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Pamela Hazelton
Apple vs. Epic Games

Epic Games já planejava atacar Apple há 2 anos

Prestes a enfrentar a Epic Games no tribunal, a Apple apresentou nesta semana 500 páginas de documentos cobrindo descobertas feitas em relação à desenvolvedora do jogo Fortnite, as quais resumem as informações trocadas entre ambas as empresas a fim de apresentar ao juiz possíveis fatos/argumentos relevantes no caso.

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Um dos argumentos da Apple contra as acusações de práticas anticompetitivas é que “a grande maioria dos aplicativos [da App Store] são gratuitos para download”, o que significa que a empresa não recebe comissão deles. A Maçã observa que a App Store compete com outras plataformas, como Google Play, Microsoft Store e PlayStation Store, sugerindo que os desenvolvedores sempre podem optar por oferecer seus aplicativos para outros dispositivos também.

No entanto, uma das principais descobertas foi o chamado “Project Liberty” (“Projeto Liberdade”, em tradução livre). De acordo com a Apple, a Epic contratou firmas de relações públicas em 2019 (ou seja, bem antes de desafiar a Apple implantando seu próprio método de pagamento em Fortnite) para trabalhar numa campanha cujo objetivo era retratar a gigante de Cupertino como “a vilã” do mercado de jogos mobile.

Tudo isso fazia parte de uma estratégia de mídia pré-planejada chamada “Projeto Liberdade”. A Epic contratou a Cravath, Swaine & Moore LLP e uma empresa de relações públicas em 2019, e este processo é a culminação desses esforços. A Epic procura retratar a Apple como a vilã para que possa reviver o interesse em declínio por Fortnite. Ainda assim, ironicamente, quando a Epic foi expulsa do iOS, ela disse aos seus clientes que eles poderiam continuar jogando em consoles, PCs e outros dispositivos — demonstrando a existência de competição e a ausência de monopólio.

Tim Sweeney, CEO1 da ‌Epic Games‌, confirmou a existência desse projeto em entrevistas passadas e disse que a Epic “passou meses preparando o processo contra a Apple”, embora os documentos judiciais da Apple forneçam novas informações sobre até onde a Epic foi para levá-la ao tribunal.

A Epic está pedindo a este tribunal que force a criação de termos alternativos para que ela possa ganhar mais dinheiro. Mas o pedido da Epic prejudicaria outros desenvolvedores e consumidores, além de impor obrigações sem precedentes à Apple de abrir seus sistemas e engenharia a terceiros.

Julgamento

O confronto entre a Apple e a Epic no tribunal está agendado para 3 de maio e poderá se estender até o fim do mês que vem.

Tanto a Epic quanto a Apple terão testemunhas importantes, incluindo Tim Cook (CEO), Phil Schiller (ex-chefão de marketing), Craig Federighi (chefe de software) e Scott Forstall (ex-chefe do iOS), que testemunhará em nome da Apple.

via CNET

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