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Testemunhas da Epic dizem que Apple pode abrir iOS sem perder segurança

Bastaria, segundo especialistas, adotar certificados e assinatura de códigos, como no macOS
Personagens de Fornite em frente o logo da Apple
Variety

Já falamos aqui ontem sobre as declarações escritas de testemunhas convocadas pela Apple para o embate contra a Epic Games, a ser iniciado no dia 3 de maio. Agora, foi a vez de sabermos das argumentações de algumas das testemunhas trazidas pela desenvolvedora.

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O Dr. David Evans, da University College London, questionou as afirmações da Apple de que não teria um monopólio nos ecossistemas móveis porque usuários insatisfeitos com seu modelo de negócios poderiam simplesmente mudar para o Android. Segundo Evans, tal movimentação é muito mais difícil (e cara) do que a Maçã sugere:

Os usuários do iOS e do Android fazem investimentos irrecuperáveis em hardware, software e aprendizado para seus respectivos ecossistemas. Uma decisão de trocar de sistema operacional é uma decisão de trocar de ecossistema, ou seja, o consumidor perderia o retorno desses investimentos e teria de realizar novos gastos. Esses custos reduzem o incentivo dos consumidores de fazer a troca.

Evans afirmou, também, que a Apple usa a App Store para dar uma vantagem indevida aos seus próprios aplicativos e serviços, reforçando argumentos já pontuados anteriormente pela Epic (e negados pela Maçã).

O Dr. Michael Cragg, da empresa de consultoria The Brattle Group, questionou as declarações da Apple de que desenvolvedores insatisfeitos com suas políticas poderiam simplesmente se retirar do iOS e trabalhar em outras plataformas. Segundo Cragg, o iOS já constitui um mercado por conta própria, e abandonar o ecossistema da Apple traria perdas irreparáveis para um número incontável de desenvolvedores.

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Já a professora Susan Athey, que ensina Economia da Tecnologia na Universidade de Stanford, afirmou que admitir lojas de aplicativos alternativas no iOS não comprometeria a segurança dos dispositivos, como defende a Apple. Segundo Athey, as proteções estão embutidas no sistema e não seriam afetadas:

Minha opinião de especialista é que a segurança do iPhone é, de fato, significativamente independente do processo de análise e do canal de distribuição (de qualquer forma que ele seja implementado). Portanto, minha opinião é a de que a Apple dá uma importância exagerada aos benefícios de segurança do seu modelo de uma App Store centralizada. A Apple tem justificativa em se preocupar com a segurança dos seus usuários; entretanto, as garantias de segurança de um iPhone são reforçadas pelo seu sistema operacional, não pela App Store ou pelo processo de análise de apps inerente a ela.

Já o professor Wenke Lee, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, reforçou as impressões de Athey, afirmando que a Apple poderia manter a segurança do iOS inalterada com lojas alternativas simplesmente criando um certificado de desenvolvedores para apps confiáveis — exatamente como já faz no macOS.

Eu avaliei o modelo de segurança do iOS, baseado nos próprios objetivos declarados pela Apple e nos processos para garantir a segurança do sistema. Minha análise me leva a concluir que […] os mesmos recursos de segurança que a Apple busca garantir no iOS podem ser mantidos sem a necessidade da distribuição exclusiva [pela App Store]. Por exemplo, desenvolvedores poderiam passar pelos mesmos passos de checagem de segurança realizados durante a análise de um app. […] Desenvolvedores também podem se submeter a verificações de identificadores e assinatura de código. Mais importante ainda, todos os mecanismos do dispositivo que reforçam a segurança do iOS são independentes do modelo de distribuição de apps.

Os argumentos dos especialistas, portanto, estão na mesa; agora vamos esperar a disputa principal. É na semana que vem — fiquemos de olho.

via 9to5Mac

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