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“Caso Hyundai” expõe obsessão da Apple por segredos outra vez

As parceiras da Maçã sequer pronunciam o seu nome em voz alta

Ao longo da última semana, as indústrias tecnológica e automobilística colidiram-se — e entraram em polvorosa — com o anúncio da Hyundai de que a Apple estaria realizando negociações com a montadora sul-coreana para uma possível parceria na criação de um carro elétrico.

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Horas depois, entretanto, a Hyundai atualizou a declaração de forma a deixá-la bem mais genérica, sem citar a Apple. Não é difícil de imaginar, portanto, que a sede da montadora tenha recebido um telefonema bem… enérgico de Cupertino exigindo que a declaração original fosse retratada.

Pois hoje, a CNBC publicou uma reportagem trazendo mais detalhes sobre essa cultura de segredo dentro da Apple — que, segundo as fontes ouvidas pela matéria, é ainda mais forte e mais obsessiva do que no resto da indústria tecnológica.

Um dos exemplos trazidos pela reportagem é o da Corning, fabricante do Gorilla Glass (o vidro especialmente tratado que equipa todos os iPhones e boa parte dos smartphones do mundo). Segundo o CEO1, Wendell Weeks, citar o nome da Apple é quase proibido dentro da empresa — ainda que a Maçã seja uma das suas maiores parceiras comerciais, com pagamentos acima dos US$450 milhões desde 2017.

Como afirmou Weeks numa conferência recente de resultados financeiros:

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Eu preciso dizer que não me soa certo citar o nome da Apple assim, em voz alta. Eu acho que nós nunca fizemos isso. Dentro da empresa, nós temos um codinome para a Apple, nós nunca falamos “Apple” em voz alta. Então, se vocês pudessem me ver, eu estaria soando como se estivesse ficando avermelhado e tendo um pequeno ataque de ansiedade se eu lesse o nome deles em voz alta.

A situação não é muito melhor na Cirrus Logic, fabricante de chips para áudio que tem na Apple 81% das suas vendas anuais. Segundo a reportagem, os executivos da empresa quase nunca falam o nome da Maçã em voz alta e uma apresentação de slides de 2017, com os logos de todas as marcas de clientes da Cirrus, omitiu a icônica maçã mordida — em vez disso, o espaço foi ocupado por um quadrado marrom com os dizeres “#1 CUSTOMER” (“cliente nº 1”).

Outro caso interessante é o da GT Advanced Technologies, empresa que firmou contrato com a Maçã para produzir o cristal safira que equiparia as telas de iPhones mas acabou declarando falência antes de qualquer resultado. Em um dos documentos entregues à justiça no processo de falência, marcado como confidencial, a Apple exigia da GT um pagamento de US$50 milhões para cada vazamento de informação que saísse das instalações da parceira.

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O fato é que… bom, que a Apple é obcecada por manter seus planos em segredo, não é novidade para ninguém. Vai ser interessante, entretanto, ver como a empresa ajustará esse comportamento — ou como outras se ajustarão a ela — na sua entrada em novos mercados, como o automotivo e o da indústria do audiovisual.

via Cult of Mac

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