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XanderSt / Shutterstock.com

Projeto de lei antitruste abriria a App Store a malwares e golpes, diz Apple

A Maçã deu sua declaração mais dura sobre o assunto até o momento

A essa altura, não é novidade para ninguém que o Congresso dos Estados Unidos, após uma longa investigação de possíveis práticas monopolistas, está se movimentando para propor leis que reduzam o poder de mercado das gigantes tecnológicas — no caso da Apple, especificamente em relação à App Store. Também não é novidade para ninguém que a Maçã está empreendendo todos os esforços de lobby possíveis para tentar impedir que essas leis sejam aprovadas.

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Pois hoje, em uma carta enviada aos senadores Dick Durbin, Amy Klobuchar e Mike Lee, a Maçã fez seu pronunciamento mais duro em relação às possíveis leis antitruste direcionadas à App Store. O documento, trazido à tona pela Bloomberg, é assinado por Timothy Powderly, diretor de assuntos governamentais da Apple nas Américas, e critica fortemente os dois projetos de lei relacionados à App Store: o American Innovation and Choice Online Act e o Open App Markets Act.

De acordo com a Apple, os projetos são “irresponsáveis com dados de usuários” e, caso aprovados, deixarão a App Store — e, por conseguinte, os consumidores da Maçã — suscetível a malwares, ransomwares e outros tipos de golpes. Um trecho do documento [tradução nossa] afirma o seguinte:

Após um ano tumultuoso, em que vimos múltiplas controvérsias acerca das mídias sociais, alegações de denunciantes sobre riscos às crianças muito ignorados e ataques de ransomware que afetaram infraestruturas críticas, seria irônico se o Congresso respondesse [a esses eventos] tornando muito mais difícil a proteção e a segurança dos dispositivos pessoais dos cidadãos dos EUA. Infelizmente, é isso que esses projetos de lei fariam.

As propostas beneficiarão aqueles que têm sido irresponsáveis com dados de usuários e darão mais poder a malfeitores que afetam usuários com malwares, ransomware e golpes.

A carta, que pode ser lida na íntegra nesse link [PDF], também reitera as chamadas características de segurança da App Store, já repetidas à exaustão pela Apple em outras oportunidades: segundo a Maçã, uma “combinação de tecnologia avançada e análise humana” torna a sua loja muito mais segura que outros centros de distribuição abertos. Ainda de acordo com a empresa, a possibilidade de sideloading — isto é, de instalar aplicativos por outras fontes — apresenta riscos de segurança para usuários.

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Os dois projetos de lei que afetariam a App Store chegaram hoje à fase de comitê, a última antes de serem votados para tornarem-se leis de fato. Com o avanço das propostas, a Apple parece ter entrado em “modo de emergência” — uma reportagem publicada hoje pelo Punchbowl News revelou que o próprio Tim Cook está participando das iniciativas de lobby da empresa, telefonando e convidando senadores para reuniões.

A Apple já critica publicamente os projetos de lei em questão há bastante tempo, sempre com base na suposta ameaça à segurança e aos dados de usuários. A movimentação de hoje, entretanto, mostra que a empresa precisou subir o tom das suas críticas — acompanhando, pelo visto, o avanço das próprias propostas.

via 9to5Mac

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