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Email antigo revela reação de Bill Gates à iTunes Music Store

Será que a rivalidade Jobs x Gates veio à tona?

É mais do que certo que o iPod mudou completamente a forma como ouvimos músicas — e a iTunes Music Store teve uma grande influência nesse sucesso. Agora, um email de Bill Gates, de quase duas décadas atrás, revela como o executivo reagiu à entrada da Apple no mercado musical.

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A iTunes Music Store foi ao ar em 2003, oferecendo um enorme catálogo digital de músicas que podiam ser compradas e sincronizadas com o iPod — e mais em frente, claro, com o iPhone.

Conforme revelado pela conta no Twitter @TechEmails, o chefão da Microsoft enviou um email a colegas de trabalho expressando sua surpresa com as habilidades de Steve Jobs.

O assunto do email é o seguinte: “Jobs da Apple novamente… e hora de ter um ótimo serviço de download no Windows”. No corpo do email, Gates escreve:

A capacidade de Steve Jobs de se concentrar em algumas coisas que importam, conseguir pessoas que entendem direito da interface do usuário e vender coisas tão revolucionárias, são coisas incríveis.

Desta vez, de alguma forma, ele aplicou seus talentos para conseguir o melhor acordo de licenciamento do que qualquer um já conseguiu por música.

Isso é muito estranho para mim. As próprias operações das gravadoras oferecem um serviço que é verdadeiramente hostil para o usuário e foi visto dessa forma de maneira consistente.

De alguma forma, eles decidem dar à Apple a capacidade de fazer algo muito bom.

Eu me lembro de discutir com a EMusic e nós dissemos que o modelo era melhor do que a assinatura porque você saberia o que está recebendo.

Com uma assinatura, quem pode prometer que as coisas novas e legais que você deseja (ou coisas antigas) estarão lá?

Eu não estou dizendo que essa estranheza significa que nós erramos — pelo menos, se nós fizemos, assim fizeram também a Real, a Pressplay e a Musicnet e basicamente todos os outros.

Agora que Jobs fez isso, precisamos agir rápido para conseguir algo em a UI e os direitos são tão bons quanto.

Não tenho certeza se devemos fazer isso por meio de uma dessas JVs (joint ventures) ou não. Não tenho certeza quais são os problemas.

No entanto, acho que precisamos de algum plano para provar que, embora Jobs nos deixe um pouco com os pés chatos novamente, nós nos movemos rápido, nos combinamos e fazemos as coisas melhor.

Tenho certeza de que as pessoas têm muitos pensamentos sobre isso. Se o plano for claro, nenhuma reunião será necessária. Eu quero ter certeza de que estamos coordenados entre o DMD do Windows, o MSN e outros grupos.

Há quem diga que não existia rivalidade entre Bill Gates e Steve Jobs, mas esse email mostra exatamente o contrário.

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Como podemos ver, parece que a equipe da Microsoft também estava desenvolvendo uma plataforma de músicas digitais, mas a Apple conseguiu sair na frente e o melhor: com um acordo de licenciamento muito mais vantajoso. Sobre isso, Gates basicamente diz no email que eles precisavam se apressar para alcançar a iTunes Music Store.

Em 2004, a Microsoft lançou o MSN Music, a fim de concorrer com a Maçã. O serviço foi substituído em 2008 pelo fadado Zune Marketplace, mas ambos nunca alcançaram — nem de perto — o sucesso do iTunes.

O email também revela que a Microsoft já cogitava a ideia de um serviço de músicas por assinatura, mas não estava muito certa se essa seria a melhor opção para garantir que as músicas continuassem disponíveis aos usuários após um certo tempo.

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Gates também parece intrigado em como Jobs foi capaz de convencer as gravadoras a venderem suas músicas de forma digital, em vez dos CDs — algo muito incomum na época.

Vale notar que esse email, em particular, foi inicialmente revelado durante a ação coletiva “Comes contra Microsoft”, na qual a empresa foi acusada de práticas monopolísticas por dominar a indústria de PCs com o sistema operacional Windows e outros softwares proprietários.

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De qualquer forma, é interessante ver a maneira como uma das pessoas mais influentes e importantes no mundo da tecnologia reagiu à introdução da algo tão disruptivo, como foi a iTunes Music Store.

Conforme observou Gates, na época ninguém, incluindo empresas de música, havia conseguido uma experiência de compra digital que fosse tão amigável ao usuário, quanto o iTunes e o iPod eram.

Hoje, já estamos acostumadíssimos a ouvir qualquer música por meio de serviços de streaming, como Apple Music e Spotify, mas naquela época comprar músicas acabou se tornando “a norma” — nisso, a iTunes Store mudou a forma como as pessoas escutavam músicas. E muitos de vocês certamente viveram essa transformação.

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