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Review: iPhone 13 Pro (sim, abandonei o Max)

Mas cobrindo toda a linha iPhone 13

Vou arriscar afirmar algo no começo deste review sem fazer uma pesquisa científica sobre, mas acredito profundamente que todas as pessoas prefeririam usar celulares menores se não fossem os benefícios proporcionados pelos modelos maiores.

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Explico: um aparelho com telona é algo lindo de se ver e usar, normalmente vem acompanhado de uma bateria maior e às vezes até outras coisas bacanas como alto-falantes mais potentes. Só que, inegavelmente, mesmo que você se acostume com esses form factors — ainda que tenha mãos grandes —, é mais confortável usar celulares menores e que cabem em qualquer bolso. Se você tem mãos pequenas, então, nem se fala!

Por isso mesmo, muito me surpreende todos os rumores recentes apontarem para o fim do modelo “mini” a partir do ano que vem, com o “iPhone 14”. Ele é muito gostoso de usar, mas após algumas semanas usando um iPhone 13 Pro, com sua tela de 6,1 polegadas, também entendo que esse talvez seja o tamanho ideal para os dias de hoje. Não tão compacto quanto o mini, mas longe de parecer uma raquete de pingue-pongue como o Max.

Meu primeiro iPhone grandão foi o 7 Plus, em 2016. Logo no ano seguinte, porém, voltei a um tamanho compacto graças à chegada do iPhone X. Todavia, de 2018 para cá, me vi obrigado a ficar nos modelos Max (XS Max, 11 Pro Max e 12 Pro Max) porque eles todos tinham diferenciais importantes em relação aos menores.

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Agora, este ano, optei pelo iPhone 13 Pro.

Por que não o Max?

Isso é bem fácil de responder. Depois de tantos anos usando iPhones Plus/Max eu mais do que me acostumei com esse tamanho enorme, mas de 2017 para 2018, quando usei o iPhone X, adorei voltar a algo mais compatível com o tamanho da minha mão.

Este ano, com a linha iPhone 13, a Apple fez o certo: deixou os dois modelos “não Pro” iguais em recursos, bem como os dois modelos Pro. Ou seja, o que diferencia o iPhone 13 do 13 mini e o iPhone 13 Pro do 13 Pro Max é somente o tamanho das suas telas — e, consequentemente, das suas baterias.

Especificamente, o que mais diferenciava os modelos Plus/Max dos menores eram os sistemas de câmeras. Sempre havia alguma coisa a mais na versão topo-de-linha — às vezes uma lente extra, em outras um sensor maior ou quem sabe um sistema de estabilização de imagem superior.

Neste ano, não. E, somando isso às melhorias que a Apple trouxe para as baterias de toda a linha, optei pelo modelo 13 Pro e não poderia estar mais feliz.

A adaptação do ser humano é algo muito curioso. Nas primeiras horas de uso do iPhone 13 Pro, estranhei um pouco o tamanho menor. Nos primeiros dias, em um ou outro momento — especialmente ao assistir a vídeos —, cheguei a sentir falta da telona de 6,7 polegadas do Max. Mas, agora, já estou totalmente acostumado com a tela de 6,1 polegadas do 13 Pro; hoje mesmo peguei o meu 12 Pro Max e achei um baita trambolho desajeitado. Como é que pode?! 😜

Melhorias em bateria

Como acabei de citar isso, vamos logo a essa que é daquelas novidades que todo mundo aplaude. Sim, a Apple melhorou a autonomia da bateria de toda a linha iPhone 13 — e não foi pouco!

Conforme mostramos nesse artigo, todas as células de baterias dos iPhones 13 estão de fato fisicamente maiores que as da linha iPhone 12. Mas não é só isso que fez a autonomia deles melhorar, é claro.

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Em toda a linha, o chip A15 Bionic trouxe bons ganhos em eficiência energética. Já no caso dos modelos 13 Pro e 13 Pro Max, temos agora a tecnologia ProMotion na tela — que, com suas taxas de atualização variáveis, faz o aparelho operar por boa parte do tempo abaixo dos 60Hz padrão e economiza bastante a sua bateria. Falarei mais em detalhes sobre o A15 e ProMotion a seguir, claro.

No caso dos iPhones 13 mini e 13 Pro, a Apple promete cerca de 1,5h a mais de autonomia em relação aos iPhones 12 mini e 13 Pro; já nos iPhones 13 e 13 Pro Max, são 2,5h a mais em relação aos antecessores.

