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Apple TV 4K
Mr.Mikla / Shutterstock.com

Com o lançamento da nova Apple TV 4K, vale a pena comprar uma?

Confira argumentos a favor e contra a caixinha preta da Maçã

Há alguns meses, publicamos um artigo analisando a situação da Apple TV (a caixinha, não o software) — ou, em outras palavras, questionando se ainda valeria a pena gastar (muito) dinheiro no dispositivo quando boa parte das suas funcionalidades já podem ser replicadas diretamente na sua televisão ou em acessórios muito mais baratos.

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Acontece que, no momento da escrita do texto anterior, a Apple TV estava deveras desatualizada: a atualização mais recente do modelo 4K, à época, tinha acontecido há mais de três anos, ou o equivalente a algumas eras mesozóicas no mundo tecnológico. Agora, a coisa muda de figura: a nova versão da Apple TV 4K já está entre nós.

Apple TV 4K

Já temos, claro, um artigo completão destrinchando todas as novidades da nova Apple TV 4K (e do novo Siri Remote que a acompanha). Por outro lado, vale retomarmos a pergunta com base nessa nova geração: e agora, vale comprar uma Apple TV ou os usuários estarão melhor servidos com opções alternativas no vasto mundo de smart TVs, set-top boxes e outros acessórios?

Abaixo, vamos listar alguns argumentos para ambas as respostas — desta forma, você poderá formar sua opinião com base na sua situação, suas necessidades e seu ecossistema atual. Vem comigo.

Vale!

Os argumentos a favor de comprar uma Apple TV hoje são basicamente os mesmos dos nossos artigos anteriores — e tudo resume-se em uma questão crucial: o quão inserido você está no ecossistema da Maçã.

Isso porque, mesmo que você possa rodar o aplicativo Apple TV ou transmitir conteúdo via AirPlay 2 em outros dispositivos, é inegável que a caixinha da Apple entregará uma experiência mais integrada, com mais recursos e muito mais suave do que qualquer aparelho da concorrência.

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Esse argumento torna-se ainda mais forte agora, que a nova geração da Apple TV tem um processador A12 Bionic — o mesmo dos iPhones XS e XR. O tvOS nunca foi lá um grande consumidor de recursos ou poder de processamento, mas o upgrade no chip certamente tornará a experiência ainda mais fluida, sem engasgos e obstáculos.

O chip A12 na Apple TV também permitirá que ela reproduza conteúdos em HDR com até 60 quadros por segundo ou em Dolby Vision, contanto que você tenha um televisor compatível.

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Se você é usuário fiel do Apple Arcade, então, o “sim” torna-se indelével: com o novo processador, os joguinhos da plataforma rodarão ainda mais lisos, e a nova Apple TV 4K terá mais poder de fogo para qualquer título, por mais complexo que seja, futuramente lançado no serviço da Maçã. Ela pode ainda não ser o console propriamente dito que todos sonhamos, mas o passo está dado.

Além disso, a nova Apple TV 4K também serve, assim como a antiga, para atuar como central da casa — isto é, o hub que liga e comanda todos os dispositivos conectados ao HomeKit, e agora já compatível com o padrão Thread. E se você tem um ou mais HomePods dando sopa, o alto-falante tem uma integração inigualável com a caixinha.

Não vale…

Por outro lado, há vários cenários nos quais comprar uma nova Apple TV 4K seria desnecessário — o principal deles, claro, é simplesmente você não estar tão inserido no ecossistema da Apple.

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Pessoalmente, é o meu caso: minha última televisão não tinha acesso ao aplicativo Apple TV nem suporte ao AirPlay 2. Nos raros casos em que eu queria assistir a alguma coisa do Apple TV+ ou um conteúdo comprado no iTunes, eu recorria a um adaptador USB-C para HDMI e conectava o Mac à TV, sem grandes problemas.

App Apple TV em Smart TVs da Sony

Outro cenário, claro, é caso você tenha uma smart TV mais recente que já ofereça acesso/suporte aos serviços da Maçã. Novamente, é o meu caso: aqui em casa, trocamos de televisão recentemente para um modelo com o aplicativo Apple TV pré-instalado e com suporte ao AirPlay 2.

A experiência está longe de ser suave ou integrada como a de uma Apple TV, mas — para o meu uso — realmente não há justificativa em pagar R$2,4 mil somente por uma navegação mais fluida, uma vez que eu não assino o Apple Arcade e também não tenho nenhum HomePod por aqui.

O preço é obviamente mais uma justificativa muito forte para o “não”. Sabemos que muitos de vocês compram seus produtos da Apple em viagens internacionais ou por meio de serviços de revenda, mas não adianta fugir do óbvio: os preços cobrados pela Maçã já passaram há muito do surreal, e estão agora chegando no ridículo. Pagar R$2,4 (ou R$2,6!) mil numa Apple TV, com dispositivos da concorrência — menos poderosos, é claro — custando entre 10% e 30% disso é, como dizem, para quem pode.

Roku Express

Aliás, falando em dispositivos da concorrência, outro fator que pesa hoje contra a Apple TV — e que não existia na época do artigo anterior — é o fato de que o Roku Express (vendido no Brasil por R$350) já inclui acesso ao aplicativo Apple TV e, na sua atualização mais recente, incorporou também suporte ao AirPlay 2 e ao HomeKit. Ou seja, algumas das funções “nucleares” da caixinha preta da Maçã podem ser obtidas agora, na concorrência, por 15% do preço.


Aqui estão, portanto, alguns argumentos a favor e contra a Apple TV. De que lado você está?

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