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Irlanda quer impedir aumento de impostos para manter Apple e outras no país

O G7 visa a padronização dos impostos para empresas de tecnologia
Campus da Apple em Cork, na Irlanda
matteoguedia / Shutterstock.com

A Irlanda tem sido o país de escolha de diversas gigantes da tecnologia, como o Google e a Apple, quando se trata da instalação de operações na Europa – uma vez que o país oferece impostos mais baixos que os demais. A Apple, por exemplo, tem a sua base em Cork e emprega cerca de 6.000 funcionários na cidade há mais de 40 anos. No entanto, isso pode estar prestes a mudar.

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No início do mês, os integrantes do Grupo dos Sete (G7) — uma organização de líderes de algumas das maiores economias do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) — concordaram que deveria haver uma alíquota global mínima de 15% para as empresas de tecnologia, conforme sugerido pelo governo Biden, enquanto tentam resolver os apelos por um sistema tributário mais justo.

Os EUA propuseram uma alíquota mínima de imposto sobre as empresas de 21%, mas não conseguiram obter um acordo amplo para isso. A contraproposta de 15% foi aceita pelo G7 e, como membro da União Europeia, a Irlanda estaria vinculada a isso e teria que aumentar sua alíquota de 12,5% para 15%.

A Irlanda, no entanto, argumenta que se tivesse que cobrar a mesma taxa de imposto que outros países, não haveria razão para gigantes da tecnologia (como a Apple) estabelecerem suas sedes europeias no país. O Ministro das Finanças Irlandês, Parchal Donohoe disse:

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O que vamos fazer é nos envolver no processo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) muito intensamente nas próximas semanas e meses, e espero que seja possível chegar a um acordo que reconheça o papel da competição fiscal legítima para economias de pequeno e médio porte.

É improvável que a Irlanda receba muito apoio, uma vez que outros países consideram a baixa taxa de impostos da Irlanda uma forma de competir injustamente por negócios lucrativos das gigantes da tecnologia. A maioria das empresas, incluindo a Apple, apoia acordos fiscais globais a fim de evitar que sejam vistas como evasoras de impostos.

Fato é que, caso a Irlanda realmente tenha que aumentar seus impostos, pode ser que empresas como a Apple decidam mudar suas operações para locais mais vantajosos. A ligação entre a Apple e o país também gerou, no início do ano, um grande processo envolvendo a cobrança bilionária de impostos retroativos.

Tim Cook, entretanto, já havia declarado suporte à reforma tributária, mas ainda não declarou nada sobre esse caso recente.

via CNBC

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