Na prática, pense como se toda a linha tivesse “subido um degrau” em relação aos modelos do ano passado: o iPhone 13 mini dura mais do que o iPhone 12, por exemplo, assim como o iPhone 13 Pro dura mais do que o iPhone 12 Pro Max.

A referência oficial da Apple é o tempo de reprodução de vídeo:

  • iPhone 12 mini: até 15 horas
  • iPhone 12: até 17 horas
  • iPhone 12 Pro: até 17 horas
  • iPhone 12 Max: até 20 horas
  • iPhone 13 mini: até 17 horas
  • iPhone 13: até 19 horas
  • iPhone 13 Pro: até 22 horas
  • iPhone 13 Max: até 28 horas

E isso tudo é, sim, sensível. Estou adorando a autonomia do iPhone 13 Pro e, embora não tenha feito um teste científico como esse do vídeo do canal PhoneBuff, posso lhes garantir que ela dura mais que a do iPhone 12 Pro Max.

Essa é uma novidade importantíssima principalmente para quem curte o modelo mini. No ano passado, a bateria do iPhone 12 mini foi bastante criticada; tirando pessoas que fazem um uso beeem leve do aparelho, no geral ela não era capaz de durar um dia de uso normal. Agora, com o 13 mini, a autonomia ficou muito razoável.

A Apple não citou isso em lugar nenhum, mas descobriu-se — e nós testamos também, na prática — que esses novos iPhones aparentemente podem ser recarregados com um pouco mais de potência do que antes. O iPhone 12 Pro Max chegava a 18-20W de potência, enquanto o 13 Pro Max agora pode chegar a 25-27W. Nada de extraordinário, mas bem-vindo (especialmente considerando suas células maiores).

Chip A15 Bionic

Os chips da Apple continuam liderando a indústria com folga e, talvez por já estarem agora bem mais “maduros”, os saltos de performance de um ano para o outro começam a não ficar mais tão significativos.

A própria Apple, na keynote de lançamento dos iPhones 13, pela primeira vez optou por comparar a vantagem do A15 Bionic com a concorrência — em vez de, como faz tradicionalmente, trazer números do quão melhor ele é em relação ao antecessor (nesse caso, o A14 Bionic).

Análises apuradas do A15 já trouxeram alguns resultados realmente não tão surpreendentes, enquanto outras apontaram que sim, mesmo sem um grande alarde por parte da Apple, os saltos de performance este ano foram significativos. Ao menos na parte gráfica, é um consenso que o A15 trouxe sim boas melhorias em relação ao A14.

Ainda assim, quando falamos de system-on-a-chips (SoCs) mobile, tão importante quanto a performance é a sua eficiência energética. E isso, como vimos nas baterias dos novos aparelhos, é algo em que a Apple deve ter se focado mais este ano.

De uma maneira geral, no uso cotidiano desses aparelhos, você pouco sentirá diferença em performance em relação à geração anterior. Aliás, arrisco a dizer que mesmo iPhones de dois, três ou quatro anos atrás continuam excelentes nesse sentido — o que comprova quão sensacionais e longevos são esses chips da Maçã.

ProMotion

Até a linha iPhone 11, a Apple diferenciava os modelos Pro com telas OLED1 em relação às LCD2 tradicionais. No ano passado, toda a linha iPhone 12 ganhou telas OLED mas este ano, novamente, os modelos Pro têm um grande diferencial em relação aos “normais” — embora todas sejam chamadas de “Super Retina XDR”.

As telas dos iPhones 13 Pro e 13 Pro Max continuam sendo OLED, claro, mas incorporam uma tecnologia chamada óxido policristalino de baixa temperatura (low-temperature polycrystalline oxide, ou LTPO) que viabiliza, pela primeira vez em iPhones, taxas de atualização variáveis de até 120Hz.

A Apple demorou bastante para colocar uma tela de 120Hz nos iPhones, mas vale lembrar que smartphones Android com taxas de atualização variáveis assim são, também, recentes. E essa, definitivamente, é a forma certa de se adotar a tecnologia.

Os primeiros smartphones que trouxeram telas de 120Hz funcionavam nessa taxa o tempo inteiro. Não é à toa que, se você quisesse economizar bateria, poderia ir nos ajustes e trocar de volta para 60Hz — ou, em alguns casos, optar por um valor intermediário de 90Hz. Em vários modelos, para usar os 120Hz você ainda era obrigado a reduzir a resolução do display. Ora, até hoje alguns não conseguem nem manter o mesmo brilho da tela quando estão em 120Hz!

