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Família de novos iMacs de 24 polegadas com chip M1 coloridos de lado

Alguns dias com o iMac M1 de 24 polegadas

Há pouco mais de dez dias, lhes trouxe um vídeo de unboxing e outro de hands-on do iMac M1 de 24 polegadas — que não só agora é equipado com o Apple Silicon, mas traz o primeiro redesign do Mac tudo-em-um em muito, muito tempo.

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Para quem perdeu os dois vídeos, seguem novamente abaixo:

Não considero o tempo que estou com essa máquina suficiente para eu chamar isto aqui de um “review” completo, e também nesse período optei por não migrar totalmente o meu ambiente de trabalho para ela.

Ainda assim, trago-lhes neste artigo impressões mais aprofundadas do que achei desse novo iMac.

Design

Não podemos começar de outra forma senão falando do visual da máquina. Independentemente se você aí tenha gostado ou não, todos concordamos que já era hora de uma mudança — e que bom que ela veio.

Até o lançamento oficial desse novo iMac, as especulações quanto ao seu design meio que tendiam [1, 2] para uma mescla do anterior com o que vimos a Apple trazer com o Pro Display XDR.

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Mas não, ainda não temos no iMac uma parte frontal com tela de ponta a ponta. Surpreendentemente, a Apple optou por manter um “queixo” considerável no iMac — menor do que os anteriores, sim, mas ainda marcante e, agora, sem o logo.

Com relação à existência do “queixo”, eu definitivamente preferia que ele não existisse. Pelo que a Apple disse, essa área está aí porque é justamente nela que está basicamente todo o computador — afinal, o novo iMac tem apenas 11,5mm de espessura e pesa só 4,5kg.

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Essa espessura é incrível, de babar. Mas será que era mesmo necessário algo tão fino assim num desktop? Será, Apple, que a maioria dos consumidores não optariam por um iMac quem sabe até com o dobro da espessura — e olha que ele ainda seria bem fino! —, porém sem esse “queixo”? Eu acho que sim.

A ausência da maçã em si não me incomoda, assim como não me incomodou a Apple não ter colocado ela nas conchas dos AirPods Max. Prefiro esse aspecto clean e, sinceramente, a gente paga caro demais nesses produtos para ainda ter que ficar olhando e meio que “fazendo propaganda” da marca.

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Outra coisa que a princípio eu achei esquisito mas que, na prática, não me incomodou foram as molduras brancas em volta da tela. Conforme citei já no vídeo de hands-on, essa moldura acaba “desaparecendo” no uso normal considerando que atrás do iMac muito provavelmente você terá uma parede branca. Sério, ela some. Isso me incomodava muito mais nos iPhones com a frente branca do que senti usando esse iMac.

Toda a linha colorida de iMacs M1
As sete cores do novo iMac, de cima para baixo: verde, amarelo, laranja, rosa (tá mais para vermelho, mas okay), roxo, azul e prateado

Foi bastante nostálgico ver o retorno das cores à linha iMac. O modelo que testei, azul, é lindíssimo — especialmente a sua parte traseira, que traz uma tonalidade mais profunda e saturada. Mesmo assim, eu faço parte do time dos “caretas” e, se fosse comprar um desses iMacs para mim, provavelmente optaria pela versão prateada mesmo.

Os periféricos (teclado, mouse e trackpad) e cabos todos em cores correspondentes foi um toque especial, detalhes do tipo que um consumidor Apple espera da empresa. Não sou muito fã de teclas brancas (isso com certeza vai sujar/manchar facilmente com o tempo), mas é evidente que elas combinam perfeitamente com o aspecto do iMac em si. Com relação ao Magic Mouse, que ainda mantém a porta Lightning na parte debaixo… bem, eu nem comento.

Conectividade

Já que estamos falando de design, vamos logo tratar das conexões presentes nesse iMac.

Começando pela lateral esquerda, é nela que encontramos a saída de 3,5mm para fones de ouvido. A Apple foi “obrigada” a reposicioná-la nesse local porque o conector P2 é mais longo do que a espessura do iMac em si (hehe) — e foi ótimo, porque é bem mais prático conectar o fone pela lateral do que pela traseira.

Na parte de trás, temos por padrão duas portas USB4/Thunderbolt e mais duas USB-C convencionais (com exceção do modelo de entrada, que não vem com essas duas extras).

