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Garotinho de 6 anos gasta US$16 mil em jogo no iPad

Um lembrete para você sempre checar as atividades eletrônicas dos seus filhos
Jessica e George Johnson, que gastou US$16 mil em jogo no iPad
📷 New York Post

Se você precisa de mais um lembrete de que nunca é uma boa ideia deixar crianças sem supervisão no mundo digital (por várias razões diferentes), conheça a história de Jessica Johnson, uma corretora de imóveis da cidade de Wilton (Connecticut, EUA).

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Como relatou o New York Post, Jessica passou os últimos meses trabalhando de casa por conta da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19). Tal qual não foi a sua surpresa ao perceber que, no cômodo ao lado, seu filho mais novo George, de seis anos, gastou nada menos que US$16.293,10 (aproximadamente R$83 mil, na cotação de hoje) no jogo Sonic Forces para iPad — tudo num período de apenas alguns meses.

Segundo Jessica, as notificações dos gastos estavam chegando ao seu celular — cobranças de US$562 num dia, US$601 no outro — e ela imediatamente entrou em contato com seu banco, o Chase, para investigar, acreditando tratar-se de fraude ou clonagem do seu cartão. Em julho, os gastos considerados irregulares chegaram aos mais de US$16 mil, mas em outubro veio o choque: o banco concluiu as investigações e determinou que os valores gastos não eram provenientes de fraude; ela teria, portanto, que arcar com a fatura.

Só depois de entrar em contato com a Apple, Jessica descobriu que os gastos tinham sido realizados pelo pequeno George. O suporte da empresa classificou a situação como “difícil”, e afirmou que nada poderia ser feito porque ela não entrou em contato dentro do período de 60 dias em que reembolsos podem ser solicitados; segundo a corretora, um dos agentes do outro lado da linha afirmou que “havia uma configuração [para coibir o problema], você deveria saber”.

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Jessica queixou-se de que as cobranças não eram claras: “A forma como as compras são reunidas numa única cobrança tornam quase impossível perceber que elas vieram de um jogo.” Ela afirmou que, de fato, não tinha medidas de proteção ativadas na sua conta — simplesmente por não saber da existência delas, e criticou a Apple e os desenvolvedores de jogos por criar um sistema que pode movimentar tanto dinheiro apelando para sentimentos infantis:

Esses jogos são projetados para serem completamente predatórios e levar as crianças a comprarem coisas. Que adulto gastaria US$100 num baú de moedas de ouro virtuais? […] Meu filho não entende que o dinheiro gasto é real. Como ele poderia? Ele está brincando em um jogo de desenho animado em um mundo que ele sabe que não existe de verdade. Como aquele dinheiro seria real para ele? Isso exigiria um amadurecimento cognitivo muito grande.

A corretora, que afirmou ter sofrido uma queda nos seus rendimentos na casa dos 80% em 2020, disse ainda não saber como pagará a fatura. O pequeno George disse que devolverá o dinheiro à mãe — ele ganha US$4 toda vez que arruma o próprio quarto.

Se você quiser evitar uma dor-de-cabeça parecida, não se esqueça de ativar a exigência de senha para qualquer compra dentro da App Store e do iTunes — essa página da Apple explica os detalhes.

via The Loop

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