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iPad de 8ª geração

Do que você abre mão comprando um iPad de entrada?

Conheça as diferenças entre o iPad de entrada e o resto da linha

A Apple possui uma extensa linha de iPads, partindo do modelo de entrada, o iPad de 8ª geração, passando pelos modelos mini e Air, e indo até os iPads Pro de 11″ e 12,9″ (lançados em abril passado). Com essa grande variedade de modelos, a tarefa de escolher um se torna difícil, e uma das perguntas mais frequentes que recebemos é: do que eu abro mão comprando um iPad de entrada?

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Bom, neste texto eu vou tentar explicar as principais diferenças entre ele e os outros modelos da linha, e contar um pouco da minha experiência usando, justamente, um iPad de entrada.

Mas antes, devemos lembrar que mesmo com a extensa quantidade de modelos de iPads vendidos pela Apple, todos eles rodam o mesmo sistema operacional, o iPadOS 14 — e, no fim deste ano, o vindouro iPadOS 15. A diferenciação entre os modelos é feita a partir de características como tamanho da tela, design, processador, armazenamento e algumas funções a mais que só estão disponíveis em modelos mais caros. Mas não se preocupe, vamos cobrir todas elas a seguir.

Vamos começar por baixo: atualmente, o iPad de 8ª geração é o modelo mais barato vendido pela Apple, e é nele que vamos focar neste artigo.

Design

Começando pelo design do iPad, que é aquele que todos nós já conhecemos há bastante tempo — remanescente dos iPads da década passada, com direito a bordas largas e botão de início com Touch ID. E é aí que fica a primeira desvantagem dele: aqueles que preferem um design mais moderno e com um melhor aproveitamento de tela, é melhor economizar um dinheiro a mais para um iPad Air ou Pro.

Todas as cores do iPad de oitava geração

Além disso, o iPad de entrada ainda possui o conector Lightning, algo que os modelos mais caros (Air e Pro) já abandonaram a favor do USB-C. Uma vantagem, no entanto, é que esse modelo ainda possui uma saída de 3,5mm para fones de ouvido.

Em questão de biometria, o iPad de 8ª geração conta com um sensor Touch ID no botão de início (assim como o iPad mini), enquanto o Air conta com esse sensor no botão superior. Já os iPads Pro desbloqueiam usando o Face ID, sistema de biometria facial.

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No quesito som, esse modelo conta com dois alto-falantes na sua parte inferior, enquanto os iPads Air e Pro contam com dois ou quatro alto-falantes estéreo.

Tela

Quando se trata da visualização de conteúdo, o iPad de 8ª geração possui uma tela Retina de 10,2 polegadas com 500 nits de brilho. Nela estão ausentes a tecnologia True Tone, o revestimento antirreflexo, o suporte à ampla gama de cores P3 e a taxa de atualização de 120Hz (ProMotion, presente apenas nos iPads Pro).

Comparativo de iPads

Por isso, se você procura a melhor experiência e fidelidade na reprodução de cores e brilho, a opção mais completa é a tela Super Retina XDR do novo iPad Pro de 12,9 polegadas (que já usa a tecnologia Mini-LED).

No entanto, a maior desvantagem do iPad de entrada no quesito tela é fato de ela não ser laminada junto ao display. Ou seja, existe um “espaço” entre o vidro e o LCD. É como se houvesse um espaço entre o seu dedo e os pixels, mas nada que você não se acostume. Eu, inclusive, não me incomodo com isso.

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Se a sua preferência é por telas maiores, os iPads Air e Pro possuem displays de 10,9, 11 e 12,9 polegadas. E se a sua praia for telas menores, o iPad mini é a única escolha, com uma tela de 7,9 polegadas.

Performance

Em questão de performance, esse iPad não fica para trás. Ele foi atualizado em setembro de 2020 com o chip A12 Bionic, o mesmo presente no iPad mini. Esse processador, por mais que não seja de última geração, ainda é capaz de fazer qualquer tarefa que você queira desempenhar nele.

Os modelos mais caros contam com processadores mais potentes; no Air temos o A14 Bionic, e os novos iPads Pro são equipados com o M1 (sim, o mesmo presente em Macs). Entretanto, essa diferença nos processadores não limita em nada as capacidades desse iPad, ele consegue rodar os mesmos apps que os modelos mais caros.

