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Spotify vs. Apple Music
nikkimeel / Shutterstock.com

Reino Unido recomenda que streamings paguem mais a artistas

Um comitê do governo britânico alertou que, se medidas não forem tomadas, o cenário da música no país poderá se deteriorar drasticamente em questão de uma década

As relações entre artistas, compositores, gravadoras e plataformas de streaming geram discussões desde que a primeira canção foi transmitida digitalmente por meio de um plano de assinatura. A questão já foi motivo, inclusive, de brigas acaloradas entre a Apple, o Spotify e outras concorrentes do mercado.

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Pois recentemente, um comitê formado no Reino Unido chegou à conclusão de que os pagamentos feitos pelas plataformas de streaming apresentam um desequilíbrio: uma parte esmagadora do dinheiro vai para as gravadoras, enquanto o restante precisa ser dividido entre músicos e compositores.

Isso, segundo os especialistas, precisa mudar — caso contrário, o cenário musical britânico poderá se deteriorar significativamente em questão de uma década, dizem os proponentes das mudanças.

O comitê em questão foi formado no Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) do governo britânico e, desde outubro passado, vem colhendo informações sobre a economia do mundo da música — por meio de estatísticas, documentos e depoimentos de pessoas envolvidas no cenário. Uma das maiores contribuições para o desenvolvimento da pesquisa veio de Nile Rodgers, o lendário guitarrista e produtor musical que criou lidera a banda Chic desde os anos 1970.

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O relatório final do comitê, entregue esta semana ao Parlamento, indica que as plataformas de streaming ficam com algo entre 30% e 34% da receita gerada com cada reprodução. 15% são destinados a royalties (que podem ter dezenas de recebedores diferentes, dependendo do contrato), enquanto a gravadora fica com os 51-55% restantes. É a própria gravadora que estabelece quanto desse valor é repassado aos artistas; geralmente, o número fica na casa dos 13%.

Ainda segundo o relatório, o Apple Music paga, hoje, cerca de £0,0059 (pouco mais de meio centavo de libra) por reprodução — um valor geral, que é dividido entre gravadoras, artistas, compositores e editores nas porcentagens acima descritas. O Spotify, por sua vez, paga algo entre £0,002 e £0,0038, enquanto o YouTube é o menos vantajoso para o streaming, com um pagamento de cerca de £0,00052 por reprodução.

Ainda nessa seara, vale citar um levantamento recente feito pelo blog Trichordist, sobre o pagamento médio de cada plataforma por reprodução — não apenas no Reino Unido, mas na média global. Entre os streamings tradicionais, o TIDAL é o mais amigável aos artistas (0,88 centavo de dólar), seguido de perto pelo Apple Music (US$0,0068). O YouTube, mais uma vez, é o mais sovina, enquanto o Peloton — um serviço de guias de exercício ao vivo — é o que mais paga (US$0,031), provavelmente porque seus contratos envolvem transmissões em tempo real para múltiplos usuários.

Tudo isso, segundo os integrantes da comissão britânica, reflete “problemas fundamentais, estruturais na indústria fonográfica” e mostra que o mundo do streaming precisa de um “completo reinício”.

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Entre as propostas feitas no relatório, o comitê sugere que os artistas tenham uma remuneração igualitária — de 50% (em relação às gravadoras) — com a reprodução das suas criações, da mesma forma que ocorre hoje no rádio. Os integrantes também indicam que os artistas deveriam ter o direito de retomar os direitos sobre os seus trabalhos após um período de tempo, bem como poder ajustar contratos no caso de uma determinada música ou álbum atingir um nível de sucesso “além da remuneração que estão recebendo”.

Obviamente, as gravadoras não estão satisfeitas com as propostas: os três maiores selos que operam no Reino Unido — Sony, Universal e Warner Music — afirmaram que qualquer mudança no modelo atual poderia causar prejuízos no investimento feito no mundo da música, e que boa parte da receita das gravadoras já é utilizada para investir em talentos, atuais e futuros.

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As plataformas de streaming, por sua vez, se disseram “abertas” a possíveis mudanças no sistema. Entretanto, Elena Segal, diretora sênior global de publicação musical do Apple Music, alertou que quaisquer abalos no modelo atual poderão ser extremamente impactantes:

É um negócio com margens muito pequenas, então não seria necessário muita coisa para causar impactos no mercado.

Fica a expectativa, agora, para sabermos se o relatório será transformado em leis ou novas regulamentações — certamente, muita água ainda passará por debaixo dessa ponte antes de qualquer possível transformação real.


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via BBC, Billboard

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