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Tim Cook e Mark Zuckerberg

NYT: como Tim Cook e Mark Zuckerberg viraram “inimigos”

Não é de hoje que Apple e Facebook estão em lados opostos da moeda (e não só disso). Contudo, a relação entre as duas tem evoluído negativamente nos últimos meses, embora o motivo seja o mesmo de sempre: privacidade.

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Agora, porém, há um novo “p” na história: o de “publicidade”. Como sabemos, o iOS 14.5 traz um novo sistema que impede apps como o Facebook de rastrear usuários (e suas atividades) em outros aplicativos sem permissão.

Isso, como cobrimos, gerou uma enorme insatisfação do Facebook — mas esse foi apenas o estopim de uma relação já fragilizada, como detalhado numa nova reportagem do New York Times.

Dois anos atrás, em julho de 2019, o CEO1 da Apple, Tim Cook, e o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, tiveram uma reunião privada em uma conferência anual realizada pelo banco de investimento Allen & Company.

Naquela época, o Facebook estava no olho do furacão devido ao escândalo envolvendo a inglesa Cambridge Analytica — após permitir que as informações de mais de 50 milhões de usuários fossem usadas pela empresa em anúncios políticos durante a eleição presidencial americana de 2016. Durante a reunião, fontes do NYT disseram que Zuckerberg perguntou como Cook teria lidado com a controvérsia.

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Cook supostamente respondeu “rispidamente” que o Facebook deveria “excluir todos os dados que coletou sobre seus usuários fora de seus aplicativos principais” — teoricamente, isso incluiria as informações obtidas de aplicativos de terceiros.

Zuckerberg teria ficado surpreso com a sugestão, já que o Facebook depende de tais dados para fornecer publicidade direcionada aos usuários. Com efeito, Cook disse que o negócio de Zuck era insustentável devido ao fato de ele depender da coleta de dados para funcionar.

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Desde então, ambos os executivos têm se afastado ideologicamente sobre privacidade online. Durante uma conferência de proteção de dados realizada no começo deste ano, por exemplo, Cook falou sobre uma multiplicidade de questões preocupantes que a Apple vê quando se trata de privacidade e coleta de dados.

Se uma empresa é construída com base na exploração de dados, em escolhas que não são opções, ela não merece nosso elogio, ela merece reforma.

Embora tenha rejeitado (incessantemente) o novo sistema antirrastreamento da Apple quando as primeiras notícias sobre ele surgiram, Zuckerberg mudou de tom. Segundo o executivo, o Facebook “será capaz de passar por isso” e que poderá o cenário poderá até fortalecer sua empresa.

Fato é que, além do nosso divertimento, a guerra entre as duas empresas destaca e traz visibilidade para debates importantes — como o da privacidade online.

via BBC

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