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Swift Student Challenge teve mais de 90 brasileiros vencedores!

Confira as entrevistas com algumas vencedoras!
Estudantes brasileiros na WWDC21

Na semana passada, informamos que a Apple havia revelado os vencedores do Swift Student Challenge da WWDC21 — o qual premia estudantes de todo o mundo pelas suas habilidades de programação e resolução de problemas.

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É com imenso prazer que informamos que o Brasil teve mais de 90 vencedores nesta edição do Swift Student Challenge — dos 350 ganhadores em todo o mundo! Ou seja, praticamente ¼ dos selecionados foram brasileiros! 🇧🇷

O MacMagazine entrou em contato com três vencedoras desta edição: Karina Tronkos [@nina_talks], Daniela Reis [@daniela.a.reis] e Karen Baliero [@kbaliero]. Elas contaram pra gente um pouco sobre as suas trajetórias e sobre seus projetos vencedores desta edição — além de suas impressões da WWDC21, que acaba hoje.

Karina Tronkos

Muitos de vocês certamente devem ter ouvido falar dela no ano passado, quando conversamos com três vencedores do Swift Student Challenge da WWDC20 — isso mesmo, ela está de volta!

Na realidade, essa foi a quinta(!) vez que a desenvolvedora (e criadora de conteúdo) Karina Tronkos venceu a competição da Apple. É penta! ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

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Karina, que tem 24 anos e é da capital do Rio de Janeiro, explicou que seu Swift Playground deste ano teve como objetivo “mostrar a importância de repensarmos nossas relações com as coisas que compramos, usamos, consumimos e jogamos fora todos os dias” a partir do conceito da biomimética.

O meu aplicativo deste ano fala sobre biomimética! Essa área de estudo é sobre se inspirar nas inovações da natureza para se desenvolver produtos e serviços melhores, mais eficientes e de forma sustentável. Então o meu grande desafio com esse projeto foi pegar uma temática não muito simples e tornar didático e engajante em uma experiência interativa de três minutos (que é uma das guidelines da competição).

A estrela principal do meu Playground é a Natu, a Mãe Natureza. Ela tem 3,8 bilhões de anos e é uma ótima professora! Ao longo do projeto, ela vai explicando o que é biomimética, dá exemplos históricos como o do trem-bala japonês inspirado no bico do martim-pescador e muito mais.

Meu objetivo foi mostrar a importância de repensarmos nossas relações com as coisas que compramos, usamos, consumimos e jogamos fora todos os dias, e apresentar também o conceito de Economia Circular. Cuidar do meio ambiente é algo que eu valorizo muito e que a Apple também se preocupa profundamente.

Ela também contou que o gosto por programação vem da família e que isso se tornou também sua paixão profissional quando entrou para a faculdade de Engenharia da Computação.

Atualmente, ela também trabalha com criação de conteúdo no seu perfil no Instagram.

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Desde que eu me entendo por gente, sou apaixonada por tecnologia. Meu pai é cientista da computação, meu irmão é engenheiro da computação e a minha mãe sempre trabalhou em empresa de tecnologia, então sempre estive muito imersa nesse universo! Sempre fui muito exploradora e curiosa, buscava entender como as coisas funcionavam, mexia no HTML e CSS dos meus blogs, mas me aproximei mesmo quando entrei na faculdade de Engenharia da Computação na PUC-Rio. Uns anos depois troquei para Ciência da Computação pelo foco maior em software e hoje em dia trabalho como UX Designer no Hurb e sou criadora de conteúdo no Nina Talks, onde eu tenho mais de 85 mil seguidores.

Sobre a WWDC21, Karina disse estar ansiosa para testar as novidades para desenvolvedores introduzidas pela Apple este ano:

Foram anunciadas várias funcionalidades que eu considero extremamente relevantes e eu mal posso esperar para experimentar tudo. O iOS 15 está incrível e o macOS Monterey 12 também ganhou meu coração. Não estou conseguindo comparecer tão ativamente às sessions [para desenvolvedores] porque estou trabalhando e tendo aulas normalmente na faculdade, mas tudo o que eu tenho visto tem sido incrível!

Daniela Reis

Abertamente fã de tecnologia, a gaúcha, designer e desenvolvedora Daniela Reis, de 28 anos, venceu o Swift Student Challenge deste ano com um aplicativo que possui um objetivo nobre: ensinar um novo idioma para crianças e idosos.

Mais do que isso, o app pode ajudar a prevenir doenças como o Alzheimer ao exercitar o cérebro enquanto você aprende algo novo!

Swift Playground de Daniela Reis

Para o Swift Student Challenge deste ano, criei um app para ensinar um novo idioma para crianças e idosos, o qual fiz pensando em meus avós e em como eu poderia ajudá-los a prevenir doenças como o Alzheimer, pois de acordo com alguns estudos, o aprendizado de novos idiomas ajuda a manter a memória sempre ativa.

O aplicativo é representado por um papagaio, o Loro, o qual fez parte da minha vida durante muitos anos. Loro foi um papagaio esperto, amoroso e muito falante, aprendia sempre uma nova palavra olhando vídeos na internet. Essa ilustração é minha homenagem a ele.

Essa não é primeira vez que falamos sobre as criações da desenvolvedora; no ano passado, cobrimos os apps Sinq e WellMe, criados por ela enquanto participava da Apple Developer Academy (PUCRS).

Concluí o programa do Apple Developer Academy no final de 2020, na PUCRS, e já sinto muita falta pois foram dois anos fantásticos de muito aprendizado. Desde que comecei o programa, comecei a me aproximar mais da programação, para entender mais sobre como as coisas funcionam, desde então estou aprendendo coisas incríveis.

