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iPhone aberto pela iFixit

CEO da iFixit expõe restrições de reparo impostas pela Apple

Muitos devem conhecer a iFixit como “a empresa que desmonta dispositivos da Apple”. Mais do que isso, no entanto, a principal missão da companhia é fornecer manuais de reparo gratuitos — e, por isso, ela é uma grande defensora do Direito ao Reparo (Right to Repair), um movimento que visa garantir aos consumidores a liberdade de consertar seus dispositivos como bem entenderem.

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Como sabemos, a Apple não é exatamente uma apoiadora do movimento, embora tenha criado um programa de reparo independente que dá mais opções a consumidores do que simplesmente recorrer às suas lojas.

Fato é que, recentemente, o cofundador e CEO1 da iFixit, Kyle Wiens, expôs como a Apple (e outras gigantes como Samsung e Microsoft) manipulam o design dos seus produtos e a cadeia de fornecimento para “evitar que consumidores e empresas de conserto terceirizadas acessem ferramentas e peças necessárias para reparar produtos”.

Vimos fabricantes restringirem nossa capacidade de comprar peças. Existe uma fabricante de baterias alemã chamada Varta que vende baterias para uma grande variedade de empresas. Acontece que a Samsung usa essas baterias em seus fones de ouvido Galaxy Buds… mas quando procuramos a Varta e perguntamos se podemos comprar essa peça para consertar [o fone de ouvido], eles dizem: “Não, nosso contrato com a Samsung não nos permite vendê-la.” Estamos vendo isso cada vez mais.

No caso da Apple, especificamente, Wiens também aponta o mesmo empecilho “contratual”, com o agravante de a companhia produzir peças específicas que só funcionam nos seus produtos — e em determinados modelos.

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A Apple é famosa por fazer isso com os chips dos seus computadores. Existe um chip de carregamento específico no MacBook Pro, do qual há uma versão padrão da peça e outra versão da Apple que é ligeiramente ajustada, mas é ajustada o suficiente para funcionar apenas nesse computador.

O executivo contou, ainda, que a Apple possui contratos com empresas de reciclagem para destruir peças de produtos considerados obsoletos (aqueles descontinuados há mais de sete anos) em vez de comercializá-las para assistências terceirizadas — e assim poder contribuir com diversos reparos.

Na Califórnia, a Apple para de fornecer serviço de assistência a hardware após sete anos e ela tem um depósito cheios de peças de reposição que, em vez de vendê-las no mercado — as quais alguém como eu teria comprado —, eles estavam pagando uma empresa de reciclagem para destruí-las.

Weins destacou, durante uma audiência pública do Direito ao Reparo nesta semana, a possibilidade de as fabricantes terem que indicar a nota de reparo de dispositivos no ato da compra — bastante semelhante ao que a França passou a exigir no começo deste ano.

Com base na sua observação, ele disse que a adoção do selo de reparabilidade na França foi “bastante universal” em todas as cinco categorias de reparo e que isso está “impulsionando substancialmente o comportamento dos consumidores”.

via ZDNet

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