Portas traseiras do iMac M1 de 24 polegadas

É isso, mesmo: esse é o primeiro iMac sem nenhuma porta USB-A, além de não ter também slot para cartão de memória SD, HDMI, etc. Se você ainda não migrou todos os seus periféricos para o mundo do USB-C, prepare-se para ter que usar dongles, hubs ou um dock.

Comprando qualquer modelo do iMac com exceção do mais barato, você também ganha ainda uma porta Gigabit Ethernet que fica localizada no adaptador de força do computador. Sim, como ele é absurdamente fino, a fonte (de 143W) agora é externa — eu não me importo com isso e, sinceramente, se der algum problema nela, é bem mais fácil e barato de resolver.

Adaptador de energia do iMac de 24"

Aliás, a Apple não chama de MagSafe, mas o conector de força do iMac é circular e magnético. Mas, de fato, ele foi feito dessa forma para facilitar ser plugado ali pelo buraco do suporte do iMac, e não para evitar que a máquina seja derrubada da mesa caso alguém tropece no cabo. O ímã é bem forte e você tem que puxar com força para ele desconectar.

Cabo de força conectado ao iMac M1 de 24" azul

Na parte de conectividade sem fio, temos Wi-Fi 6 (aka 802.11ax, também retrocompatível com IEEE 802.11a/b/g/n/ac) e Bluetooth 5.0.

Tela

Vale deixar bem claro, aqui, que esse iMac M1 substitui o antigo iMac menor, de 21,5 polegadas — agora com uma tela de 24 polegadas, porém sem ocupar mais espaço físico devido às suas molduras bem menores.

Temos nesse display uma resolução 4,5K, que se traduz em um total de 4480×2520 pixels. Mesmo ainda sendo um painel IPS (LCD), é uma coisa linda de se ver, com suporte a ampla gama de cores P3, 500 nits de brilho, tecnologia True Tone, etc.

Crianças assistindo a algo no iMac M1 de 24 polegadas

Indo em Preferências do Sistema » Telas, uma das primeiras coisas que eu faço em meus Macs é trocar a resolução para “Redimensionada” e opto pela opção mais à direita, de “Mais Espaço”.

Aqui no meu MacBook Pro de 16 polegadas, por exemplo, isso significa que eu vejo a interface com uma aparência de 2048×1280 pixels, enquanto a tela em si tem 3072×1920 pixels. Ou seja, eu não uso o MBP numa resolução Retina exata, @2x.

No caso do iMac, preferi deixar na resolução padrão (Retina), com um aspecto de 2240×1260 pixels. Ou seja, ganhei mais área útil em relação ao meu MBP e ainda mantive tudo mais nítido e fisicamente maior na tela — bom para a visão. 🤓

O stand do iMac não permite que se faça um ajuste de altura (vertical) da tela, apenas ajuste de inclinação. Mas, como mostrei no vídeo de unboxing, é um ajuste bem considerável e que não deve causar problema para ninguém.

Quem preferir pode, é claro, comprar o iMac sem o stand padrão — e sim um adaptador VESA. Vale notar que o suporte em si (de parede, mesa ou braço articulado) não vem com o iMac.

Se tem uma coisa que podemos criticar em relação a essa tela é que ela é bastante reflexiva — e sabemos também que as camadas antirreflexo que a Apple usa em seus monitores (como a nano-texture do Pro Display XDR) não são nada baratas.

Áudio e vídeo

Mesmo finíssimo, uma área considerável do “queixo” do novo iMac é dedicada ao seu sistema de som — e isso é perceptível na prática.

Sua espessura não prejudicou em nada a qualidade bacana de áudio que já estávamos acostumados a ter em iMacs, mesmo nos graves. Os seis alto-falantes dele ficam apontados para baixo, então a ideia é que “batam” na mesa e reverberem em direção ao usuário. E sim, eles suportam Áudio Espacial com Dolby Atmos.

Homem em vídeo-chamada pelo novo iMac M1 amarelo

A câmera frontal do iMac traz um sensor atualizado com resolução Full HD 1080p, que para mim deveria ser o mínimo aceitável em qualquer computador hoje em dia. Combinada ao processamento de imagens do chip M1, temos uma qualidade de vídeo bastante satisfatória aqui — tal como vocês puderam conferir no vídeo de hands-on.