Nos iPhones 13 Pro e 13 Pro Max, tudo acontece de forma automática e transparente para o usuário. Quando você está rolando a tela, alternando entre apps ou jogando certos games, a tela vai para os 120Hz e tudo fica mais fluido e suave. Quando você está com a tela parada lendo algo, por exemplo, a taxa pode despencar para apenas 10Hz. E se você estiver assistindo a um vídeo do nosso canal no YouTube, ela é colocada em 24Hz — de acordo com a taxa de quadros do vídeo em si.

Ou seja, se pararmos para pensar, na maior parte do tempo em que estamos usando o smartphone ela não estará a 120Hz e talvez nem a 60Hz, mas sim bem abaixo disso — economizando bastante a bateria. Arrisco a dizer, inclusive, que esse é maior benefício da tecnologia ProMotion em iPhones.

Sim, porque embora os 120Hz sejam notáveis, eles não são tão perceptíveis assim para a grande maioria das pessoas. Eu mesmo, que conheço a tecnologia e testei o smartphone analisando especificamente isso, não achei a diferença tão significativa assim. Sabe quando você nota mais? Quando volta, depois de se acostumar com o ProMotion, a usar um iPhone sem 120Hz. Mas, da mesma maneira, após alguns minutos de uso também não percebe mais tanta diferença.

O que eu quero dizer é: sim, o ProMotion é muito bacana e muito bem-vindo nos iPhones 13 Pro e 13 Pro Max — espero que, já no ano que vem, a Apple leve ele também para os modelos “normais”. Mas, na minha opinião, a parte mais importante do ProMotion é o seu benefício na bateria dos aparelhos e não necessariamente e fluidez dos 120Hz. Não ache que isso é algo tão diferente/notável como quando passamos para telas com resolução Retina, por exemplo.

Vale notar, ainda, que o brilho máximo suportado pelas telas aumentou nessa nova geração — de 625 para 800 nits nos modelos “normais”, e de 800 para 1.000 nits nos modelos Pro (ótimo para uma melhor visibilidade sob o sol, principalmente). Em modo HDR, todas elas continuam atingindo um pico máximo de 1.200 nits.

Notch menor e Face ID

Ok, falamos das telas dos novos iPhones. Mas tem um elemento que praticamente “faz parte” delas que também mudou este ano: o notch (recorte, testa, entalhe… chame você como preferir).

Quer dizer, mudou… mas quase não mudou. Os rumores já apontavam há meses que teríamos um notch menor nos iPhones 13, e no fim das contas, segundo a própria Apple, temos um recorte cerca de 20% menor do que o que estávamos acostumados desde o iPhone X.

O que isso impacta para os usuários? (Quase?) nada, até porque a Apple nem sequer “aproveitou” o espacinho extra ali nas “orelhas” para colocar mais ícones e informações, como por exemplo a volta da tão clamada porcentagem da bateria. Ela até ainda poderá fazer isso em atualizações futuras do iOS, mas em nenhum momento sinalizou que fará.

Como eu digo desde o iPhone X, o notch pouco me incomoda. Na verdade, ele “some/desaparece” no meu uso diário do aparelho. Se eu já não notava ele antes, acho que agora eu noto 20% menos. 😜

E como que a Apple “viabilizou” isso? Bem, basicamente, ela “empurrou” o alto-falante frontal dos iPhones para cima, deixando-o agora ali bem na moldura do aparelho. Com isso, os componentes que formam o sistema TrueDepth do Face ID puderam ser um pouco “espremidos” — mas vale notar que o notch em si também ficou ligeiramente mais alto, algo que ninguém vai notar na prática.

Se eu preferiria que o iPhone não tivesse notch nenhum e sua parte frontal fosse 100% tela? Sim, eu preferiria. Se isso é algo que me incomoda a ponto de citar como ponto negativo dos aparelhos? Não, definitivamente não.

O que me incomoda mais é o fato de a Apple não ter trazido, nem mesmo este ano, um “Face ID de segunda geração”. O Face ID que está nos iPhones 13 é o mesmo de sempre, que é rápido, excelente e seguro, mas nenhuma das poucas melhorias que esperávamos para ele chegou.

