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App com alerta de exposição da COVID-19

Alerta de exposição à COVID pode ajudar a combater a Ômicron, opina ex-Apple

Myoung Cha foi um dos criadores do sistema desenvolvido pela Apple e pelo Google — e está frustrado com o mau uso que foi feito dele pelos governos do mundo

Talvez o nome de Myoung Cha não desperte lembranças vívidas em vocês, mas ele foi um dos executivos da área de saúde mais importantes da Apple até a sua saída de Cupertino, em maio passado, para trabalhar em uma startup do mesmo segmento.

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Durante seu período na Maçã, Cha liderou projetos ambiciosos como os estudos cardíacos do Apple Watch e a aproximação da empresa com governos e instituições para implementar recursos e soluções da área médica. Seu feito possivelmente mais importante, entretanto, é outro: ele liderou o projeto da API1 de notificações de exposição à COVID-19, criado em parceria pela Apple e pelo Google, e adotado por países e territórios no mundo inteiro.

Agora, quase um ano após o lançamento da API e com um cenário completamente diferente em relação à COVID, Cha foi ao Twitter compartilhar algumas opiniões sobre o encaminhamento dado por governos do mundo em relação à tecnologia, expressar suas preocupações em relação à variante Ômicron e reforçar: as notificações de exposição, se utilizadas de forma certa, ainda podem ser uma aliada poderosa no combate à pandemia.

Cha começou sua exposição relembrando um fato que não chega a ser novidade: ao apresentar a proposta da API, governos e entidades questionaram o caráter privativo da tecnologia, quando a coleta de dados pessoais poderia ser mais útil para a análise da disseminação dos casos. O executivo notou que o sistema foi projetado para proteger os cidadãos de governos possivelmente pouco amigáveis com a privacidade — e que outras soluções de rastreamento, como as adotadas na Austrália e em Singapura, caíram justamente na armadilha da superexposição e da coleta de dados.

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O executivo elogiou as ações do Reino Unido e da União Europeia como as mais coordenadas e enérgicas, enquanto os Estados Unidos ficaram para trás: segundo Cha, a falta de uma abordagem federal — ou, mais precisamente, o fato de cada estado do país ter feito apps próprios com a API, de forma descoordenada — impediu uma divulgação e uma campanha apropriada. “Este foi provavelmente o maior abalo em relação à adoção [da API] nos EUA”, de acordo com ele.

10/ Eventualmente, uma colcha de retalhos de estados dos EUA adotaram a tecnologia de alerta de exposição por meio de seus próprios apps ou do EN Express. Ao contrário da maioria dos países, nós não tivemos uma abordagem federal, que poderia garantir uma campanha e uma distribuição uniformes. Esse foi, provavelmente, o maior abalo quanto à adoção da API nos EUA.
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11/ “A Premonição”, livro de Michael Lewis sobre a resposta à pandemia, foi uma revelação e fez total sentido olhando em retrospecto — o viés cognitivo era forte de que os “especialistas” tinham todas as respostas já no início e a API era uma tecnologia “incerta” que ninguém tinha validado antes.

As ações iniciais da pandemia nos EUA foram tomadas no governo de Donald Trump, mas Cha criticou também a abordagem da administração atual de Joe Biden, focada exclusivamente na aplicação de vacinas — segundo o executivo, a imunização é um pilar fundamental do controle da crise, mas precisa ser combinado a outros aspectos, como testagem em massa da população, incentivo do uso de máscaras N95 (ou PFF2, como são certificadas por aqui) e um aplicativo nacional integrado à API de alerta de exposição.

22/ É hora de trazermos as ferramentas e tecnologias do século XXI para um vírus do século XXI. As vacinas são uma peça do quebra-cabeças, mas nós deveríamos estar utilizando tudo o que temos na nossa caixinha de ferramentas: máscaras N95, doses adicionais da vacina, testes rápidos e onipresentes e sim, até o alerta de exposição.

23/ A tecnologia traz 3 elementos para equilibrar a equação contra a COVID: velocidade, escala e descentralização. O alerta de exposição pode notificar indivíduos quase instantaneamente e oferecer orientação rápida sobre o que fazer, tudo isso sem que o governo ou as “Big Techs” tenham acesso aos seus dados.

Cha notou que, com a ascensão da variante Ômicron (e de outras variantes futuras que porventura surjam), a combinação desses três elementos — testes rápidos em massa, alerta de exposição e novos tratamentos contra a doença — podem ser a “combinação ideal” para que comecemos a superar esse pesadelo.

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A thread completa do executivo pode ser lida aqui.

via 9to5Mac

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