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Lili dançando zumba

Apple Watch SE: minha primeira experiência com o relógio da Maçã

Autor(a) convidado(a)

Lilian N. B. Fischmann

Psicóloga Clínica pela Universidade Salvador – UNIFACS (2008) e pós-graduada em Terapia Junguiana pela Psiquê, tem mais de uma década de experiência clínica e também é, desde 2018, instrutora de Zumba.

Ah… o tempo! Ele parece continuar a caminhar mesmo quando estamos parados. Sempre gostei de relógios: dos pequenos, dos grandes, dos coloridos, de pulseiras trançadas e prateadas; dos reluzentes imitando ouro e até mesmo de marcas famosas. Eu, como uma boa e fiel virginiana, sempre gostei das horas e também sempre as detestei por estar a todo instante correndo contra o tic-tac.

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Tudo começou com o iPhone…

Voltando ao tempo, nunca imaginei ter um iPhone. Achava que as pessoas que possuíam esse artefato se tornavam antissociais, distraídas, de cabeças baixas… sem olhar o mundo ao redor. Aos poucos fui tomada pela curiosidade e me peguei a almejar ter um algum dia. Para encurtar a história (pois adoro contá-las), ganhei meu primeiro iPhone do meu namorado em 2010, que hoje é meu marido e que, por um mero acaso, é o Rafael Fischmann. 😜

Lembro que, quando ganhei o iPhone, não me sentia “merecedora” daquele aparelho tão almejado por todos. Levei tempo para me acostumar com a ideia e sabia, de certa forma, que seria um caminho sem volta. A partir de então, abandonei o relógio de pulso e o iPhone passou a ser tudo: meu relógio, minha agenda, meu espaço de encontros virtuais e comunicação; ferramenta de trabalho e de diversão também. Acho que só faltava, mesmo, ele arrumar a casa e fazer a comida.

Nos primeiros meses, ficava atenta para não me tornar “a geração cabeça baixa”, mas em alguns momentos isso passou a ser inevitável. Passei a ter também algumas manias, tipo fechar ao fim do dia todos os aplicativos que estavam abertos [Nota do editor: não recomendamos fazer isso, hehe.] — digna de uma pessoa com TOC.

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Dando um salto no tempo, em 2018 fiz um curso de dança e a música se tornou indispensável no meu dia a dia. O iPhone passou a ser ainda mais necessário. Comecei a usar aplicativos de exercícios e música; controle de saúde e alimentação; gráfico de passos. Mesmo com tudo isso, não era tão eficiente, já que na prática o aparelho ficava parado (em cima da mesa) enquanto eu estava em movimento — logo ele mal sabia como estava a minha dinâmica corporal. 

Da mesma maneira que eu me “incomodava” com a ideia de ter um iPhone, lá atrás, passei a também ter o mesmo sentimento com o Watch. O achava desnecessário, custoso e em partes meio “inconveniente”: as pessoas ficavam sempre olhando para o pulso, passando uma mera ideia de pressa, até mesmo de que aquele papo estava chato (desrespeito?).

…e veio o Apple Watch

Em 2020, não tive escapatória: comecei a dar aulas de dança com muita frequência e passei a sentir falta de ter um controle das músicas de longe. Sem contar que nós, mulheres, adoramos saber quantas calorias gastamos, acompanhar os batimentos cardíacos e atingir metas. Com a pandemia, isso passou a ser foco: as pessoas sentiram a necessidade de um objetivo diante da imprevisibilidade e como passar o tempo. 

Tenho certeza de que não usufruo totalmente do Watch. Ele tem diversas funções e uso pouco elas, mas acho que será questão de tempo descobrir novas possibilidades. Hoje, ironicamente, sou conhecida como a professora que tem um relógio “power top”! Algumas pessoas brincam comigo: “Poderia pedir um café pra mim aí?” ☕️😁

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E a selfie da turma? Com o Watch, posso visualizar como ficará a foto e assim utilizar a câmera traseira do iPhone, que tem melhor qualidade do que a frontal.

Com o Watch controlo meus batimentos cardíacos, as músicas (consigo pausar, passar adiante, voltar, trocar, baixar o volume e até mesmo saber e escolher a próxima faixa). Ah, e conferir as centenas calorias que queimei. 🔥😅

Aqui, uma crítica: já houve algumas aulas em que esqueci de “iniciar o exercício” e, quando não faço isso, o Watch chega até a contabilizar as calorias, mas não na mesma intensidade como quando é ativado o exercício. Isso me deixou um pouco frustrada; certa vez, fiz uma aula de altíssima intensidade e ele só contabilizou 105 calorias, sendo que numa aula de média intensidade gasto pelo menos 300 calorias. 😒

Além da saúde

Os mostradores são bem divertidos, principalmente para quem tem filhos. Consigo colocar vários e, quando enjoo de um, é só passar para o lado e pronto: já temos um Watch “novo”. Minha filha mesmo adora mexer na Minnie e no Mickey, ouvir eles dizendo as horas. E também, claro, os emojis e as fotos.

A visualização de mensagens e emails é bem interessante, também. Muitas vezes estou fazendo as tarefas domésticas e não preciso estar com o iPhone à mão para saber o que recebi. A única parte “chata” é não poder ouvir os áudios recebidos. Isso seria também uma facilidade imensa, mas também não podemos exigir tanto de um objeto que se intitula de relógio. 

