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Reconhecimento facial na rua
Shutterstock.com

Campanha contra reconhecimento facial em lojas mira Apple e outras empresas

A Maçã é uma das empresas que já emprega sistemas do tipo nos Estados Unidos

O uso de sistemas de reconhecimento facial em locais de circulação pública têm sido alvo de debates acalorados em diversas partes do mundo — compreensivelmente, considerando que a discussão envolve questões sensíveis como liberdades individuais, segurança, vigilância e privacidade.

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Pois recentemente, mais de 35 grupos e organizações dedicadas aos direitos civis nos Estados Unidos lançaram uma campanha contra o uso desses sistemas de reconhecimento facial em lojas e outros tipos de estabelecimentos comerciais. E a Apple é um dos focos da campanha.

A campanha, chamada Ban Facial Recognition in Stores (Proíbam o Reconhecimento Facial em Lojas), é liderada pelo grupo Fight for the Future e tem o apoio de várias outras organizações do país, como a Public Citizen, a Data for Black Lives, a Consumer Federation of America e o Tor Project. Até mesmo uma empresa que vende sistemas de reconhecimento facial, a Kairos, está entre as signatárias — a empresa afirma vender um sistema mais ético, que respeita a privacidade das pessoas.

O texto introdutório do site da campanha explica os motivos pelos quais as empresas (e seus consumidores) deveriam se posicionar de forma contrária aos sistemas de reconhecimento facial:

Imagine uma loja que lhe mostra anúncios direcionados com base nos produtos que você olha, mas nunca compra — ou mesmo preços personalizados, baseados numa percepção da sua renda feita quando a loja lhe identifica. Imagine uma loja escaneando os rostos de todas as pessoas que entram no recinto, impedindo a entrada de qualquer pessoa com uma ficha criminal. Esses cenários de pesadelo são amedrontadores exatamente por serem tão plausíveis.

Seu rosto não deveria ser reconhecido, armazenado ou vendido simplesmente porque você entra ou trabalha numa loja. As empresas justificam o uso do reconhecimento facial para proteger e prever seus lucros, mas essas tecnologias colocam trabalhadores em perigo, agravam vieses e acumulam dados pessoais. Em todo o país, empresas que adotam essas tecnologias invasivas devem saber que priorizar lucros sobre privacidade é errado.

Entre as alegações feitas pelos grupos envolvidos na campanha, temos os argumentos de que os sistemas de reconhecimento facial reúnem dados dos consumidores sem o consentimento deles, bem como as questões sociais e raciais. De fato, já vimos exemplos de algoritmos que apresentam vieses em termos de etnias e cores de pele, e alguns dos grupos ainda acusam varejistas de priorizar o uso dos sistemas de reconhecimento facial em lojas em bairros mais pobres ou com uma maior incidência de consumidores não-brancos.

O site da campanha, então, lista algumas dezenas de empresas dos Estados Unidos e o seu status em relação ao uso dos sistemas. A Apple é uma das empresas que atualmente usam as tecnologias de reconhecimento facial, junto a varejistas como a Macy’s, a Lowe’s e a Albertsons.

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Outras gigantes, como o McDonald’s, a 7-Eleven e o Starbucks, não responderam ou indicaram que podem usar a tecnologia, enquanto empresas como o Walmart e a Target já firmaram compromissos para não usar sistemas do tipo em suas lojas.

A página pede, então, que os consumidores assinem a petição solicitando que mais empresas juntem-se à campanha e cancelem seus sistemas de reconhecimento facial (ou quaisquer planos de usá-los). Por ora, as assinaturas são limitadas a residentes dos EUA.

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A Apple não se pronunciou sobre o tema — vejamos se o silêncio vai se manter.

via The Verge

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