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Logo do Dolby Vision

O que é, como reproduzir e gravar conteúdos em Dolby Vision

É bem provável que você já tenha se deparado com o termo Dolby Vision em algum momento, seja em matérias aqui do MacMagazine, na página de especificações de um produto (iPhones, smart TVs, entre outros) ou de algum conteúdo digital (séries, filmes, etc.).

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Mas, afinal de contas, o que é Dolby Vision e como isso “muda” sua vida? Vamos explicar essas e outras dúvidas, tim-tim por tim-tim, neste breve dossiê sobre o formato!

Apresentando: HDR e Dolby Vision

Vale notar que o Dolby Vision (bem como suas variantes e outras tecnologias semelhantes) é, antes de mais nada, baseado em HDR1.

Em síntese, HDR é uma tecnologia que apresenta imagens com uma maior quantidade de cores, brilho e contraste, permitindo que elas pareçam mais naturais em uma TV ou dispositivo compatível.

Já o Dolby Vision é um formato (da Dolby, naturalmente) que leva as coisas um passo adiante: é uma versão de HDR projetada para preservar muito mais informações que vão desde a criação de um conteúdo até sua distribuição em televisores ou dispositivos móveis.

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Essas informações são chamadas de metadados e carregam o “DNA”, por assim dizer, de cada quadro de um conteúdo — fazendo, portanto, com que características como tons e balanço entre zonas claras e escuras sejam as mais fiéis possíveis em todos os quadros.

Só existe Dolby Vision?

Resposta curta: não. Na verdade, existem alguns formatos e padrões baseados em HDR para além do Dolby Vision, como HDR10, HDR10+, HLG, Advanced HDR e até mesmo variações mais avançadas desse padrão, a exemplo do Dolby Vision IQ, cujas especificidades veremos a seguir:

  • HDR10: é tecnicamente menos eficiente que o Dolby Vision (já que não utiliza metadados dinâmicos), porém é mais usado por ser um formato aberto que pode ser implementado por vários fabricantes e suportado por diversos tipos de conteúdo, já que não exige o pagamento de licença.
  • HDR10+: foi uma tentativa da Samsung e da Amazon de bater de frente com o Dolby Vision, corrigindo a falta do mapeamento dinâmico de tons do HDR10 e o contraste automático de uma cena para outra. No entanto, possui os mesmos valores de brilho e a profundidade de cor da geração anterior; ainda assim, o HDR10+ continua tendo a vantagem de ser um formato aberto.
  • HLG2: criado pelas emissoras BBC e NHK, esse formato é focado em transmissões ao vivo (diferentemente dos conteúdos de streaming), funcionando até em telas SDR3. Ainda que a qualidade de imagem seja melhor que o do SDR, o HLG é ligeiramente inferior ao HDR10/HDR10+ e ao Dolby Vision.
  • Advanced HDR: possui três subformatos diferentes de HDR, cada um deles com sua finalidade:
    • SL-HDR1: usa o HLG como base, voltado para transmissão de TV e compatível com telas SDR;
    • SL-HDR2: similar ao HDR10+ e ao Dolby Vision, possui metadados para o mapeamento dinâmico de tons;
    • SL-HDR3: versão melhorada do SL-HDR1, já que conta com metadados para ajuste dinâmico de tons em transmissões ao vivo.
  • Dolby Vision IQ: ainda indisponível em dispositivos móveis, esse formato é uma evolução do padrão Dolby Vision que permite mudanças na luz ambiente. Ele usa os sensores de um equipamento para detectar os níveis de luz ambiente e pode então ajustar o conteúdo Dolby Vision para que tudo permaneça preciso.

Dolby Vision no iPhone, iPad, Mac e Apple TV

Basicamente, todos os principais gadgets da Apple suportam Dolby Vision, mas há diferenças entre suportar e reproduzir, fidedignamente, conteúdos com esse formato.

Nesse sentido, embora desde os iPhones 8/8 Plus seja possível reproduzir conteúdos em HDR/Dolby Vision, apenas os modelos equipados com tela de OLED4 — ou seja, os iPhones X, XS, XS Max, 11 Pro, 11 Pro Max, 12 mini, 12, 12 Pro e 12 Pro Max — verdadeiramente reproduzem conteúdos com essa qualidade, uma vez que possuem displays que oferecem suporte ao formato HDR.

Isso acontece já que os iPhones/iPads Pro com tela de LCD5 têm somente suporte de software para HDR/Dolby Vision, mas não displays compatíveis com o formato — a Apple fez, portanto, uma “gambiarra” nesses aparelhos, de forma que o sistema mapeia os níveis de luz para caber na faixa dinâmica desses monitores não-HDR, o que geralmente resulta em uma qualidade inferior àquela verificada nos dispositvos com tela de OLED.

Nos Macs, o suporte para HDR e Dolby Vision (bem como 4K nas máquinas compatíveis) veio com o macOS Big Sur (somente pelo Safari) em máquinas lançadas em 2018 ou posteriormente. Em se tratando da Apple TV, a versão 4K da set-top box da Maçã pode reproduzir conteúdo 4K, HDR e Dolby Vision em televisores conectados compatíveis com a tecnologia.

Reprodução em Dolby Vision

HDR

Para reproduzir um conteúdo em HDR/Dolby Vision, em primeiro lugar é preciso ter instaladas as versões mais recentes do iOS, do iPadOS, do macOS ou do tvOS. Em seguida, é necessário verificar quais conteúdos são compatíveis com o formato.

Dolby Vision

Atualmente, tanto o app Apple TV quanto plataformas de streaming como Netflix, Disney+ e YouTube contêm conteúdos com essas especificações — basta procurar pelos títulos com os ícones ao lado ou com opções de reprodução em HDR.

De acordo com a Apple, “talvez você consiga baixar as versões Dolby Vision e HDR nos dispositivos iOS, iPadOS e macOS”.

Captura em Dolby Vision

Mais do que reproduzir conteúdos em Dolby Vision, a Apple decidiu, também, entrar na briga da captura de vídeos com tecnologia HDR. Atualmente, apenas os iPhones 12 são capazes de gravar em Dolby Vision — o que por si só não é surpreendente, mas chama a atenção o fato de que eles conseguirem fazer isso em até 4K a 60fps (30fps em modelos não Pro).

Para ativar a gravação em Dolby Vision nos novos iPhones, vá em: Ajustes » Câmera » Gravar Vídeo e marque ative a opção “Vídeo HDR”.

Ativando gravação de vídeo em HDR nos iPhones 12

Com relações aos rivais dos iPhones 12, temos múltiplos dispositivos Android que podem gravar vídeos em HDR10 — ou HDR10+, no caso dos flagships da Samsung.


Existem ainda mais características e especificidades do Dolby Vision, mas nos atemos apenas às principais informações sobre o formato, principalmente com relação aos dispositivos da Apple.

Fato é que, assim como qualquer outra tecnologia, o Dolby Vision está em plena expansão e já tem mostrado avanços (vide o Dolby Vision IQ), o que significa que, para o futuro, podemos esperar formatos ainda melhores e dispositivos, como iPhones, com ainda mais recursos para suportá-los.

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