O mais ridículo, sem dúvida nenhuma, é o Face ID dos iPhones até hoje não funcionar com o aparelho na horizontal — até porque já funciona assim com os iPads Pro desde sempre. Além disso, acho que a Apple poderia ter aumentado um pouco o ângulo de funcionamento dele e talvez aprimorado ainda mais a sua projeção de pontos para detectar, quem sabe, até mesmo diferenças sutis entre irmãos gêmeos.

Obviamente, também teria sido sensacional que a Apple tivesse feito mágica a ponto de o Face ID nos reconhecer mesmo de máscaras — mas ainda não chegamos lá, apesar dos rumores.

Também não preciso lhes lembrar de outro rumor que perdeu força e também não se concretizou este ano: não, não temos também um Touch ID nos novos iPhones — nem sob a tela, nem no botão liga/desliga como o que temos nos iPads mini e Air. Uma pena, porque ter os dois sistemas biométricos no iPhone seria, sem dúvida nenhuma, o melhor dos mundos.

Design

A Apple costuma manter projetos de design do iPhone por pelo menos 2-3 anos, e foi o que ela fez com a linha 13. A base, aqui, é exatamente a mesma dos iPhones 12.

Continuamos com quatro modelos diferentes, com os mesmos tamanhos de telas e as mesmas dimensões. Todavia, todos eles ficaram um pouquinho mais grossos e mais pesados — consequência, também, de suas baterias maiores. O que mais “engordou” foi justamente o 13 Pro, que tem 204 gramas (15g a mais do que o 12 Pro, ou 8% a mais) e passou de 7,4mm para 7,65mm em espessura.

As laterais dos modelos “normais” continuam sendo de alumínio anodizado, enquanto as dos Pros são de aço inoxidável. Na traseira, vidro com acabamento brilhante nos “normais” e fosco nos Pros. Na frente, Ceramic Shield em todos os modelos — que, vale notar, mantêm a classificação IP68 podendo ser submersos a 6m por até 30 minutos.

Os botões laterais continuam iguais (mudaram beeem ligeiramente de posição, apenas), assim como a porta Lightning na parte inferior e os furinhos de microfone e alto-falantes.

O que mudou, então? Bom, para começar, temos novas cores — especialmente nos modelos “não Pro”. O preto virou “meia-noite”, com uma tonalidade um pouco azul escura; o branco virou “estelar”, uma espécie de champanhe aguado; o vermelho ficou mais profundo; o azul ficou mais claro e saturado; o verde e o roxo saíram de linha, dando lugar a uma nova simpática cor rosa.

Já nos modelos Pros, a Apple manteve inalteradas as cores grafite, prateada e dourada, enquanto o azul-pacífico virou azul-sierra — bem mais clarinho e dessaturado, puxando para um cinza a depender da luminosidade ambiente. Pessoalmente, preferia o azul-pacífico do meu iPhone 12 Pro Max — tanto é que, este ano, optei pelo iPhone 13 Pro na cor grafite.

Por fim, os módulos de câmeras em toda a linha ficaram significativamente maiores devido a sensores também maiores. No caso dos modelos “normais”, mais perceptível ainda foi a mudança na posição das suas duas lentes; em vez de dispostas verticalmente, agora elas estão na diagonal.

E a Apple não tem mais vergonha nenhuma de assumir e destacar o “calombo” dessas câmeras, que está maior do que nunca e tem, inclusive, dois “andares”. Se é para ter câmeras boas, com sensores maiores, realmente não tem para onde fugir (ou, então, ela teria que deixar o aparelho todo bem mais grosso do que é).

Câmeras traseiras

Há uma década, os smartphones eram telefones celulares que também tiravam fotos e, com o tempo, passaram a capturar vídeos também. Hoje em dia, para muita gente, o smartphone é a sua câmera fotográfica/de vídeo e que, de quebra, também faz uma série de outras coisas — inclusive ligações telefônicas, vejam só.

Se tem algo que evolui em praticamente toda geração de iPhone, são as suas câmeras. Às vezes os saltos são menores, ou então afetam apenas uma ou outra lente. Neste ano, a Apple deu atenção a todas elas. As melhorias não são notáveis em todo e qualquer cenário, mas a evolução como um todo é muito bem-vinda.

Nos iPhones 13 e 13 mini, temos sensores maiores (que captam mais luz e proporcionam maior nitidez), câmera grande-angular de 12 megapixels com abertura f/1.6 e a chegada da estabilização sensor-shift (antes exclusiva do iPhone 12 Pro Max), e câmera ultra-angular de 12 megapixels com abertura f/2.4.

