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AirPods 3 e Estojo fundo madeira

Review dos AirPods de 3ª geração: algo não tão “espacial”?

Usuário desde o primeiro dia do seu lançamento, em 2016, os AirPods são o meu produto favorito lançado pela Apple nos últimos cinco anos. E o único motivo pelo qual eu troquei o modelo de primeira pelo de segunda geração foi a grande queda na autonomia da bateria após dois anos e pouco de uso.

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Mas agora, o Áudio Espacial, a promessa de que “os graves nunca chegaram tão alto” e a maior autonomia de bateria foram argumentos suficientes que me convenceram a trocar pelo modelo de terceira geração, lançado pela Apple em outubro passado. E, depois de algumas semanas de uso, aqui está a minha opinião sobre ele.

Design

Logo após o lançamento dos AirPods originais, o que não faltaram foram memes referentes ao seu design. Desde a caixa de fio dental até uma possível preguiça da Apple em trazer um design novo (afinal, parecia que ela tinha apenas “cortado” os fios dos EarPods), os AirPods foram alvo de chacota pela internet afora. Pelo menos até a concorrência lançar fones TWS com um design, no mínimo, semelhante…

Agora tudo muda com os AirPods de terceira geração, começando pelo design. Sim, são muito semelhantes ao da versão Pro, mas sem a tão “polêmica” borrachinha na ponta, responsável por muitas quedas frequentes das orelhas — apesar de permitir o cancelamento passivo/ativo de ruído.

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O seu design é bem mais moderno que o da geração anterior, com alguns pormenores em preto, quer seja por funcionalidade ou não, os torna bem mais bonitos. O seu comprimento diminuiu cerca de 1cm, o que os deixou mais compactos porém mais “gordinhos” — algo que vou comentar mais à frente, porque tem impacto direto no quesito conforto.

Por conta desse novo design, encontrei alguns problemas nos primeiros dias na forma de segurá-los para encaixar na orelha — eu estava acostumado a ter mais pegada, já que o comprimento dos AirPods de segunda geração era maior.

E agora, como esses AirPods têm botões que precisam ser apertados, ocorreram alguns toques acidentais enquanto tentava encaixar. Felizmente, com o tempo, foi algo que consegui resolver sem grande problema.

O estojo deixou de ser quadrado e adotou um estilo mais similar ao do Pro, com um design retangular, mantendo o acabamento brilhante. Por isso, e tal como fiz nas gerações anteriores, decidi colocar uma capa de silicone para protegê-lo de eventuais quedas e riscos.

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A combinação desse novo design, tanto dos AirPods quanto do estojo, faz com que o encaixe entre eles também seja diferente. Diria até que, se não fosse o encaixe magnético, os AirPods parecem que ficam encaixados de maneira errada no estojo, algo que pode provocar alguma confusão e nos fazer pensar duas vezes sobre que lado do estojo devemos colocar cada AirPod quando eles estão jogados na mesa, por exemplo — claro que, se a gente retirar diretamente da orelha, não tem como errar; mas se pegar neles de forma aleatória, isso pode dar uma “bugada” no cérebro!

O novo design faz parecer que os AirPods não se encaixam com perfeição no estojo

Conforto

Esse será provavelmente o tema mais subjetivo de todos. Enquanto muitas pessoas têm orelhas que permitem colocar perfeitamente os AirPods, outras nem conseguem segurar por mais de escassos segundos.

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No meu caso concreto, posso falar que tenho umas “boas orelhas para os AirPods”. Tanto os originais quanto os de segunda geração — com design idêntico — se encaixam com perfeição. Nunca, em circunstância nenhuma, os AirPods tentaram sair da minha orelha, nem mesmo na academia (correndo na esteira), acompanhando uma aula HIIT do Apple Fitness+, etc. Basicamente, o que acontece é que o “design” da minha orelha e do meu canal auditivo têm aproximadamente as mesmas dimensões que os AirPods, daí o perfect fit.

No entanto, convém não esquecer que os AirPods de terceira geração são um pouco mais “gordinhos”, como falei anteriormente. E tivemos casos de pessoas que não conseguiram um bom encaixe com esses AirPods, mesmo tendo sempre usado — e sem problemas — AirPods de gerações anteriores. Por isso, o meu receio quando comprei os novos fones da Apple.

Portanto, assim que coloquei os AirPods nas minhas orelhas, senti algo diferente. Sim, eles têm um bom encaixe, mas fazem um pouco mais de pressão no meu canal auditivo. Isso acontece por terem uma maior profundidade e serem um pouco mais largos. Assim, fiquei com receio de que, com o uso prolongado, pudesse ter alguma dor, algo que acontecia quando usava fones TWS com a tal borrachinha na ponta — daí nunca ter considerado para mim os AirPods Pro.

Isso não aconteceu, felizmente. Os AirPods ficam bem mais justos na minha orelha, mas sem provocar dor. Porém, não tem como esquecê-los na orelha, algo que até acontecia frequentemente com as gerações anteriores — o que para mim é uma pena. Não que sejam desconfortáveis, pois vai depender e muito da orelha de cada um, mas eles terem dado uma “engordada” não passará despercebido para muita gente.