Sobre a Siri: eu não gosto dela. Sei que a assistente tenta ser legal e tal, mas quase nunca funciona quando quero e como eu quero. Então ainda precisarei de mais tempo para “fazer as pazes com ela” ou ter alguma amizade. Por ora, a deixo desativada.

Um item espectacular é o app Remote. Sabe quando você está jogado no sofá e se dá conta de que o controle está longe? Nossa, o Remote salva os dias da preguiça! Mas claro que estou me referindo ao controle da Apple TV — aqui em casa, praticamente só usamos ela.

Eu particularmente adoro os atalhos e a Central de Controle; você pode personalizar como quiser. Ali rapidamente eu posso colocar em “Não Perturbe”, ativar os modos Avião, Silencioso, Cinema (uso bastante quando vou colocar minha filha para dormir — ele não fica acendendo a tela e não atrapalha ninguém ao seu lado, caso esteja no cinema, por exemplo); adoro ver a porcentagem da bateria e então deixo essa função para visualizar. E os mais queridinhos para mim: a lanterna e o recurso que me permite encontrar o iPhone emitindo um som.

A lanterna eu uso demais! Principalmente para caminhar no escuro até o banheiro e para cortar as unhas da minha filha enquanto ela dorme. Sim, isso mesmo. É bem prática, pois você não precisa ficar segurando nada: a lanterna está simplesmente amarrada ao seu pulso. Claro que ela não possui uma “megailuminação”, mas quebra um supergalho. O Watch oferece três opções: luz branca, luz branca piscando e luz vermelha. Uso a primeira e a última, a segunda nunca precisei.

E a função “Onde está o iPhone”… olha, só esse item valeu a pena a compra do Watch. Sem brincadeira: eu perco o iPhone dentro de casa diversas vezes. Já cheguei a pensar que tinha jogado-o sem querer no lixo, para vocês entenderam o nível da desorientação da pessoa aqui. Sou muito “multitarefa” e, por conta disso, sem perceber, deixo o iPhone em algum canto e não registro. Agora, com esse item no Watch, me sinto aliviada. É só tocar no ícone ali e voilà: o iPhone apita e “me chama” para onde está. Virei fã!

Calculadora, previsão do tempo, timer, cronômetro, calendário, lembretes, etc. são itens que uso constantemente também e tê-los no Watch foi algo muito funcional, principalmente no corre-corre do dia. São ferramentas que utilizo bastante e estão ali, no pulso.

Até o SoundHound eu uso no Watch! E não vou mentir: amei! Às vezes eu saía desesperada para pegar o iPhone para saber a música que estava tocando no local e, muitas vezes, não conseguia a tempo. Vocês sabem como é a bolsa de uma mulher, né?! Com o Watch e apenas um toque no app, já consigo descobrir a música. 😊 E, esperta que sou, já deixei um atalho desse aplicativo em uma das complicações (atalhos que você insere nos mostradores do relógio).

Outras funções como, leitura audiolivros, lavar as mãos, rotina de sono, alerta de volume de som (app Ruído), mapas e contatos… essas eu pouco ou nunca utilizo. Ainda não senti necessidade, mas estou apenas há quatro meses com o Watch.

O meu Watch é o modelo SE. Não que eu saiba muito sobre ele e os demais modelos, mas há duas diferenças nos modelos superiores/mais caros: o visor do meu apaga quando abaixo o braço, sendo necessário sempre elevar ou girar o pulso para visualizar a tela. Há momentos que fico parecendo uma “tonta”, levantando o braço umas 2-3x para ele acender, pois muitas vezes ele não acende de primeira. Às vezes até prefiro tocar logo na tela.

O outro detalhe é que ele não tem a função de eletrocardiograma (ECG). Não que eu considere isso uma função fundamental, mas talvez faça uma diferença grande para alguns usuários. Estou satisfeita com a função simples de batimentos cardíacos, e isso por si só já é suficiente para detectar uma série de possíveis problemas de saúde.

E, para finalizar meu primeiro relato de experiência aqui, não posso deixar de citar o Wallet! Fantástico! No início, fiquei meio receosa em usar o Apple Pay e ficava meio atrapalhada. Apertava demais ou girava a coroa no momento errado (😆), mas depois fui “pegando a manha” e ele passou a ser meu companheiro perfeito na pandemia e nas compras. Muitos vendedores ainda me olham e arregalam os olhos; outros apenas comentam: “Adoro a Apple! Pena que os produtos são caros.”

Sim, de fato são e às vezes me pego pensando: o que me levou a adquirir um produto tão caro? Não sei ao certo. Fazer parte do mundo da tecnologia? Capitalismo e consumismo? Ferramenta completa? Necessidade? Desejo? Ambição? Talvez, com o tempo, eu descubra. Por ora, que o tempo seja só um detalhe de uma vida regida pela emoção!


Apple Watch SE
Apple Watch SE de Apple Preço à vista: a partir de R$3.419,10
Preço parcelado: em até 12x de R$316,58
Tamanhos: 40mm ou 44mm
Materiais: alumínio
Características: GPS ou GPS + Cellular
Cores: diversas
Lançamento: setembro de 2020

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