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P&G colaborou com ferramenta para coletar dados no iOS 14

Outras empresas como Deloitte, PWC e Nielsen também teriam testado a ferramenta chinesa
Procter & Gamble
Jonathan Weiss / Shutterstock.com

Já falamos à exaustão sobre os novos recursos de privacidade do iOS 14, as consequências profundas trazidas por eles para o mundo dos anúncios digitais e as inevitáveis tentativas da indústria de evitá-los — como uma ferramenta chinesa, batizada de CAID, pensada justamente para que anunciantes continuem coletando dados dos usuários sem permissão no iOS.

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A Apple já afirmou que não aceitará a ferramenta, mas pelo visto ela chamou atenção do mundo dos anúncios digitais: de acordo com o Wall Street Journal, a Procter & Gamble — uma das maiores empresas do mundo, e também uma das mais que investe em anúncios ao redor do planeta — esteve entre as companhias que testou o CAID para explorar possíveis formas de continuar coletando informações dos usuários no iOS.

A reportagem afirma que a P&G trabalhou com a Associação de Publicidade da China (CAA), órgão estatal que teria desenvolvido o CAID. Nós já sabíamos que algumas gigantes chinesas — como a Tencent, a ByteDance (dona do TikTok) e o Baidu — tinham feito testes com a ferramenta, mas essa é a primeira notícia de uma empresa ocidental envolvida com o CAID. Outras empresas citadas na reportagem incluem a Deloitte, a PWC e a Nielsen.

A P&G, para quem não está associando o nome à coisa, é uma das multinacionais mais poderosas do planeta, dona de marcas como Gillette, Oral-B, Pringles, Braun, Pantene, Pampers, Always, Ariel e Tampax. Ela é, também, uma das maiores anunciantes do mundo, com uma base de dados com identificadores individuais para mais de 1,5 milhão de clientes ao redor do planeta.

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Em nota enviada ao WSJ, a gigante confirmou estar trabalhando com a CAA “para desenvolver formas de oferecer conteúdo útil aos consumidores de uma maneira que priorize a privacidade de dados, a transparência e o consentimento”.

Obviamente, teremos de esperar os próximos meses para sabermos se as iniciativas terão algum resultado — a própria Apple já afirmou que não permitirá a ação do CAID no seu sistema operacional (ao menos não na sua roupagem atual, que não pede permissão dos usuários para coletar seus dados). Em nota ao WSJ, a empresa afirmou o seguinte:

As diretrizes da App Store valem igualmente para todos os desenvolvedores ao redor do mundo, incluindo a Apple. Nós acreditamos fortemente que os usuários devem ter sua permissão solicitada antes de serem rastreados. Aplicativos que sejam pegos desrespeitando essa escolha serão rejeitados.

Acompanhemos, portanto.

via AppleInsider

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