Já nos iPhones 13 Pro e 13 Pro Max, ganhamos sensores ainda maiores nas três câmeras, todas também com 12 megapixels: grande-angular com abertura f/1.5, ultra-angular com abertura f/1.8 e teleobjetiva com abertura f/2.8.

Vamos entrar mais em detalhes sobre cada uma delas a seguir, mas uma boa novidade este ano é que o modo Noite funciona em todas as câmeras (inclusive na frontal). Além disso, temos a chegada do HDR Inteligente 4 e a introdução dos Estilos Fotográficos e do modo Cinema, que obviamente também detalharemos mais abaixo.

Grande-angular

A lente grande-angular é e continua sendo a melhor câmera não só do iPhone, mas de praticamente qualquer smartphone que você analise. Trata-se da lente “1x”, sem zoom (distância focal de 26mm), e que este ano ganhou não só um sensor maior, como também uma abertura de diafragma maior.

Em fotos diurnas e/ou com boa iluminação, dificilmente você notará grandes diferenças em relação às da grande-angular dos iPhones 12 Pro e 12 Pro Max. Mas sim, essas melhorias em sensor e abertura fazem diferença significativa em cenários noturnos e/ou com pouca luz.

Por exemplo, quando estávamos fazendo nosso vídeo sobre as câmeras dos novos iPhones, fotografamos exemplos em breu quase total. No iPhone 13 Pro [Max], o modo Noite precisou de 1-2 segundos a menos para capturar uma imagem superior, mais nítida e com mais detalhes, em relação à do iPhone 12 Pro [Max].

Além disso, a abertura f/1.5 proporciona um desfoque (bokeh) de fundo natural — sem o uso do modo Retrato — ainda mais notável do que antes a depender da proximidade do sujeito/assunto. Fica bem bonito.

*Não* usamos o modo Retrato nessa foto

Teleobjetiva

No ano passado, a teleobjetiva do iPhone 12 Pro tinha uma abertura f/2.0 com zoom de 2x, enquanto a do 12 Pro Max tinha uma abertura f/2.2 com zoom de 2,5x.

Este ano, como vocês já sabem, ela é igual no iPhone 13 Pro e no 13 Pro Max: passamos para uma teleobjetiva de 3x (distância focal de 77mm), com abertura f/2.8. Sim, a abertura piorou, mas ela acaba sendo compensada pelo sensor maior da câmera.

Pessoalmente, eu gostava muito do zoom de 2,5x do iPhone 12 Pro Max. Acho 2x pouco para um zoom óptico, uma diferença não tão significativa em relação à câmera principal; 3x é bem legal, mas em alguns momentos pode já ser demais e lhe obrigar a dar um ou dois passos para trás, para conseguir o enquadramento desejado.

Se a Apple algum dia quiser oferecer um zoom maior do que esse, na minha opinião ou ela precisará adotar uma lente periscópio com zoom variável, ou terá que adicionar uma quarta câmera no iPhone — caso contrário, seu uso ficará muito limitado.

Claro que ainda temos à disposição o zoom digital (que passou de 10x e 12x nos iPhones 12 Pro e 12 Pro Max, respectivamente, para 15x agora), mas eu nunca faço uso dele. Se necessário, recorto a imagem posteriormente e dou uma aprimorada nela usando o Pixelmator Pro no Mac.

Ultra-angular

Ahhh… que bacana ver a Apple dando uma bela atenção à câmera ultra-angular este ano! Essa é uma lente muito útil e “divertida”, e definitivamente deixava a desejar em qualidade nas gerações anteriores.

Nos iPhones 13 e 13 mini, o salto foi pequeno. A abertura continua a mesma (f/2.4) e ela continua com foco fixo, então os benefícios serão sentidos pelo sensor maior e as melhorias feitas no software.

Já nos iPhones 13 Pro e 13 Pro Max, estamos indo da água pro vinho. A ultra-angular nesses aparelhos ganhou uma bela abertura f/1.8, o que, combinada ao sensor maior, nos traz fotos e vídeos de ótima qualidade para essa distância focal de 13mm.

Porém, o maior avanço aqui é o auto-foco. Isso nos dá muito mais flexibilidade ao usar essa lente, mas a Apple foi além e trouxe uma capaz de focar em objetos a apenas 2cm de distância — o chamado modo de fotografia macro, que também funciona perfeitamente em vídeos.

