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Apple Park
Felix Mizioznikov / Shutterstock.com

Apple, Amazon e cia. deverão perdurar mais que gigantes do passado

A opinião é do colunista de tecnologia Christopher Mims, do Wall Street Journal

Não é novidade para ninguém que as chamadas Big Techs — grupo composto, hoje, por Apple, Alphabet (Google), Amazon, Microsoft e Meta (Facebook) — têm passado por um escrutínio público muito mais intensificado nos últimos anos.

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Há uma defesa cada vez maior, inclusive, de que essas empresas sejam divididas em grupos menores para reduzir seu poder monopolista e seu potencial de abuso dos mercados nos quais operam. Essa discussão já fez com que as gigantes tecnológicas sejam comparadas a grandes conglomerados do passado, como a General Electric, a Johnson & Johnson ou a Toshiba — empresas que dominaram seus ramos por décadas e conquistaram o topo do mundo, mas acabaram sendo divididas e perderam o império.

Todavia, na opinião de Christopher Mims, colunista de tecnologia do Wall Street Journal, a comparação — embora compreensível — não chega a ser apropriada. Segundo o jornalista, gigantes tecnológicas como a Apple e a Amazon têm muito mais condições de se manter no topo do mundo pelo futuro previsível do que suas antecessoras jamais tiveram. E tudo gira em torno de uma única palavra: ecossistema.

Sendo mais específico, titãs do passado, como a GE, operavam em uma enorme quantidade de setores — aviação, energia, eletrônicos, finanças e até mesmo armas. A Apple, para tomarmos nosso exemplo mais próximo, também está estendendo seus tentáculos em uma série de mercados, como os de streaming, saúde, cinema/TV e até mesmo automotivo. Ao contrário da GE, entretanto, a Maçã tem um “laço” unindo todos esses elementos, que é justamente o seu ecossistema.

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Isso, claro, faz com que os consumidores médios da empresa estejam potencialmente plugados em vários dos seus braços. Uma pessoa pode entrar no jardim da Maçã por meio de um iPhone e, alguns anos depois, ter um Mac, um iPad, um Apple Watch, uma assinatura do Apple One, acessórios como AirPods e muito mais.

Em outras palavras, cada novo consumidor que entra por essa porta vale muito mais para a Apple do que um que entrasse pela porta da GE, uma vez que a Maçã tem o potencial de vender a esse consumidor uma série de outros produtos e serviços interconectados. Quem corrobora essa opinião é Kai Wu, fundador da empresa de investimentos Sparkline Capital.

Mims opina, inclusive, que o prospecto do “Apple Car” cai exatamente nessa estratégia: o ambiente de um veículo pode ser, segundo o colunista, mais um local no qual a Maçã pode entregar seus serviços e aplicativos — algo que ela já faz, numa escala muito menor, com o CarPlay.

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No fim das contas, segundo o colunista, as gigantes tecnológicas (especialmente a Apple) podem estar só começando na sua trajetória de crescimento — o que pode ser, naturalmente, impressionante ou incrivelmente assustador dependendo da ótica a se analisar. Por isso, resta aguardarmos os próximos anos para sabermos o que a opinião pública (e os governos) terão a dizer sobre isso.

via 9to5Mac

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