Por fim, ela disse que ficou bastante entusiasmada com as novidades da WWDC21, principalmente com relação aos novos sistemas operacionais móveis da Maçã.

Achei fantástica a keynote principal, é sempre uma mega produção por trás de todos os lançamentos, é sempre uma semana épica. Sobre as novidades que mais me chamaram a atenção, foram: o novo iOS com o redesign das notificações, o FaceTime com atualizações de compartilhamento e isolamento de voz, e para o iPadOS foi finalmente incluírem os widgets na tela inicial, atualizações no multitarefa e o maravilhoso Quick Note.

Karen Baliero

Com apenas 20 anos, a jovem Karen Baliero não só venceu o Swift Student Challenge, como também teve a honra de apresentar seu projeto para ninguém menos que Tim Cook, CEO1 da Apple.

Antes de sabermos como foi essa apresentação, vamos conhecer melhor o app desenvolvido pela paulista graduanda do curso de Engenharia da Computação pela UNICAMP — e, ainda, estudante da Apple Developer Academy (Instituto Eldorado).

O objetivo do seu Swift Playground era mostrar o perigo potencial que as tecnologias podem apresentar de uma forma didática.

Swift Playground de Karen Baliero

Quando comecei a pensar na ideia do projeto, queria juntar os temas que tenho muito interesse: educação, diversidade, inclusão e tecnologia. […] Queria muito falar sobre o potencial de perigo que as tecnologias têm, de uma forma que pessoas que não conheciam a tecnologia pudessem entender, mas sem tirar a complexidade do tema.

Como temos que fazer uma experiência de até três minutos, decidi focar na questão do bias em algoritmos, com situações ainda ocorrendo com muitos produtos no mercado que privilegiam algumas pessoas em detrimento de outras. […] Assim, uma simulação é feita como se você fosse o programador treinando um computador e tendo as respostas sobre o seu resultado, dando uma experiência de como é treinar um modelo de classificação de imagens. O objetivo é que o seu modelo seja capaz de identificar todas as pessoas que estão na imagem, independentemente de cor, raça, sexo ou de serem pessoas com deficiência. Esse desafio é um dos muitos que podem fazer com que um modelo não funcione conforme o esperado e tenha sérias consequências, dando o exemplo da pesquisa realizada que encontrou um risco potencial em carros autônomos de falhar na detecção de pessoas de pele escura.

Gostaria de citar também que a linha do tempo do algoritmo racista do Tarcizio Silva e o documentário “Coded Bias” da Netflix, foram grandes fontes de inspiração e informação para o desenvolvimento da ideia. 

Com relação à apresentação do seu Swift Playground para a liderança da Apple, Karen contou que, logo após o resultado do Swift Student Challenge ter sido divulgado, representantes da companhia entraram em contato dizendo que eles haviam gostado da sua história e do seu projeto, convidando-a para participar de um Meet & Greet (M&G) com os executivos da companhia.

A participação de Cook, no entanto, foi inesperada.

O começo do M&G foi com líderes da Apple. Tivemos 15 minutos de Q&A [perguntas e respostas] com cada representante nas áreas de hardware, App Store, iPhone e iniciativas sociais, todos eles foram muito receptivos e trouxeram muitos ensinamentos. Logo em seguida, Tim Cook entrou na reunião (foi uma surpresa na hora, pois não tinham nos avisado que ele iria aparecer) para que pudéssemos realizar a apresentação dos playgrounds dos estudantes convidados. Havia representantes de diversas nacionalidades, cada um apresentava por dois minutos (apresentação pessoal, como começou a programar e o que era playground/de onde veio a inspiração) mostrando uma imagem do seu playground. Todos os presentes tinham histórias muito inspiradoras, foi muito interessante conhecer um pouco mais sobre eles e suas ideias e ações que já estão fazendo a diferença no mundo. Ao final, tivemos alguns minutos de Q&A com Tim Cook. Foi uma experiência única, não caiu a ficha até agora de tudo que aconteceu. Por ter sido uma das minhas primeiras experiências com Swift, tive bastante dificuldade em implementar a ideia usando código, fui conseguir fazer tudo faltando pouquíssimo tempo para o prazo acabar. Dediquei bastante tempo a ele por ser um tema com o qual estava muito motivada e queria fazer o projeto da melhor forma que conseguisse. Estou muito grata por todo o reconhecimento, e todo o apoio que recebi da minha família, amigos e mentores da [Apple Developer] Academy.

Por fim, ela contou que essa é sua primeira WWDC e que todas as novidades têm mostrado que existem várias possibilidades para diversos desenvolvedores, independentemente do nível de conhecimento.

É minha primeira vez participando [da WWDC], posso dizer que até esse momento eu não fazia ideia da dimensão que a Apple tem. Fiquei maravilhada com o quanto ela tem trabalhado em prol da privacidade de dados e acessibilidade em seus dispositivos. São muitos conteúdos desde para quem está começando até para níveis mais avançados. [A WWDC] tem sido muito inspiradora e mostrado as ferramentas novas que auxiliam no desenvolvimento e abrem muitas possibilidades. Também pude participar de alguns Labs em que temos uma conversa um-a-um com profissionais, tem ajudado bastante a nortear meus próximos passos dentro do ecossistema. Espero que no futuro eu tenha a oportunidade de participar presencialmente, mas neste momento só posso agradecer por toda a oportunidade que tenho tido.


É bom demais ver que o Brasil está cada vez mais bem representado num concurso tão importante — certamente veremos desenvolvedores cada vez mais brilhantes no futuro!

Ainda que tenhamos contado a história só dessas três vencedoras, fica aqui nosso parabéns a todos os brasileiros e todas as brasileiras vencedores do Swift Student Challenge da WWDC21! 🎉🇧🇷

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