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Novo Coronavírus (COVID-19)

API da Apple e do Google contra COVID-19 fracassou nos EUA, mostra estudo

Os resultados da pesquisa mostram que, por conta da baixa taxa de adoção, os registros do sistema ficaram abaixo do esperado

Para quem não se lembra, em meados de 2020, Apple e Google juntaram forças para criar uma API de combate à pandemia da COVID-19, a ser implantada em nossos smartphones e mapear casos do novo coronavírus. A API1 foi adotada por aplicativos em boa parte do mundo, inclusive no Brasil.

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No entanto, uma investigação por parte do Business Insider indicou que, apesar dos esforços coletivos das duas empresas, a baixa taxa de adoção dos aplicativos desenvolvidos diminuiu drasticamente a eficácia do sistema.

Dos 26 estados americanos que adotaram o sistema de notificação de exposição, apenas 17 forneceram dados relevantes para pesquisa. Dentre estes, somente 24,8% dos residentes instalaram um aplicativo de notificação de exposição e apenas 2,14% dos casos de COVID-19 foram registrados nos apps.

Até o estado com a maior base de usuários, Maryland, viu números baixos de adoção. Somente 40% dos seus habitantes instalaram os aplicativos de detecção e apenas 9,7% dos casos da COVID-19 foram registrados por meio deles. Já na Califórnia, 30% dos habitantes os instalaram, e apenas 3% dos casos foram registrados com a API. No Wyoming, apenas 0,69% da população instalou os apps.

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Apesar dos números abaixo do esperado, representantes da Apple e do Google disseram que os aplicativos ajudaram a fortalecer a capacidade das autoridades de combater a COVID-19 e que o esforço de notificação de exposição “salvou milhares de vidas”.

Os dados da pesquisa, no entanto, não refletem esse discurso. Além disso, eles contrastam bastante com os dados apresentados no Reino Unido — onde 40% dos casos semanais foram registrados pelo sistema de notificação de exposição.

Dentre as possíveis causas para a baixa adoção nos EUA, está a desinformação que levou a uma possível desconfiança sobre a tecnologia. Outra teoria diz que aqueles que baixam aplicativos de notificação de exposição são mais propensos a tomar outras precauções em relação à exposição ao vírus. Além disso, é possível que a implantação por estados, em vez de uma proposta única federal, diminuiu a eficácia do sistema.

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A pesquisa indicou a necessidade de que apenas 15% da população adotasse a notificação de exposição para que o sistema surtisse efeito. Contudo, a pesquisa levou em conta que todas essas pessoas, de fato, estariam registrando possíveis diagnósticos — algo que, aparentemente, não aconteceu.

O mais frustrante de tudo é que quase ninguém que testou positivo para a COVID-19 realmente registrou isso no aplicativo — e isso claramente afetou os resultados do sistema.


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