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Executivos da Apple falam sobre M1 Max, fim da Touch Bar e mais!

De quebra, os executivos ainda comentaram o lançamento do Google Pixel 6
Johny Srouji

Nos últimos anos, a Apple vem se especializando e aprimorando cada vez mais os processadores que coloca em seus produtos. No início da semana, vimos a empresa anunciar os seus mais ambiciosos chips até hoje: o M1 Pro e o M1 Max.

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Com certeza, o time de desenvolvimento do Apple Silicon trabalhou incansavelmente nos últimos meses para entregar esses novos processadores. E, agora, temos mais detalhes sobre esse processo, pois a WIRED teve a oportunidade de conversar com três chefões dentro da Maçã envolvidos nessa empreitada.

A revista conversou com Greg Joswiak (também conhecido como “Joz”, vice-presidente sênior de marketing mundial), John Ternus (vice-presidente sênior de engenharia de hardware) e Johny Srouji (vice-presidente sênior de tecnologias de hardware), uma das principais cabeças por trás dos processadores.

Apesar de ter começado a aparecer em eventos mais recentemente, Srouji já possui uma história extensa na empresa. Na verdade, ele foi requisitado pelo próprio Steve Jobs, lá em 2008, quando o então CEO1 percebeu que o processador do primeiro iPhone (lançado em 2007) não atendia às suas demandas.

Desde então, foram cerca de 13 anos desenvolvendo processadores próprios, uma empreitada que se iniciou com o lançamento do chip A4, junto ao iPhone 4 e ao primeiro iPad, em 2010. A tarefa de Srouji era liderar a Apple a fazer seus próprios processadores, o que, como bem sabemos, deu muitíssimo certo.

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Eis sua opinião sobre esse processo:

A Apple fabrica o melhor silício do mundo. Mas sempre tenho em mente que a Apple é, antes de mais nada, uma empresa de produtos. Se você é um designer de chips, este é o paraíso porque você está construindo silício para uma empresa que fabrica produtos.

Sobre as vantagens em utilizar os próprios processadores em vez de chips da Intel, Srouji tem uma visão muito clara:

Trabalhamos como uma equipe — o processador, o hardware, o software, o design industrial e outras equipes — para possibilitar uma determinada visão. Quando você traduz isso para o silício, isso nos dá uma oportunidade única e liberdade, porque agora você está projetando algo que não é apenas verdadeiramente único, mas otimizado para um determinado produto.

Falando um pouco sobre a escolha da arquitetura ARM para a construção dos seus SoC2, Srouji disse:

Fundamentalmente, sempre senti e acreditei que, se você tem a arquitetura certa, tem a chance de construir o melhor chip. Então, começamos com a arquitetura que acreditamos que seria melhor dimensionada. E por dimensionamento, queremos dizer dimensionamento para desempenho, recursos e o envelope de energia, seja um relógio, um iPad ou um iMac.

Srouji ainda disse que a Apple começou o desenvolvimento focando primeiro na CPU3; com o tempo, foi desenvolvendo músculos e inteligência para entregar tais resultados.

Em relação aos novos processadores dos MacBooks Pro, Ternus disse:

[…] com esses MacBooks Pro, começamos do início — o chip estava sendo projetado exatamente quando o sistema estava sendo pensado. Por exemplo, o fornecimento de energia é importante e desafiador com essas peças de alto desempenho. Trabalhando em conjunto [desde o início], a equipe foi capaz de chegar a uma solução.

Morte da Touch Bar

A respeito da morte da Touch Bar, Joswiak ressaltou que o modelo de 13 polegadas continua à venda para aqueles que preferem esse modo de operação, mas que a decisão de removê-la foi a certa.

Não há dúvida de que nossos clientes Pro amam a sensação tátil e de tamanho real dessas teclas de função, e essa foi a decisão que tomamos. E nos sentimos muito bem com isso.

Google Pixel 6

A WIRED aproveitou para perguntar aos executivos o que eles pensam sobre o Google Pixel 6, o qual, seguindo a estratégia da Maçã, também traz um processador próprio intitulado Tensor. “Claramente eles acham que estamos fazendo algo certo”, disse Joswiak.

O jornalista Steven Levy perguntou ainda qual conselho amigável sobre a jornada de desenvolvimento de processadores eles dariam para o Google ou qualquer outra empresa. A resposta de Joz?

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Oh, não sei. Compre um Mac.


Obviamente, os três executivos enxergam grande vantagem na abordagem all-in-one da Apple, em que ela desenvolve todos os elementos de um produto e integra, da melhor maneira possível, todos os componentes necessários para entregar um produto digno do logo da Maçã.

A entrevista completa da WIRED pode ser conferida aqui [em inglês].

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