Chefe de segurança da Apple é acusado de subornar delegados com iPads [atualizado] A ideia era obter, de forma ilegal, licenças de posse de armas

Foto aérea do Apple Park

Vejam que história inusitada essa compartilhada pela Bloomberg1: o Condado de Santa Clara, na Califórnia (onde fica Cupertino), acusou hoje três pessoas de envolvimento num esquema de suborno para obtenção ilegal de licenças de posse de armas. Um dos acusados? Thomas Moyer, chefe de segurança global da Apple.

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De acordo com o promotor geral do Condado de Santa Clara, Moyer estava mancomunado com dois oficiais do departamento de polícia local, o subdelegado Rick Sung e o capitão James Jensen. O plano envolvia o fornecimento de 200 iPads aos agentes em troca da liberação de quatro licenças de posse de arma — documentos do tipo CCW, que, na lei da Califórnia, são emitidos pelos delegados quando eles julgam que o solicitante tem uma “boa causa” para ter uma arma em casa.

A investigação, que durou cerca de dois anos, determinou que Moyer tinha assumido um compromisso com os agentes de que a Apple doaria os 200 iPads (num valor total de US$70 mil) ao escritório dos delegados. Quando os envolvidos no esquema descobriram a investigação, em agosto de 2019, o acordo foi rapidamente desbaratado; antes disso, entretanto, a equipe do promotor geral conseguiu obter cópias dos documentos indicando o crime.

Segundo o advogado de Moyer, entretanto, o chefe de segurança da Apple não é culpado — ele foi apenas jogado no meio de uma velha disputa entre os delegados do Condado de Santa Clara e o promotor local.

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Esse caso envolve uma disputa antiga, amarga e deveras pública entre o Xerife de Santa Clara e a promotoria do condado; Tom é apenas um dano colateral nessa batalha. Nós estamos focados em provar a inocência de Tom na justiça e finalizar essa acusação injusta.

Ainda não se sabe como o cargo de Moyer na Apple ficará após a divulgação das investigações, mas ficaremos de olho nos desdobramentos do caso. 👀

Atualização 25/11/2020 às 16:31

Em comunicado enviado ao Ars Technica, a Apple se pronunciou oficialmente sobre o caso e afirmou estar do lado de Moyer nas acusações. Segundo a Maçã, foi realizada uma investigação interna sobre o caso e nenhum indício de transgressão foi encontrado.

Por conta disso, Moyer continua atuando como chefe de segurança da Apple até segunda ordem — as primeiras audiências relacionadas ao caso serão realizadas em janeiro próximo.

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