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Cydia num iPhone
📷 GottaBeMobile

Criador do Cydia processa Apple por monopólio da App Store

Jay “saurik” Freeman foi obrigado a encerrar a Cydia Store há cerca de dois anos

A App Store já está na berlinda por acusações de monopólio vindas de todos os lados por empresas e órgãos reguladores do mundo inteiro. O processo mais recente recebido pela Maçã, entretanto, pode ser o mais “pessoal” até o momento.

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De acordo com o Washington Post1, o desenvolvedor Jay “saurik” Freeman, criador do Cydia (a célebre loja de aplicativos alternativa para dispositivos iOS com jailbreak), moveu hoje uma ação judicial contra a Maçã, acusando a gigante de práticas anticompetitivas para criar um monopólio ilegal na distribuição de apps para iOS.

Nos autos do processo, saurik lembra que o Cydia foi, com efeito, a primeira loja de aplicativos para o iPhone: ela já existia no primeiro ano de vida do smartphone, antes que a App Store começasse a operar. Por conta das práticas da Maçã, entretanto, a Cydia Store foi forçada a encerrar suas operações em 2018 por não ter condições de concorrência — à época, Freeman atribuiu o fim do negócio a uma vulnerabilidade, mas afirmou também que estava perdendo dinheiro com a loja e que a prática do jailbreak estava (e continua) caindo em popularidade.

A frustração do desenvolvedor é compreensível: ao longo dos anos, a Apple jogou basicamente um jogo de gato e rato com os desenvolvedores da comunidade jailbreak, fechando todas as brechas e vulnerabilidades que permitissem aos usuários “abrir” seus iPhones e iPads às limitações de fábrica e instalar aplicativos não-autorizados. A Maçã defende seu comportamento sob o argumento da segurança dos usuários, mas saurik — como muitas outras pessoas e empresas — afirma que essa superproteção é prejudicial.

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Moralmente falando, é o seu telefone e você deveria poder fazer o que bem entendesse com ele. Você deveria poder decidir quais aplicativos você instala e de onde você obtém esses aplicativos.

Segundo Freeman, a Cydia Store faturou cerca de US$10 milhões no seu pico, entre 2011 e 2012; desenvolvedores podiam vender aplicativos na loja pagando uma taxa avulsa ao desenvolvedor, mas ficavam com toda a receita gerada por suas criações. Com o jailbreak cada vez mais difícil e o iOS/iPadOS incorporando cada vez mais recursos antes possíveis apenas com o desbloqueio, entretanto, a loja foi perdendo popularidade até tornar-se insustentável e encerrar as atividades.

Para enfrentar a Apple nos tribunais, Freeman contratou os mesmos advogados do loooongo processo de patentes envolvendo a Maçã e a Samsung. Ao contrário da Epic Games, entretanto, o desenvolvedor tem a intenção de levar a disputa a júri popular — ele pede, inclusive, o reembolso de todo o dinheiro que perdeu por conta das práticas de Cupertino.

A Apple, por sua vez, afirmou em nota que a App Store e o iOS não são um monopólio — o argumento da Maçã é que os consumidores podem, caso prefiram, escolher um smartphone Android e, nele, instalar aplicativos de quaisquer fontes que prefiram. A empresa afirmou também que “abrir” o iOS representaria um risco grave de segurança e privacidade, como já repetido em várias outras oportunidades.

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Vamos ver, portanto, no que tudo isso vai dar.

via AppleInsider

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