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Chrome 97 chega com exclusão de dados e API polêmica

Chrome 97

Cada vez mais perto de completar três dígitos em seu número de versões, o Google Chrome chegou agora à sua versão 97, que já foi lançada oficialmente no canal estável do browser.

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Como era de se esperar, a nova versão do navegador traz melhorias, novos recursos e até uma controvérsia em relação a um deles. Vamos começar vendo o que tem de novo no navegador.

Zoom no celular

Quando estamos navegando pelo Chrome no desktop e alteramos as configurações de zoom de uma página, o navegador memoriza a mudança e exibe a mesma configuração da próxima vez que a acessamos. No celular, no entanto, a página retornava ao seu zoom padrão caso fosse acessada novamente.

Zoom no Google Chrome para celular

Isso até a versão 96 do navegador, já que o Chrome 97 traz a possibilidade de manter a configuração de zoom anterior. Porém, o recurso ainda não vem ativado por padrão, e pode ser habilitado em chrome:flags#enable-accessibility-page-zoom. Após a ativação, é possível alterar o zoom da página tocando no cadeado na barra de endereços.

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Isso, pelo menos no Android. Não se sabe se a funcionalidade será lançada também para iOS, já que ela não aparece na lista de recursos disponíveis para serem habilitados (os famosos flags) no sistema operacional da Maçã.

Apagar dados de sites

O Google Chrome, até a versão anterior, já possibilitava excluir dados de sites individualmente, mas isso só era possível com a exclusão de cookies individuais — o que poderia acabar “quebrando” algumas páginas.

Nova página de exclusão de dados do Chrome

Agora, com a atualização, é possível deletar os dados individuais de cada site de maneira bem simples, pelo seguinte caminho: Configurações » Segurança e Privacidade » Configurações do site » Ver permissões e dados armazenados em sites.

PWA e HDR

O Chrome também trouxe uma mudança simples na interface dos Progressive Web Apps (PWAs). Agora, a barra superior pode ser usada para “abrigar” detalhes como uma barra de pesquisas e até um menu de três pontos — o que dá ao app uma aparência mais nativa.

Teste de aplicativo PWA antes (acima) e depois do Chrome 97 (abaixo)
Teste de aplicativo PWA antes (acima) e depois do Chrome 97 (abaixo)

Além disso, foi implementado um recurso que começou a ser testado no Chrome 94: a capacidade do CSS de detectar se uma tela suporta conteúdo HDR1. A funcionalidade permite que desenvolvedores habilitem conteúdos HDR sem comprometer a experiência de usuários que não têm monitores compatíveis com a tecnologia.

Polêmica API de teclado

Por fim, outra coisa que o Google implementou na nova versão do Chrome foi a nova API2 de teclados, que acabou gerando uma controvérsia envolvendo outras fabricantes de navegadores (incluindo a Apple).

A API permite que aplicativos (como Word, Excel e PowerPoint), quando executados dentro de sites (como o outlook.com), detectem quais teclas estão sendo digitadas em um teclado físico quando pessoas utilizam um layout de teclado diferente do seguido nativamente pela página.

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Porém, desenvolvedores de navegadores, como a Apple e a Mozilla, demonstraram preocupações em relação à API e deixaram claro que não a implementarão em seus browsers. O argumento principal é de que os sites poderiam usar a funcionalidade para obter dados de usuários.

Isso porque a API dá uma brecha para que usuários possam ser identificados através de metadados, mesmo quando os cookies estão bloqueados. Isso seria um problema maior principalmente para quem usa um sistema de teclado incomum em determinada região.

Por entender que a API pode tornar esse grupo de pessoas mais suscetível a ser identificado e criar uma espécie de “impressão digital” desses usuários, um revisor do WebKit (da Apple) afirmou em uma resposta no GitHub que o recurso “não é aceitável do ponto de vista da privacidade”.


Ícone do app Google Chrome
Google Chrome de Google LLC
Compatível com iPadsCompatível com iPhones
Versão 97.0.4692.84 (141.8 MB)
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via How-To Geek, gHacks Tech News

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