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Christopher Nolan

Apple TV+ tentou atrair próximo filme de Christopher Nolan — e não conseguiu

Uma das exigências do cineasta acabou provando-se insustentável para a Maçã

Christopher Nolan é um dos cineastas mais influentes e importantes de Hollywood hoje em dia — mesmo pessoas que não têm nenhuma relação com o mundo do cinema sabem quem é o diretor por trás de “A Origem”, “Interestelar” e da trilogia “O Cavaleiro das Trevas”. Além disso, na era das franquias e dos remakes, ele é considerado um dos poucos talentos capazes de transformar ideias originais em filmes com bilheterias bilionárias e repercussão estrondosa.

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Considerando tudo isso, causou o maior frisson em Hollywood o rompimento de Nolan com a Warner Bros., o estúdio que produziu todos os filmes do cineasta desde 2002. No centro do conflito estava a polêmica decisão da Warner de lançar todos os seus blockbusters de 2021 simultaneamente nos cinemas e na HBO Max. A decisão enfureceu o diretor, um notório defensor da arte cinematográfica tradicional e da exibição de filmes em telas de cinema, que classificou a mudança como uma traição.

Era de se esperar, portanto, que os demais estúdios e plataformas de Hollywood fizessem uma verdadeira corrida do ouro para atrair Nolan aos seus domínios para o seu próximo projeto. Assim foi: uma matéria recente do Hollywood Reporter descreveu as cruzadas empreendidas pelos executivos para conquistar a atenção do cineasta. E adivinha quem estava no bolo! A Apple, claro.

Segundo a reportagem, Nolan recebeu nomes importantes da indústria em seu complexo de Hollywood Hills, onde mantém suas instalações de pós-produção e edita todos os seus filmes. Entre eles, passaram por lá Donna Langley (da Universal), Tom Rothman (da Sony), Jim Gianopulos (da Paramount) e executivos não identificados do Apple TV+.

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Todos eles estiveram lá para conversar com o cineasta e ler o roteiro do seu próximo filme, que será baseado na vida de J. Robert Oppenheimer, um dos “pais” da bomba atômica. Trata-se de um projeto relativamente modesto para os padrões de Nolan — o que, no caso do megalomaníaco cineasta, significa um orçamento em torno dos US$100 milhões para a produção e um valor semelhante para o marketing.

Entre as exigências feitas para assinar o contrato, Nolan pediu controle criativo total do projeto, 20% da bilheteria arrecadada e um período de seis semanas (três antes e três depois) na qual o estúdio em questão não lançaria nenhum outro filme. O diretor exigiu também uma janela cinematográfica — isto é, período no qual o filme seria exibido exclusivamente nos cinemas — de algo entre 100 e 130 dias. Todos esses eram benefícios que o cineasta costumava desfrutar na Warner antes do conflito.

Foi justamente essa exigência sobre a janela cinematográfica que tirou a Apple da jogada: a Maçã, sendo primeiramente um serviço de streaming, até ofereceu um período de exclusividade nos cinemas, mas nem de longe tão longo quanto Nolan desejava. A Paramount também saiu cedo da disputa, até porque Gianopulos deixou o estúdio após as conversas com Nolan.

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No fim das contas, a Sony chegou perto de conquistar o coração de Nolan, mas foi a Universal que colocou as mãos no pote de ouro e produzirá o filme do cineasta — o estúdio disse sim a todas as exigências do diretor e estampará sua marca no projeto, que deverá ser lançado não antes de 2023 ou 2024.

A Apple, por sua vez, perdeu a oportunidade de trazer para o seu cercadinho mais um cineasta de altíssimo quilate — se bem que, para quem já tem Martin Scorsese, Ridley Scott e Todd Haynes, Nolan talvez não faça tanta falta assim. Ou faz?


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via AppleInsider

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