É natural que quem esteja com um iPhone 13 Pro [Max] há poucos dias em mãos vá brincar de forma mais constante com o modo macro, mas mesmo que depois a pessoa “esqueça” um pouco esse fator novidade, o modo macro ainda é bacana e será certamente utilizado em várias situações. Ele definitivamente não é um “gimmick”, isto é, aqueles recursos colocados “só por colocar” que logo são abandonados por todos.

E, como estamos falando de uma ultra-angular com uma ótima abertura e um sensor maior, as fotos macro produzidas por ela são sensacionais. Vários smartphones já ofereceram modos macro no passado, mas muitos deles deixavam-no renegado a um sensor secundário/piorado tipo de 2 megapixels, que realmente ninguém tinha vontade de usar. Aqui, não; a brincadeira é de gente grande. 😛

O único ponto negativo que podemos citar atualmente é que o iOS faz uma troca automática da câmera grande-angular para a ultra-angular quando nos aproximamos de algo, o que dá um efeito de “pulo” bem indesejado quando estamos filmando alguma coisa (em Stories do Instagram, por exemplo) e também nos impede de tirar fotos de algo bem próximo com a grande-angular, se quisermos por exemplo deixar algo em primeiro plano desfocado. A Apple já prometeu que vai corrigir isso, e de fato uma opção para desativar essa troca automática está presente no iOS 15.1 beta 3.

Estilos Fotográficos

Saindo das mudanças de hardware e indo para o software, a Apple introduziu este ano em todos os modelos da linha iPhone 13 algo que parece, mas não é exatamente a mesma coisa que filtros para fotos.

São os chamados Estilos Fotográficos, que na prática são uma forma de nós ajustarmos a tonalidade e a calidez das nossas fotos de acordo com o gosto pessoal de cada um.

O sistema já vem com cinco pré-definições — padrão, contraste rico, vibrante, quente e frio —, mas você mesmo pode ajustar manualmente o tom e/ou a calidez para o seu gosto e criar um estilo próprio que, uma vez definido, fica ativado como padrão até que você decida alterá-lo de novo.

O interessante desses Estilos Fotográficos é que eles não afetam a imagem toda, como filtros, e principalmente não mexem com o tom de pele das pessoas. A ideia aqui é permitir que a pessoa realmente faça ajustes sutis nas imagens que captura a fim de adaptá-las ao seu gosto pessoal, deixando-as mais ou menos contrastadas, mais ou menos saturadas, mais ou menos quentes/frias.

Ou seja, com esse “simples” ajuste, donos de iPhones têm agora a possibilidade de ajustar suas câmeras para que se comportem mais de acordo com o estilo de câmeras da Samsung ou do Google Pixel, por exemplo, e não mais serem obrigados a aceitar os parâmetros que a Apple acha que são os melhores para todos. Por aqui, optei pelo contraste rico.

Modo Cinema

A forma mais fácil de explicar o que é o modo Cinema (ou “Cinematográfico”, já que a Apple usa as duas terminologias em lugares diferentes) para outra pessoa é dizer que, agora, temos um modo Retrato para vídeos no iPhone. E a boa notícia é que ele está disponível em toda a linha, inclusive na câmera frontal.

Mas o modo Cinema é mais do que isso. Usando fotografia computacional com boas doses de inteligência artificial, o sistema não só faz aquele lindo desfoque do plano de fundo (ou do primeiro plano, se você focar no fundo), como pode fazer todo esse gerenciamento do foco (rack focus) automaticamente com base no que ele interpreta da cena.

Um exemplo emblemático é o de duas pessoas conversando. O modo Cinema é capaz de deixar em foco sempre quem está de fato falando e/ou olhando mais em direção à câmera, tirando o foco de quem vira a cabeça para o outro lado ou olha para trás.

Essa transição de foco não é perfeita (nem o recorte em si das pessoas e de objetos é, claro), mas tenta ser o mais suave possível dentro das possibilidades atuais. A depender do que você estiver filmando, é possível que note também um certo “zoom” nas laterais devido ao movimento da lente para focar mais de perto ou mais de longe — fenômeno que também acontece com lentes convencionais de câmeras DSLR ou mirrorless (mas não nas lentes de cinema).

E não para por aí. Como todo esse processamento é feito por software, você pode, depois da captura, editar o seu vídeo e alterar cada um dos pontos de foco — não só mudando o que está em foco, como a intensidade do desfoque e inclusive, se quiser, desabilitar totalmente o modo Cinema em determinada cena.