Obviamente, o iPad Air e o Pro terão uma performance superior, mas isso só será perceptível em apps muito pesados e, mesmo assim, você ainda terá uma experiência quase igual aos outros — talvez uma queda nos frames aqui e ali, mas é só isso.

Os novos iPads Pro possuem, inclusive, opções com 8GB e 16GB de memória (RAM1), mas o iPadOS não permite a utilização máxima desses recursos. Os 3GB do iPad de entrada são suficientes para a maior parte das tarefas.

Isso porque o iPadOS ainda é um sistema bem limitado se comparado ao macOS. Então, se você pensa em comprar um iPad para o uso profissional de edição de vídeos, tratamento de imagens e mixagem de som, é bom pensar um pouco mais, pois nem mesmo o iPad Pro tem a versatilidade de rodar a maioria dos apps profissionais (Final Cut Pro, por exemplo) — essa vantagem continua com os Macs. 😉

Câmeras

No quesito câmera, temos uma traseira de 8 megapixels, ótima para digitalizar documentos ou tirar fotos rápidas. Os modelos Air e Pro, no entanto, possuem câmeras melhores, então se a sua ideia é tirar fotos com o tablet (por favor, não), é melhor dar uma estudada nesses modelos. Se o seu uso for básico, essa câmera atenderá 100% das suas necessidades.

iPad de 8ª geração

Alguns recursos, todavia, só estão presentes nos iPads Pro. O primeiro deles é o scanner LiDAR — aquele que lhe permite mapear ambientes com maior facilidade. Se a sua ideia é usar o LiDAR para fazer levantamentos de ambientes ou apps que façam uso do sensor, as opções restantes são os modelos Pro.

iPad Pro
Câmeras do iPad Pro

Os iPads Pro ainda possuem algumas vantagens no quesito câmera, a começar pelo zoom óptico de 2x, gravação de vídeo em 4K, áudio zoom, gravação de áudio estéreo, vídeo em câmera lenta em 1080p (contra o slow mo do modelo base, que grava apenas em 720p) e gravação de vídeo em 1080p em 25, 30 e 60 quadros por segundo (o modelo base grava apenas em 30qps).

Na parte frontal, temos um sensor de 1,2MP, que não é nada para se gabar, mas lhe permite fazer ligações de vídeo numa boa. O problema é compará-la à câmera ultra-angular dos iPads Pro, que possibilita funções como Palco Central e outras como modo Retrato, Memojis e o zoom óptico de 2x.

Falando em chamadas de vídeo, o FaceTime receberá boas melhorias com a chegada do iPadOS 15, como por exemplo o Modo Retrato de vídeo e o SharePlay. Não sabemos ainda se todas essas novidades não estarão disponíveis nos modelos mais baratos — seguindo a lógica dos iPhones, todos os modelos com chip A12 ou superior deverão receber esses recursos.

Acessórios

O iPad de 8ª geração possui suporte ao Apple Pencil de 1ª geração e ao Smart Keyboard, e ambos os acessórios são vendidos separadamente. Por aqui, nada de Apple Pencil de 2ª geração (aquele que se prende magneticamente à lateral dos iPads), e muito menos o Magic Keyboard.

No entanto, existem diversas opções de teclados de terceiros disponíveis pra esse modelo que cumprem a proposta do Magic Keyboard — com direito, sim, a teclado e trackpad.

Minha experiência

Este que vos escreve é um usuário assíduo de um iPad de 6ª geração (isso mesmo, lançado lá em 2018), e que mesmo assim me atende muitíssimo bem. O meu modelo tem um chip A10 Fusion e nem é mais oficialmente vendido pela Maçã — apenas na parte de produtos recondicionados (refurbished) do site americano da Apple.

Para início de conversa, eu não uso meu iPad como um substituto do Mac. Como o próprio Steve Jobs disse na keynote de lançamento do primeiro iPad, ele é um dispositivo que se encaixa entre um iPhone e um MacBook. Um complemento, por assim dizer.

Steve Jobs apresentando o primeiro iPad
Foto: TopNews

Então, o iPad é o primeiro dispositivo que me vem a cabeça quando quero assistir a vídeos no YouTube ou episódios de uma série. Ou então, fazer uma breve pesquisa no Safari, navegar pelo Twitter em uma tela maior que a do iPhone, assistir a aulas virtuais (EAD), fazer ligações no FaceTime, ver uma receita enquanto cozinho e muito mais. Eu também sempre mantenho o iPad ao lado do Mac para usá-lo como segunda tela, com o Sidecar.

