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Empregada de Apple Store identificando caixas de iPhones 12 e 12 Pro

Escassez de estoques ameaça trimestre histórico da Apple

Vai comprar um produto da Maçã neste fim de ano? Prepare-se para esperar

iPhones 13. Apple Watch Series 7. Novo iPad mini. Até o escandaloso paninho de polimento de R$220. Se você tem como objetivo comprar um dos novos produtos da Apple neste fim de ano, provavelmente há de se deparar com alguns problemas bem chatinhos: estoques vacilantes, prazos de envio dilatados e dificuldade para encontrar o modelo que você quer nas lojas.

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Pois segundo o repórter Mark Gurman, da Bloomberg, a crise generalizada de estoques entre os produtos da Maçã pode ameaçar aquele que seria o trimestre mais bem-sucedido da empresa em vendas.

De acordo com estimativas de analistas, a empresa teria potencial de gerar uma receita de quase US$120 bilhões com as vendas de produtos no último trimestre de 2021, um crescimento de 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Para se ter uma ideia, o número seria superior à receita de vendas trimestrais de quatro gigantes combinadas: Best Buy, Costco, Disney e Target.

As razões para as expectativas altíssimas são variadas: segundo analistas, vários produtos da Apple (como o iPhone, o MacBook Pro e o Apple Watch) estão numa fase de “superciclo”, isto é, quando um número maior que o comum de consumidores usuais, estimulados por novidades das linhas recém-lançadas, troca seus aparelhos por modelos novos. Além disso, a demanda reprimida durante a pandemia também seria um catalisador desse trimestre potencialmente recordista.

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O problema é que esses mesmos fatores que catapultariam as vendas da Apple são parte do problema. A alta demanda pelos novos produtos da Maçã, combinada com a crise dos chips e os problemas de fornecimento ainda decorrentes da pandemia, tem causado problemas no ritmo de produção das parceiras da empresa; muitas delas simplesmente não conseguem montar produtos suficientes para manter todas as linhas em estoque regular.

Vale notar que o problema não se resume à Apple: o Google já está enfrentando problemas de escassez com o recém-lançado smartphone Pixel 6, enquanto a Amazon adiou o lançamento de novos dispositivos por conta dos problemas de produção. A Sony, por sua vez, tem dificuldades em manter o PlayStation 5 em estoque há mais de um ano. Outros setores, como o alimentício e o de veículos, passam por crises semelhantes.

Apesar do cenário incerto, analistas acreditam que, por conta do seu poder de mercado e influência sobre as fornecedoras, a Apple — mais do que suas concorrentes — tem capacidade de administrar os problemas de produção e mitigar a crise. Um sinal positivo foi a confiança da empresa de lançar tantos produtos (iPhone, iPad mini, Apple Watch, MacBook Pro, AirPods etc.) num período tão curto.

Vejamos, portanto, o que os próximos meses trarão. Daqui a uma semana exata, conheceremos os resultados financeiros do quarto trimestre fiscal de 2021 da Apple — mas esse ao qual nos referimos acima é o primeiro trimestre fiscal de 2022, que compreende as vendas de outubro a dezembro.

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