Tirando as imperfeições esperadas dos recortes, outra forte limitação atual do modo Cinema é que ele só funciona em resolução Full HD 1080p e a 30 quadros por segundo. Imagino que a Apple venha a habilitar uma opção de 24qps via update de software [por favor!], mas o modo Cinema em 4K deverá ficar para futuras gerações do iPhone — afinal, não estamos falando de um processamento nada leve aqui.

Tal como o modo macro, não acho que o Cinema seja um “gimmick”, mas, definitivamente, não é algo para ser usado a todo e qualquer momento quando vamos capturar vídeos com o iPhone. O que me empolga, certamente, é imaginar como que isso poderá estar daqui a alguns anos.

ProRes

Pronto, chegamos a algo que pode ser chamado de “gimmick” — ou, no mínimo, de algo destinado ao nicho do nicho. Em breve, ainda este ano, os iPhones 13 Pro e 13 Pro Max terão a capacidade de capturar vídeos usando o codec ProRes.

A gente já explicou bem o que significa isso, mas na prática, resumidamente, estamos falando de um formato de vídeos com bem menos compressão, que vai reter muito mais detalhes das suas filmagens e não só facilitar o processo de edição, como dar bem mais flexibilidade para editores mexerem com essas imagens.

O “problema” do ProRes é que cada arquivo capturado nesse formato fica gigantesco. Para vocês terem uma ideia, um minuto de vídeo em ProRes com resolução 4K ocupará cerca de 4-6GB no iPhone.

Por isso mesmo, a Apple limitará, nos iPhones 13 Pro [Max] de 128GB, a captura em ProRes para 1080p. Mesmo assim, se você tiver um aparelho com 256GB, poderá enchê-lo rapidinho se não tomar cuidado.

Além disso, a transferência desses arquivos para edição posterior também é bem lenta e complicada — como abordaremos mais a seguir no tópico sobre conectividade.

Câmera frontal

Eu já elogiei bastante as câmeras dos novos iPhones, mas o pacote todo certamente poderia ter ficado mais completo se a Apple também tivesse aprimorado a câmera frontal dos aparelhos.

Não foi o que aconteceu, este ano. Em todos os modelos, continuamos com uma câmera de 12 megapixels com abertura f/2.2 e o mesmo sensor de antes, ou seja, as melhorias aqui são menos notáveis e todas, basicamente, graças aos avanços em software e no processamento de imagens feito pelo chip A15 Bionic.

Mas sim, é bacana ver que a câmera frontal tem suporte a tudo: modo Noite, HDR Inteligente 4 e, agora, os Estilos Fotográficos [confira logo abaixo] e até mesmo o modo Cinema.

De resto, teremos que esperar mais um ano para quem sabe ver um salto significativo na câmera frontal tal como ocorreu este ano com as traseiras. Adoraria um sensor e uma abertura um pouco maior nela, e quem sabe um ângulo um pouco mais aberto.

Conectividade

Começando pelas conectividades sem fio dos novos iPhones, nada mudou em termos de Wi-Fi (continuamos na versão 6, aka IEEE 802.11ax, com MIMO) ou Bluetooth (continuamos no 5.0). Além disso, todos os modelos contam com os mesmos ímãs para acessórios MagSafe na traseira.

Já o modem 5G da nova linha é uma versão atualizada do utilizado no ano anterior, fornecido pela Qualcomm, e ampliou um pouco as bandas e frequências suportadas. Agora, qualquer modelo de iPhone 13 comprado no mundo funcionará com todas as bandas de 4G/5G operantes no Brasil.

Apesar disso, os únicos iPhones que continuam com aquele recorte lateral para o 5G mmWave são os americanos. Em todo o resto do mundo, eles continuarão operando apenas em sub-6GHz.

Uma novidade deste ano é o Dual eSIM: agora, quem quiser poderá usar dois chips eletrônicos (eSIM) nos novos iPhones, em vez de um físico e um digital. A bandejinha física continua lá e continuamos limitados a um máximo de duas linhas ativadas por vez, mas pelo menos temos agora mais flexibilidade em relação a isso.

De resto, continuamos com o que já conhecemos: GPS3 (além de GLONASS, Galileo, QZSS e BeiDou), chip U1 de banda ultralarga, NFC4, etc.

Na parte de conectividade sem fio, mais uma vez nenhuma mudança aqui. Temos, ali embaixo, o bom e velho Lightning — e é importante salientar/destacar o “velho” aqui porque a Apple não só pelo jeito nunca fará a transição para USB-C nos iPhones (os rumores indicam que ela pretende é tirar a porta física deles), como o grande problema do Lightning hoje em dia é operar em velocidades do USB 2.0.