Qualidade do som

Vale sempre dizer que eu não sou um audiófilo. Consigo distinguir uma caixa de som de R$100 de outra de R$600, claro, mas a partir de um certo preço, para mim é “tudo igual”.

Com isso em mente, o fato é que notei imediatamente uma diferença — para melhor — no som dos AirPods de terceira geração. Os baixos estão bem mais presentes, mais ricos e envolventes, enquanto os agudos são mais claros e “afinados”, mesmo com o som no talo.

Para chegar a essa conclusão, comparei várias músicas variando entre os AirPods de segunda e de terceira gerações, e os resultados foram sempre consistentes — preferi sempre o som dos novos fones da Apple.

Áudio Espacial com Dolby Atmos

Um dos principais argumentos dos AirPods é a estreia do Áudio Espacial nos fones “comuns” da Apple — e ainda com rastreamento dinâmico de cabeça. Nunca tinha experimentado algo semelhante em fones e, por isso, tinha muita curiosidade em testar essa funcionalidade pois muita gente tem ficado surpreendida com isso.

E sim, o rastreamento de cabeça é muito engraçado, mas me parece ser algo do tipo “gimmick”, pois não encontro muitas situações nas quais isso seria útil ou valeria pena ter. Em músicas, acho que é totalmente inapropriado; mesmo em filmes ou séries, não vejo como poderá trazer algo de novo já que a maior parte do tempo estamos com a cabeça virada para a TV. Talvez assistindo a um show possa ser interessante, mas vejo o rastreamento de cabeça do Áudio Espacial como algo desenhado a pensar mais em realidade aumentada/virtual.

Falando do próprio Áudio Espacial, foi um pouco de desilusão. Claro que, ao comparar a mesma música (no Apple Music) em estéreo e Áudio Espacial, esse último leva vantagem na maior parte das situações — desde que a música esteja bem adaptada. Aí sim, é incrível como o som parece tirar melhor proveito do espaço, dando a percepção que vem de diferentes direções.

Mas muitas das vezes não notei grandes diferenças entre uma música em Áudio Espacial no Apple Music e a mesma música em boa qualidade no Spotify, por exemplo. Aliás, quase sempre preferi a versão do Spotify. Talvez por haver menos dispersão no som — no Áudio Espacial, a voz do cantor parece estar mais longe de nós, enquanto em estéreo a gente sente mais perto do ouvido, o que para mim, pessoalmente, é mais agradável.

Também praticamente não notei diferença entre escutar uma música em Áudio Espacial nos AirPods de segunda e de terceira gerações, o que é no mínimo curioso. O que noto, sim, é uma melhoria geral do som, tal como acontece quando comparo duas músicas em estéreo nos dois modelos.

Por esses motivos, acho que uma pessoa só conseguirá ter benefício do Áudio Espacial em alguns tipos de músicas, enquanto noutros acaba não sendo um diferencial tão grande assim.

Uma nota sobre Áudio Espacial…

Enquanto procurava no YouTube vídeos em Dolby Atmos para testar os AirPods, encontrei algo que se chama “som em 8D” e que nunca tinha escutado. E isso sim, é algo diferente! E o melhor é que dá para testar mesmo com fones “vagabundos”! 😂

Em resumo, o som em 8D são áudios multidimensionais que utilizam técnicas de edição e efeitos para causar a sensação de que os sons estão sendo reproduzidos de diversas direções. É muito louco e, se você nunca escutou, tem que experimentar!

Parece que a gente está numa sala e que tem uma pessoa com uma caixa de som nas mãos. Aí essa pessoa vai se movendo com a caixa pela sala e temos uma sensação não só de direção, como também de distância.

Vou deixar aqui esses dois exemplos que encontrei no YouTube, mas também existem listas de reprodução de músicas em 8D tanto no Apple Music quanto no Spotify.

Conclusão

Para mim, é muito simples: recomendo os AirPods de terceira geração pela melhoria de som que tem, não pelo Áudio Espacial. Além disso, mais bateria é sempre bem-vindo, e os novos AirPods oferecem uma hora a mais de áudio com apenas uma recarga de cinco minutos; o estojo em si tem mais seis horas em relação ao dos AirPods de segunda geração. Isso, pra mim, vale a diferença de preço.

Relembro que essa é a minha opinião. O Rafael, por exemplo, tem uma um pouco diferente em alguns dos temas que falei aqui, por isso vale sempre a pena dar uma olhada no vídeo de unboxing e primeiras impressões no nosso canal do YouTube:

Agora é ver o que a Apple nos trará na segunda geração dos AirPods Pro, daqui a alguns meses…


AirPods (miniatura)
AirPods (3ª geração) de Apple Preço à vista: a partir de R$2.159,10
Preço parcelado: em até 12x de R$199,92
Lançamento: outubro de 2021

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