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Clubhouse

Clubhouse: a rede social de áudio que virou febre nos últimos dias

Já fazia um certo tempo que eu não escutava falar tanto de um app em tão poucos dias com estou ouvindo falar do Clubhouse. Até me lembrou os grandes lançamentos de aplicativos, lá no começo da App Store — principalmente por a rede social ter sido lançada inicialmente apenas para iPhones.

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Mas o que é o Clubhouse, afinal? Trata-se de uma rede social com base exclusivamente em áudio (pelo menos por enquanto), onde os participantes podem criar salas com temas livres e ficar por horas conversando sobre aquele tema.

Ao mesmo tempo que muitas pessoas hoje em dia têm pavor de receber áudio em outras plataformas, o Clubhouse parece ter encontrado um jeito interessante de entregar o conteúdo pois, ao criar uma sala, o “dono” dela pode definir quem será o speaker (“palestrante” acho que seria a melhor tradução, aqui) e quem será o moderador.

Com o tempo, aquela sala ativada passa a ficar aberta e as pessoas podem entrar livremente, a fim de ficar escutando o bate-papo; se essas pessoas tiverem interesse em se manifestar, podem pedir para falar apertando um botão de levantar a mão. Com isso, algum dos moderadores pode lhe puxar de ouvinte para palestrante.

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Nestes últimos dias, tenho visto salas que ficam abertas por horas e horas — cheguei a entrar em uma sala que estava aberta há mais de 11 horas falando sobre “estratégias de crescimento na internet”.

Alguns nomes fortes do mercado, de diversos segmentos, têm dado as caras no Clubhouse — e talvez isso tenha causado esse impacto tão grande na rede.

Pessoas como Elon Musk, Bernardinho, Mark Zuckerberg e outras já andaram falando por lá, o que acabou tornando fácil o acesso a conteúdos que essas pessoas têm a oferecer. Aqui do nosso time, temos o Breno Masi participando de diversas salas como palestrante, falando sobre temas variados — mas principalmente relacionados a produtos, empreendedorismo e estratégias de negócio.

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O uso do aplicativo é relativamente simples. Você só precisa tomar cuidado para não iniciar uma sala e deixar seu áudio aberto, com as pessoas entrando e ouvindo tudo o que você fala (caso essa não seja a sua real intenção).

Na parte superior da sala, você vê os palestrantes/moderadores:

Clubhouse

Aqui, temos as pessoas seguidas por ouvintes que os palestrantes seguem:

Clubhouse

Por fim, mas não menos importante, os ouvintes que não têm conexão direta com quem está palestrando:

Clubhouse

Uma grande vantagem que me parece ter atraído muito a atenção das pessoas é o fato de você simplesmente poder entrar na sala, travar a tela do seu celular, continuar fazendo suas coisas e ficar consumindo o conteúdo. Na prática, vira uma mistura de live com podcast, uma forma de aprender como se estivesse em uma mesa de bar ouvindo uma conversa interessante. E, se não estiver interessante, basta “se levantar” e ir para outra sala — há um botão “Leave quietly” (“Sair silenciosamente”), para sair da sala sem chamar atenção.

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Tirando a questão de como o app foi montado para oferecer conteúdo, eles adotaram uma estratégia de cadastro baseada em convite, causando aquela sensação de “exclusividade” inicial que vem sendo feita por muitas empresas há muitos anos.

Então, inicialmente você precisa receber um convite de alguém para entrar; ao entrar, você recebe o direito de convidar outras duas pessoas — mas como os convites são escassos, você tem que escolher bem quem convidar. Conforme você participa das salas ou cria novas salas, vai recebendo mais convites.

Além disso, uma outra forma de entrar é se cadastrar e reservar um nome de usuário (o seu famoso @) e entrar numa “fila de espera”. Em algum momento você aparecerá para alguns dos seus amigos já dentro da rede social e eles poderão lhe colocar na frente da fila; por isso, se você não recebeu o convite ainda, corra para reservar o seu @ já que você pode fazer isso antes mesmo de receber um convite.

De acordo com um comunicado da empresa de 24 de janeiro, o Clubhouse já tinha mais de 2 milhões de usuários; mas levando em consideração a proporção que isso tomou no Brasil nos últimos dias, acredito que esse número já tenha crescido muito!

Devo abrir algumas salas para falar de tecnologia, frameworks ágeis, desenvolvimento de produtos e mundo Apple, que têm mais relação com minha profissão. Mas também quero falar de coisas que gosto muito no meu dia a dia, como corridas, maratonas, ciclismo, triathlon, viagens pelo mundo e como explorar os melhores benefícios para viajar com mais conforto.

Se esses forem temas que lhe interessam, é só me seguir lá, procurando por @MDuarteC. 😉

Clubhouse

Note que, no seu perfil, ele cria links para suas outras redes sociais pois pelo próprio Clubhouse você não tem como falar com os palestrantes. Além disso, é por meio dessa conexão feita com o Twitter e o Instagram que o app liga você automaticamente aos seus amigos.

Não sabemos ainda se é uma “febrezinha” passageira ou se a nova rede social veio mesmo para ficar, mas nas próprias salas já estão discutindo diversos modelos de negócio que podem ser explorados com o app — como por exemplo “esquenta” de festas, de eventos, etc. Basta ver, agora, como eles irão monetizar isso.

Se os palestrantes mais conhecidos terão essa mesma energia que estão tendo agora, só o tempo dirá. Mas cuidado: como toda rede aberta e com temas livres, saiba filtrar bem quem são suas referências — afinal, como sempre, nessas oportunidades assim aparecem muitas pessoas que são realmente boas e outras que apenas “se acham boas”. Então, todo cuidado é pouco. 😛


Ícone do app Clubhouse
Clubhouse de Alpha Exploration Co.
Compatível com iPhones
Versão 1.0.26 (93 MB)
Requer o iOS 13.0 ou superior
GrátisBadge - Baixar na App Store Código QR Código QR

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