Mas você não precisa se prender ao meu uso, até porque esse é o meu perfil de usuário. O mais importante é o seguinte: o processador A12 Bionic dentro do iPad de 8ª geração ainda é potente o suficiente para todas as tarefas que você deseja desempenhar.

Dependendo do seu perfil de trabalho, um iPad de entrada pode atender muitíssimo bem até as suas necessidades profissionais. Trabalhos de escritório como documentos do Word, planilhas e apresentações podem ser realizadas com maestria. Edição de foto e vídeo também, apenas se atendo às limitações do iPadOS.

Preços

O iPad de 8ª geração é vendido nas capacidades de 32GB ou 128GB, nas cores cinza espacial, prateada e dourada. Se essas cores não forem suficientes para você, o único modelo com mais opções é o iPad Air, vendido em prateada, cinza espacial, ouro rosa, verde e azul-céu.

Lá fora, o modelo de entrada é comercializado por US$330 na versão Wi-Fi, e vira e mexe entra em promoção em outras redes varejistas, como Amazon e Best Buy por volta de US$250. Aqui em terras tupiniquins, ele está disponível a partir de R$4.000 em até 12 vezes ou por R$3.599,10 à vista (com 10% de desconto). E em Portugal, ele custa a partir de 400€.

iPad de 8ª geração

Se você precisa de mais do que 128GB de armazenamento, sugiro partir para os modelos mais caros. O iPad mini é vendido por US$400 no EUA, ou por R$4.800 (até 12 vezes) ou R$4.319,10 à vista (com 10% de desconto) no Brasil. Já o iPad Air começa em US$600 nos EUA e R$7.000 (em até 12 vezes; ou R$6.299,10 à vista) no Brasil.

O iPad Pro de 11 polegadas começa em US$800, e aqui, por R$10.800. O modelo de 12,9 polegadas lá fora é vendido por US$1.100; no Brasil, por R$14.800.

Conclusão

Bom, como dá para notar, há uma pletora de diferenças entre o iPad de entrada e os modelos mais caros. Acredito que as coisas mais importantes a se considerar são: tamanho, tela e compatibilidade com acessórios. E aí, claro, você pensa: será que vale a diferença de preço?

A App Store é lotada de apps que fazem uso da versatilidade do iPad, e todos os modelos conseguem usufruir deles com apenas pequenas diferenças. Claro que se pararmos para comparar o M1 ou o A14 Bionic ao A12 Bionic, veremos grandes diferenças em poder de processamento e benchmarks. Mas se a sua ideia é usar o iPad como substituto do Mac, acredito que o iPad de entrada possa acabar deixando a desejar tanto quanto os modelos mais caros. As limitações de software impostas pelo iPadOS são as mesmas em toda linha.

Eu digo pela minha própria experiência: um iPad de entrada atende superbem 99% dos usuários. Só resta saber se as funções extras lhe induzem a gastar talvez o dobro (ou mais?) nos modelos mais caros. 😉


iPad de sétima geração
iPad de Apple Preço à vista: a partir de R$3.599,10
Preço parcelado: em até 12x de R$333,25
Cores: cinza espacial, prateado ou dourado
Capacidades: 32GB ou 128GB
Lançamento: setembro de 2020
Geração: 8ª geração

iPad mini (miniatura)
iPad mini de Apple Preço à vista: a partir de R$4.319,10
Preço parcelado: em até 12x de R$399,92
Cores: cinza espacial, prateado ou dourado
Capacidades: 64GB ou 128GB
Lançamento: março de 2019
Geração: 5ª geração

iPad Air
iPad Air de Apple Preço à vista: a partir de R$6.299,10
Preço parcelado: em até 12x de R$583,25
Cores: cinza espacial, prateado ouro rosa, verde ou azul céu
Capacidades: 64GB ou 256GB
Lançamento: setembro de 2020
Geração: 4ª geração

iPad Pro (miniatura)
iPads Pro de 11″ e 12,9″ de Apple Preço à vista: a partir de R$9.719,10
Preço parcelado: em até 12x de R$899,92
Cores: cinza espacial ou prateado
Capacidades: 128GB, 256GB, 512GB, 1TB ou 2TB
Lançamento: abril de 2021
Geração: 3ª geração (11″) e 5ª geração (12,9″)

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