E, tal como todos os outros Macs recentes, a Apple também equipou o novo iMac com alguns microfones que garantem uma qualidade “de estúdio” (exagerou um pouquinho, tá Apple?) e uma boa redução de ruído ambiente. Nada do que me queixar, aqui.

Touch ID

Sabe o que você não encontrará em volta da câmera FaceTime do novo iMac? Outros sensores para formar o sistema TrueDepth do Face ID. Pois é, ao contrário do que alguns apostavam, ainda não vimos aqui a chegada do Face ID a um Mac.

Mas, felizmente, a Apple não deixou o novo iMac sem nenhum sistema biométrico. Ela conseguiu incorporar o sensor Touch ID ao próprio Magic Keyboard, que comunica-se de forma segura, sem fio, com a Secure Enclave no interior do computador.

Mão tocando no Touch ID do Magic Keyboard do novo iMac M1 colorido

Na prática, tirando talvez um delay de meio-segundo em relação por exemplo ao Touch ID dos MacBooks Air/Pro, o do novo iMac funciona exatamente como qualquer um esperaria.

Se você nunca usou um computador com autenticação biométrica, talvez ainda não valoriza como é bacana ter algo assim no dia a dia. Só para desbloquear o 1Password múltiplas vezes, já é uma grande bênção.

Já estamos falando do Magic Keyboard, uma regressão que não curti nem um pouco foram as setas direcionais. A Apple voltou a usar teclas esquerda/direita com a mesma altura das teclas cima/baixo, sem vez do design tradicional em “T” invertido. Isso é muito ruim.

Teclado Magic Keyboard do novo iMac com Touch ID (verde)

M1

Na keynote do evento especial de outubro do ano passado, quando a Apple apresentou os primeiros Macs com M1, me surpreendi quando vimos o MacBook Pro de 13 polegadas ser praticamente idêntico ao MacBook Air.

Meses depois, fui novamente surpreendido (e eu apostei que não seria assim em um dos nossos vídeos de Q&A) com o fato de essa nova linha iMac também usar o mesmíssimo M1.

Gráfico oficial do novo chip Apple M1

Por um lado, não faz realmente muito sentido todos esses Macs serem “iguais” com carcaças diferentes. Por outro, o M1 está tão bom, mas tão bom, que não dá muito para criticar a decisão da Apple aqui.

E talvez esteja mesmo nos planos dela usar um mesmo chip para todas as suas máquinas para consumidores (então, de novo, apenas o MBP de 13″ estaria deslocado aqui), com outro mais potente para o segmento profissional. Eu acho que veremos mesmo isso acontecendo, no futuro.

Minha esposa está há algumas semanas com um MacBook Air M1, mas foi só com esse iMac que tive uma oportunidade melhor de ter contato com o Apple Silicon. Como falei, não migrei todo o meu trabalho para ele porque sabia que só teria alguns dias com o iMac, mas foi uma experiência muito gratificante — e olha que a máquina que testei tem apenas 8GB de memória integrada.

Tudo flui maravilhosamente bem no macOS Big Sur rodando com o M1, e nos poucos casos de apps que ainda não foram adaptados para o Apple Silicon, o máximo que você nota é um tempo um pouco maior para ele abrir pela primeira vez. Depois, você até esquece que o app foi todo “traduzido” pela camada Rosetta 2.

Editei alguns vídeos no Final Cut Pro com esse iMac e, tirando um que tinham duas câmeras em resolução 4K e mais uma captura de tela do Mac, em nenhum momento notei engasgos. Esse foi o único caso em que troquei a configuração do Viewer de “Best Quality” para “Better Performance”, e só isso foi suficiente para a edição continuar totalmente suave. Não precisei transcodificar nenhum vídeo.

Na hora de exportar os projetos, num primeiro momento achei que o iMac M1 teria sido mais ou menos igual ao meu MacBook Pro de 16″ — que, vale notar, é equipado com um chip Intel Core i9 octa-core de 2,3GHz, 16GB de RAM1 e GPU2 dedicada AMD Radeon Pro 5500M com 4GB —, mas foi comparando ambos lado a lado que notei, de fato, o poder do M1.

