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Reparo de iPhone

iFixit parabeniza Apple por nova política de reparos, mas faz questionamentos

A atitude da Apple de oferecer (leia-se: vender por um preço interessante a ponto de isso se tornar um novo mercado para a empresa) peças genuínas para que usuários possam realizar reparos de iPhones (inicialmente, das linhas 12 e 13) em suas próprias casas pegou o mundo de surpresa.

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A iFixit, firma de reparo que há muito tempo critica a Apple por ser tão fechada e não permitir que pessoas realizem essas manutenções por conta própria, falou sobre o assunto. Para eles, o anúncio “é notável concessão para nossa competência coletiva”.

A Apple alegava que deixar os consumidores consertarem seus produtos seria algo perigoso, tanto para nós quanto para os nossos dispositivos. Agora, com o renovado interesse governamental em mercados de reparo — e logo depois de ter sido notavelmente criticada pela imprensa por exigir emparelhamento de peças [relacionado à troca da tela do iPhone 13] —, a Apple descobriu inesperadamente o interesse em deixar que as pessoas consertem seus próprios aparelhos.

Ainda segundo a iFixit, se a Apple realmente levar tais planos à frente, essa será a primeira vez que a empresa publicará manuais de reparo para iPhones.

Em 2019, a Maçã chegou a liberar manuais do iMac [PDF] escritos para provedores de serviços autorizados, mas a firma de reparos acredita que, agora, os manuais para pessoas comuns terão as mesmas informações fornecidas às assistências autorizadas, porém escritos com uma linguagem voltada para seus consumidores.

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Quase 20 anos depois que Kyle [fundador da iFixit] escreveu seu primeiro manual do iBook, enquanto ainda era um estudante universitário, a Apple está finalmente reconhecendo que muitos de nós têm conhecimento técnico para consertar nossas próprias coisas.

Esse movimento invalida muitos dos argumentos que a Apple e outras fabricantes usaram contra o direito ao reparo. Responsabilidade? Você entende os riscos e não processará a Apple se você danificar o seu dispositivo ou se furar a palma da mão com uma chave de fenda. Garantias? Embora seja ilegal anular uma garantia para um reparo DIY [faça você mesmo], as pessoas se preocupam. O programa da Apple deve informar aos reparadores que a sua garantia ficará intacta.

Obviamente, muitas questões ainda estão abertas — afinal, o movimento da Apple não pode ser comparado ao que o Direto ao Reparo busca como legislação.

Por exemplo: a troca só será permitida por componentes vendidos pela Apple ou, caso eu tenha um iPhone 12 com a placa lógica quebrada em casa, seria possível reaproveitar a tela, a bateria e ou módulo de câmera dele para usar em outro aparelho?

Reparo de iPhone

A Apple oferecerá seus softwares para fazer a leitura da saúde da bateria? Para calibrar a tela True Tone? E a vedação da tela do iPhone? Usuários comuns terão acesso a algum tipo de máquina para vedar o aparelho? Os preços dos componentes vendidos pela Maçã serão os mesmos oferecidos para as assistências? Hoje, por exemplo, uma tela de iPhone 12 custa (para um membro do programa de reparo independente) cerca de US$235 se a assistência enviar a tela quebrada para a Apple, ou US$270 caso não envie.

Oferecer peças oficiais para qualquer pessoa também pode impactar o incentivo ao uso de componentes não oficiais (não confundir com falsificado). Peguemos a bateria como exemplo. Com a Apple passando a vender baterias diretamente para consumidores — uma maneira oficial de evitarmos aquelas mensagens as quais avisam que não estamos usando um componente genuíno —, é fato que isso abre uma brecha para a Apple ajudar ainda menos quem usa esses componentes de terceiros.

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Por fim, a iFixit questiona que, controlando o mercado de peças, a Apple também poderá decidir quando os dispositivos ficam obsoletos. Hoje, eles se comprometem a fornecer peças por até cinco/sete anos após o lançamento de um novo dispositivo. Uma vez que a empresa agora tem controle total sobre a disponibilidade de peças (para lojas, assistências e clientes), eles poderiam muito bem mudar isso para, por exemplo, quatro anos — a não ser em locais que tenham leis específicas sobre disponibilidade de peças por um determinado período.

São muitos questionamentos ainda não respondidos — mas como esse serviço só passará a valer em 2022, a Apple ainda tem tempo para sanar todas as dúvidas. A iFixit, contudo, disse que vai continuar lutando por leis que mantenham a Apple e outros fabricantes nos eixos, mas que está entusiasmada em ver a empresa admitindo o que eles sempre defenderam: qualquer um é Genius o suficiente para consertar um iPhone. 😛

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