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60% dos apps educacionais coletam dados, mas situação é pior no Android

Os números do iOS poderão cair com a chegada da ATT — mas isso não significa que o problema esteja solucionado

Com a chegada do iOS 14.5 e da Transparência do Rastreamento de Apps (App Tracking Transparency, ou ATT), ficou muito mais difícil para os aplicativos do sistema coletarem dados dos usuários sem o consentimento deles.

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Entretanto, uma pesquisa recente do grupo Me2B Alliance, focada em privacidade e respeito ao usuário, mostra que o problema ainda existe — e numa categoria particularmente sensível: a dos apps educacionais.

O estudo analisou uma amostra aleatória de 73 aplicativos (para iOS e Android) utilizados por 38 escolas para complementar a educação de alunos em 14 estados dos Estados Unidos. No total, os aplicativos envolvidos cobrem pelo menos 500 mil pessoas, entre estudantes, suas famílias e professores. E o achado principal foi preocupante: 60% dos apps foram detectados enviando informações pessoais dos usuários a terceiros.

Na média, cada aplicativo enviava informações para 10,6 partes terceirizadas. Quase metade (49%) deles enviava dados ao Google, enquanto 14% tinham conexão direta com o Facebook.

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Os pesquisadores notaram, também, que uma taxa maior de apps usados por escolas públicas envia dados a terceiros em relação aos aplicativos utilizados por escolas particulares — 67% e 57%, respectivamente. Vale lembrar, claro, que os apps utilizados por escolas públicas recebem dinheiro público das instituições para fornecer serviços a alunos, professores, funcionários e famílias, o que torna ainda mais preocupante o uso de dados dos usuários.

Dividindo os apps por sistema operacional, entretanto, o Android tem um cenário muito pior em relação ao iOS. O estudo detectou que 91% dos apps no sistema do Google enviam dados a terceiros considerados de “alto risco” (isto é, que compartilham os dados recebidos com outras entidades, em rede); no iOS, a taxa ficou em 26%. Considerando o envio de dados a terceiros de “altíssimo risco”, o Android ficou com uma taxa de 20%, contra apenas 2,6% do iOS.

A Me2B Alliance notou que parte desses dados envolve o compartilhamento do IDFA (Identificador para Anunciantes), o código de identificação usado no iOS para criar um perfil do usuário — e que é justamente o ponto focal da Transparência do Rastreamento de Apps introduzida no iOS 14.5. Os pesquisadores notaram que as novidades implementadas pela Maçã podem reduzir os números da pesquisa, mas não removem completamente o risco de os apps criarem perfis dos usuários.

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As conclusões do estudo são de que instituições de ensino precisam ter mais informações sobre os apps que utilizam e os tipos de dados por eles coletados — aplicativos educacionais, afinal de contas, não deveriam coletar nenhum tipo de informação dos usuários, especialmente por lidar com crianças e jovens. Fica o lembrete, então, para que pais, responsáveis e professores comecem a pensar mais sobre o tema, para que a cobrança às escolas seja constante e preocupada.

via AppleInsider

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