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Ilustração do "Apple Car"
Motor Trend

“Apple Car” não terá volante nem pedais, diz Mark Gurman

Vira e mexe, comentamos rumores incertos e, por vezes, vagos, sobre o desenvolvimento do “Projeto Titan” — um dos empreendimentos mais ambiciosos da Apple com foco no desenvolvimento do seu veículo. Agora, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, trouxe informações mais sólidas que apontam em que pé o projeto da Maçã realmente estaria.

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Segundo ele, a Apple está pressionando sua equipe para acelerar o desenvolvimento de seu carro elétrico e está redirecionando o projeto em torno de recursos completos de direção autônoma, a fim de resolver um desafio técnico que tem atormentado a indústria automobilística.

Nos últimos anos, a equipe de automóveis da Apple explorou dois caminhos simultâneos: a criação de um modelo com capacidade autônoma limitada focada em direção e aceleração — semelhante à maioria dos carros atuais da Tesla — e uma versão totalmente autônoma que não requer intervenção humana.

Ainda de acordo com as informações, a Apple teria debatido internamente vários modelos de negócios diferentes para seu carro, incluindo a criação de uma frota autônoma que iria competir com empresas como Uber, Lyft e Waymo — mas esses planos teriam sido descartados.

Lançamento

Sob a nova liderança do executivo de software do Apple Watch, Kevin Lynch, a empresa está agora se concentrando em desenvolver um veículo 100% autônomo. Segundo Gurman, a Apple teria como meta interna lançar seu carro autônomo em até quatro anos — mais rápido do que o cronograma de cinco a sete anos que alguns engenheiros planejavam no início deste ano.

No entanto, essa possibilidade depende da capacidade da empresa de concluir o sistema de direção autônoma — uma tarefa ambiciosa nesse cronograma. Se a Apple não conseguir atingir seu objetivo, ela poderá atrasar o lançamento ou inicialmente vender um carro com tecnologia inferior.

Ao tentar dominar os carros autônomos, a Apple está perseguindo um Santo Graal dentro da indústria. Os gigantes da tecnologia e do setor automotivo passaram anos em veículos autônomos, mas os recursos permaneceram indefinidos.

Design e funcionamento

Gurman explicou, ainda, que carro ideal da Apple “não teria volante e pedais, com seu interior projetado em torno da direção automática” — embora a empresa esteja pressionando para não ter um volante padrão, ela considera oferecer um modo de controle de emergência.

Nesse sentido, uma opção discutida dentro da empresa apresenta um interior semelhante ao do Lifestyle Vehicle, da Canoo — uma novata na indústria de veículos elétricos. Nesse carro, os passageiros sentam-se nas laterais do veículo e se encaram como se estivessem em uma limusine.

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A Apple também explorou designs nos quais o sistema de infoentretenimento do carro — provavelmente uma grande tela de toque do tipo iPad — ficaria no meio do veículo, permitindo que usuários interajam com ele durante uma viagem. O carro também seria fortemente integrado aos serviços e dispositivos existentes da Apple.

Para ligar o veículo, a Apple estuda a possibilidade de ele ser compatível com o sistema de carregamento combinado, ou CCS. Isso permitiria à Apple acessar uma ampla rede global de carregadores — porém, a abordagem seria diferente dos seus outros produtos, os quais possuem sistemas de carregamento proprietários.

Chip

Gurman também informou que, recentemente, a empresa atingiu um marco importante no desenvolvimento do sistema de direção autônomo do seu veículo: a construção do processador que pretende lançar na primeira geração do automóvel.

O chip foi projetado pelo grupo de engenharia de silício da Apple — que criou os processadores para o iPhone, o iPad e o Mac — e não pela própria equipe do carro. Segundo as informações, o trabalho incluiu aprimorar o software subjacente que é executado no chip para alimentar os recursos de autodirecionamento.

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Com isso, a Apple planeja começar a usar o novo design do processador e sensores autônomos atualizados em carros adaptados — os quais atualmente percorrem a Califórnia em testes — o quanto antes.

O chip do carro da Apple é o componente mais avançado que a empresa desenvolveu internamente e é composto principalmente de processadores neurais que podem lidar com a inteligência artificial necessária para uma direção autônoma. Os recursos do chip significam que ele ficará quente e provavelmente exigirá o desenvolvimento de um sistema de resfriamento sofisticado.

Gurman enfatizou que, mesmo com o progresso recente, desenvolver um carro totalmente autônomo até 2025 é visto como “muito agressivo” — inclusive, segundo ele, algumas pessoas dentro do Projeto Titan são céticas quanto ao cronograma da Maçã.

Contratações

Gurman também disse que a Apple está ativamente procurando engenheiros para testar e desenvolver funções de segurança. Além disso, visando acelerar o desenvolvimento do projeto, a companhia está contratando mais engenheiros autônomos e de hardware automotivo — incluindo a de um dos ex-diretores da Tesla.

Recentemente, a Apple também contratou um especialista em sistema climático da Volvo, um gerente da Daimler Trucks, engenheiros de sistemas de bateria da Karma Automotive, um engenheiro de sensores da General Motors, engenheiros de segurança automotiva de empresas como Joyson Safety Systems e vários outros engenheiros da Tesla, de acordo com informações do LinkedIn e de pessoas com conhecimento no assunto.

A empresa também está contratando engenheiros de software para trabalhar em “experiências de interação humana com tecnologia autônoma”, sugerindo que já esteja envolvida no desenvolvimento da interface de usuário do carro. A vaga de emprego implica que o software em desenvolvimento será baseado em tecnologia semelhante ao sistema operacional do iPhone.

Dificuldades

Por fim, Gurman ressalta que amarrar esse projeto não será uma tarefa fácil. Ele lembra que a Apple sofreu com desafios de desenvolvimento, lutas de liderança, dispensas e atrasos ao longo de sua história de sete anos.

A chegada de [Doug] Field da Tesla, em 2018, trouxe uma onda de entusiasmo que acabou fracassando. Em 2021, pelo menos quatro gestores de topo do projeto foram embora, além do próprio Field.

Lynch é agora o quinto executivo a assumir o comando do projeto em cerca de sete anos — é importante destacar que essa taxa de rotatividade é rara na Apple. Ainda assim, dada a capacidade de Lynch de ajudar a transformar o Apple Watch em um produto central, alguns engenheiros da equipe automotiva veem sua nomeação como um sinal positivo.

Como questionado por Gurman, a questão agora é se um executivo que supervisionou uma dos último sucessos da Apple (o Watch) poderá fazer o mesmo com o famigerado veículo da companhia.

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