Apple e Foxconn têm atrito por margens de lucro

Apple e Foxconn

Há muito tempo que a Foxconn é uma das principais parceiras da Apple, sendo responsável pela montagem de diversos produtos — com fábricas na China, na Índia e em outros países, incluindo até mesmo o Brasil. Mas essa relação está estremecida — e o motivo, como sempre, é dinheiro. Pelo menos foi o que disse o The Information1.

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Quem acompanha o MacMagazine sabe que as margens de lucro da Apple são superiores a 30% (muitas vezes perto de 40%); as da Foxconn, por sua vez, não chegam a ter dois dígitos. E, para tentar aumentar esses números, a taiwanesa utilizou táticas para lá de questionáveis.

Que táticas seriam essas? A matéria citou alguns exemplos: dizer que contratou mais pessoas do que o número real para a produção do iPad Pro, gerando assim uma suposta folha de pagamento maior; usar equipamentos de propriedade da Apple (que deveriam ser usados apenas na linha de produção da Maçã) para montar dispositivos de concorrentes; e encurtar testes de componentes e produtos a fim de economizar.

A fabricante também explorou outras maneiras de aumentar seus lucros. Com o tempo, ela foi adquirindo muitos dos fornecedores de componentes da Apple e trabalhou para criar componentes próprios para substituir alguns que ela mesmo tinha que comprar para montar os produtos da Maçã — a fim de colocar essa diferença no bolso.

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Mas voltando aos truques, na matéria eles citam que, no lançamento do iPhone 7, alguns telefones rejeitados tinham parafusos soltos ou pequenos pedaços de metal que deveriam ser desmontados. Mas, em vez disso, a Foxconn abriu os telefones defeituosos, removeu os detritos e os lacrou novamente para evitar desperdício de materiais — tudo sem comunicar à Apple.

Além disso, a Apple acusou a Foxconn de dar aos funcionários do Google um tour por uma fábrica na China que fez a estrutura de metal do MacBook de 12 polegadas — antes de o Mac ser lançado. A Apple pediu à Foxconn imagens de segurança e registros de visitas, mas a Foxconn se recusou a entregar.

Por conta dessas atitudes, a Apple aumentou o monitoramento e o rastreamento de empregados da Foxconn, bem como dos seus equipamentos que são utilizados na fábricas da parceira — colocando identificadores neles para que são saiam das linhas de produção da Maçã.

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O veículo conversou com dezenas de ex/atuais funcionários da Foxconn e da Apple, os quais disseram que a relação entre as empresas está mudando à medida que a Apple busca diversificar sua cadeia de suprimentos — a Foxconn esperava ganhar o contrato de produção dos AirPods Pro para reformar uma de suas instalações, mas ele acabou indo para um concorrente.

Em 2020, por conta da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), a receita da Foxconn caiu 2,7%, enquanto a da Apple cresceu 11%.

O problema, aqui, é que uma depende da outra. Enquanto a Foxconn monta até 70% dos iPhones, a Apple é a principal cliente da Foxconn. Veremos como esse impasse será resolvido.

via MacRumors

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