Exportei nosso último vídeo publicado no YouTube (o de identificação de músicas, com 7’30” de duração) com ambos os Macs, sem nada pré-renderizado, para um arquivo master em Apple ProRes 422 em resolução 4K. Meu MBP terminou a tarefa em 4’03”, enquanto o iMac M1 levou apenas 3’09” — ou seja, o MBP demorou 29% a mais, quase um terço do tempo.

É uma diferença muito significativa, e ainda tem mais: quando a exportação chegou a uns 30%, meu MBP já estava com as ventoinhas ligadas à potência máxima, parecendo um avião decolando. O iMac, por sua vez, realizou o processo todo em silêncio total. Parece até piada.

Esqueçam tudo o que vocês sabem e têm de experiência com relação a RAM. Não dá para se basear no passado para avaliar esses 8GB de memória dos novos Macs M1, porque eles operam de forma totalmente diferente.

Mas sim, sendo bem sincero com vocês, se fosse para eu investir num Mac desses, eu certamente iria diretamente para os 16GB. Não muito pelas atuais limitações de performance, mas pela própria longevidade do computador. Memória, afinal de contas, nunca é demais.

Aliás, falando em memória, o iMac que testei veio com 256GB de armazenamento interno. Isso pode ser suficiente para a maioria das pessoas, mas é muito pouco para quem trabalha com edição de vídeo. 1TB são minimamente necessários, 2TB recomendáveis — mesmo se você tiver um SSD rápido externo, como o SanDisk Extreme Pro Portable que avaliei recentemente.

iMac… Pro?

Conforme já pontuei, esse iMac de 24″ veio para substituir o antigo de 21,5″. A Apple ainda não tocou no modelo maior, de 27″, e tudo indica que ele poderá se diferenciar mais do menor — quem sabe até ganhando a (agora abandonada) designação “Pro”.

Para o futuro (pode ser no finalzinho deste ano, quem sabe no começo do ano que vem), é esperado a Apple também leve o Apple Silicon ao iMac maior e, seguindo a mesma ideia de um design atualizado com molduras menores, poderemos ver a tela desse novo iMac passando para 30-32 polegadas.

Esse iMac, sim, deverá ser equipado com um chip ainda mais potente (“M1X”, “M2″… vai saber) e acredito inclusive que a Apple poderá justamente implementar no design dele o que imaginávamos para o atual: uma espessura maior, porém garantindo uma tela de ponta a ponta — quem sabe até mesmo com Face ID integrado, além de mais portas/conectividade.

E, para quem sentiu falta de um iMac preto ou cinza espacial, é bem provável que a Apple reserve essas cores mais sóbrias/sérias para essa linha “Pro”, mais cara. O jeito é aguardarmos. 😉

Conclusão

Acabei escrevendo bem mais do que imaginava quando resolvi não chamar este artigo de um “review” — mas acabou que ficou próximo disso, hehe.

Eu sou uma pessoa que adora ter área útil virtual para trabalhar no computador, não é à toa que sempre opto pelo maior MacBook Pro possível — já tive, inclusive, um PowerBook G4 de 17″. Ou seja, trabalhar num iMac de 24″, especialmente ao editar vídeos, é bom demais.

Já falei algumas vezes, em nossos podcasts, que meu sonho seria ter uma máquina dessas (de preferência um futuro “iMac Pro” de 30-32″ mesmo, haha!) para trabalhar a maior parte do tempo em casa, e um segundo dispositivo, que eu adoraria que pudesse ser um iPad, para levar comigo a qualquer lugar. Ainda não rola, mas tenho confiança de que chegaremos lá.

Mulheres trabalhando em dois iMacs M1 de 24 polegadas

Acho que, no final das contas, foi até bom eu não ter migrado todo o meu ambiente de trabalho para esse iMac — porque, mesmo com o M1 e 8GB de memória, eu corri um sério risco de me apaixonar por esse computador e não querer mais voltar ao meu MacBook Pro.

Que venham, portanto, os aguardados novos MacBooks Pro de 14 e 16 polegadas. Mal posso esperar!


iMac de 24 polegadas (azul)
iMac de 24″ de Apple Preço à vista: a partir de R$15.839,10
Preço parcelado: em até 12x de R$1.466,58
Características: chip M1
Cores: azul, verde, rosa, prateado, amarelo, laranja ou roxo
Lançamento: abril de 2021

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