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Ícone da App Store

Apple começa a desmantelar golpes na App Store, mas…

…parece que o alvo acabou sendo equivocado

Se vocês acompanharam as notícias das últimas semanas sobre a App Store, provavelmente ouviram falar da polêmica, exposta desta vez pelo desenvolvedor Kosta Eleftheriou, dos famigerados apps golpistas — isto é, apps gratuitos para baixar que apresentam funcionalidade “capenga” e períodos de testes curtíssimos, cobrando em seguida valores de assinatura abusivos para usuários menos escolados.

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Pois de acordo com Guilherme Rambo, do 9to5Mac, a Apple está enfim tomando uma atitude em relação ao problema. Rambo recebeu de um desenvolvedor um email de rejeição em relação a um determinado aplicativo, no qual a Apple afirma que o software foi rejeitado porque o preço das assinaturas e compras internas “não reflete o valor dos recursos e do conteúdo oferecido ao usuário”.

O email chega a classificar essa prática, da cobrança de preços bem mais altos do que a média de mercado, como uma “trapaça” direcionada aos usuários. Rambo chegou a duvidar da autenticidade da mensagem, mas conseguiu confirmar que o email de fato foi enviado pela Apple — e, de fato, as próprias diretrizes da App Store citam a palavra “trapaça” (“rip-off”) duas vezes na Seção 3, que fala sobre negócios e transações.

Mais especificamente, eis aqui um trecho do email, traduzido livremente por nós:

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Consumidores esperam que a App Store seja uma loja segura e confiável para adquirir bens digitais. Os apps nunca deverão trair essa confiança tentando trapacear ou enganar os usuários de qualquer maneira.

Infelizmente, os preços que você selecionou para o seu app ou compras internas não refletem o valor do conteúdo e dos recursos oferecidos ao usuários. Cobrar preços irracionalmente altos por conteúdo ou serviços com valor limitado é uma forma de trapacear o consumidor, e não é uma prática apropriada para a App Store.

O email segue listando especificamente os preços considerados irregulares pela equipe de aprovação da App Store, e nota as medidas que o desenvolvedor deverá tomar para resolver o problema — que incluem, claro, alterar os valores em questão e reenviar o app para uma nova aprovação perante a equipe da loja.

Só tem um probleminha…

O problema é que, por mais que as intenções da Apple sejam nobres, parece que eles deram uma barrigada nesse caso específico. De acordo com Rambo, o app em questão era genuíno, sem intenção de se aproveitar dos usuários — os preços considerados altos pela App Store eram resultado de algumas APIs pagas, empregadas no aplicativo para possibilitar algumas das suas funcionalidades.

Felizmente, o desenvolvedor (que preferiu não se identificar) acabou conseguindo entrar em contato com a Apple para explicar a situação e teve o aplicativo aprovado com os preços originais. Ainda assim, o caso é apenas mais um no looongo histórico de erros da Maçã — o mais recente, vocês provavelmente se lembrarão, sendo aquele app de um idioma nativo da América do Norte.

Ou seja: no fim das contas, é bom que a Apple esteja ciente do problema dos apps golpistas e tentando resolvê-lo. Fica a torcida, entretanto, para que os aplicativos certos sejam punidos daqui pra frente.

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