferramentas para o Departamento de Polícia de Dallas (no Texas) por US$150 mil.

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Essa expansão do acesso às ferramentas de desbloqueio de smartphones também “encorajou” o uso desses equipamentos pelos policiais nos EUA — desde crimes graves (como homicídios e estupros) até crimes menores, incluindo furtos em lojas.

Os defensores da privacidade temem que o uso generalizado dessa tecnologia esteja abrindo um “precedente para vigilância que teria sido impossível em décadas passadas”, segundo a Upturn.

Todos os americanos correm o risco de ter seus telefones revistados por policiais. O surgimento dessas ferramentas representa uma expansão perigosa nos poderes de investigação da aplicação da lei. Acreditamos que as MDFTs1 são simplesmente poderosas demais nas mãos de agentes da lei.

Vale notar que a Apple já se posicionou sobre o assunto, apontando que fornece “todas as informações que possui acesso” às agências de investigação quando necessário, mas que não criará uma backdoor para iPhones, já que isso poderia ser explorado por pessoas mal-intencionadas.

via AppleInsider

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