Até uns anos atrás, isso pouco fazia diferença. Mas agora, para quem pretende usar os iPhones de forma “Pro”, inclusive filmando em ProRes, essa limitação pode se tornar um grande problema. Imaginem, por exemplo, um clipe 4K de 10 minutos em ProRes, pesando cerca de 50GB. Via Lightning, ele demorará pelo menos 14 minutos para ser transferido — e isso considerando a velocidade máxima teórica do USB 2.0, de 480Mbps. Na prática, é possível que demore bem mais (talvez até o dobro).

E temos lá dentro, ainda, os outros sensores de sempre: acelerômetro, giroscópio, sensores de proximidade e luminosidade, barômetro e, no caso dos modelos Pro, o scanner LiDAR junto às três câmeras traseiras.

Capacidades

Também tivemos novidades, este ano, em termos de capacidade de armazenamento em toda a linha.

Começando pelos modelos “normais”, a Apple dobrou suas capacidades em relação ao ano passado e agora temos versões de 128GB, 256GB ou 512GB. Os modelos Pro continuam com essas três opções, mas ganharam uma quarta, inédita em iPhones, de 1TB.

A linha toda partir agora de 128GB eu acredito que seja a melhor notícia de todas aqui, porque a meu ver essa capacidade é mais do que suficiente para a maioria das pessoas. Eu mesmo, que me considero um usuário avançado, só opto pelo modelo de 256GB para ter uma “folguinha” e realmente não ter que me preocupar em nada com espaço, porque com pequenas adaptações (e graças ao armazenamento na nuvem do iCloud) poderia, sim, ter o modelo 128GB.

Já as versões de 512GB e, agora, de 1TB, são claramente destinadas a pessoas com usos bem específicos e/ou que tiram muitas fotos e capturam muitos vídeos. Obviamente, também são as duas versões recomendadas para quem pretender capturar filmes com o codec ProRes dos iPhones 13 Pro e 13 Pro Max.

Conclusão

Essa é a hora que eu tenho que tentar lhes ajudar a responder a pergunta “Devo ou não comprar um?”, né? Para variar, não é tão simples assim. Mas vamos lá.

Para quem já tem um aparelho da linha 12, eu só recomendaria já pular para a 13 se:

  • Você está sofrendo muito com a bateria;
  • Você já usou um smartphone com tela de 120Hz e nota uma diferença perceptível;
  • Você preza sempre pelo que há de mais novo e melhor em câmeras, e acha que faria bom uso do modo macro, do modo Cinema, dos Estilos Fotográficos e/ou do codec ProRes;
  • Você já tem um iPhone de 512GB e ele está (quase) lotado.

E digo mais: se apenas um dos pontos acima for aplicável ao seu caso, ainda pense direitinho se não vale esperar mais um ano para dar um salto maior entre gerações.

O que me leva, claro, à segunda parte da conclusão. E se você tiver um iPhone da linha 11 ou mais antigo? Aí, claro, a coisa começa a ficar mais interessante porque você vai “somar” as novidades da geração deste ano com as anteriores.

Vale lembrar aqui, mais uma vez, que os rumores sobre o fim do iPhone mini são bastante fortes. No ano que vem, provavelmente a linha ainda será composta por quatro modelos, mas dois de 6,1 e dois de 6,7 polegadas. Ou seja, se você realmente sonha com um iPhone mini de última geração, com sua simpática telinha de 5,4 polegadas, invista num iPhone 13 mini porque essa poderá ser a sua última chance. E ele está, realmente, show de bola!

No outro extremo, conforme expliquei lá no comecinho do review, este ano é uma boa oportunidade para quem, como eu, sempre optou pelo iPhone Max por causa dos seus diferenciais. É difícil afirmar se no ano que vem isso repetir-se-á ou não; pode ser que, novamente, o “iPhone 14 Pro Max” tenha um ou outro diferencial em relação ao “iPhone 14 Pro” e isso me force a voltar ao modelo raquete de tênis de mesa. O tempo dirá, mas, por ora, estou curtindo muito o meu iPhone 13 Pro.

A linha iPhone 13 entrará em pré-venda no Brasil nesta sexta-feira (15/10), por preços a partir de R$6.599 pelo modelo mini de 128GB, chegando a R$15.499 pelo modelo Pro Max de 1TB.


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