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Por segurança, Apple é pressionada a desativar rede 2G no iOS

A pressão veio após o Google permitir que usuários desativem o 2G no Android
2G, 3G, 4G e 5G

Embora tenha surgido em 1991, há mais de 30 anos, a rede 2G (pasmem) ainda é utilizada em 2022, o que desperta preocupação em organizações dedicadas a proteger consumidores no mundo digital.

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Por ser uma tecnologia amplamente legada e que não desperta muita atenção, o 2G é extremamente suscetível a vulnerabilidades, o que pode acabar prejudicando em cheio a segurança e a privacidade de usuários.

A preocupação com a rede está levando, inclusive, grandes empresas a se mexer. É o caso do Google, que introduziu silenciosamente no Android (no ano passado) um recurso para permitir que usuários desativem o 2G nos aparelhos com o seu sistema operacional.

Opção de permitir 2G no Android

A Eletronic Frontier Foundation (EFF), organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que tem entre seus objetivos defender a privacidade dos usuários, publicou um artigo elogiando a decisão da gigante de Mountain View e pressionou a Apple a fazer o mesmo, destacando que a Maçã “também precisa implementar esse recurso” no iOS para “proteger seus clientes”.

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Estamos muito satisfeitos com as medidas que o Google tomou aqui para proteger os usuários de vulnerabilidades no 2G, e embora haja muito mais trabalho a ser feito, isso garantirá que muitas pessoas possam finalmente receber um nível básico de proteção. Encorajamos fortemente o Google, a Apple e a Samsung a investir mais recursos em segurança de rádio para que possam proteger melhor os proprietários de smartphones.

Na publicação, a EFF destacou alguns motivos que fazem do 2G uma rede altamente insegura. Segundo eles, no momento da sua implementação, órgãos de padronização não levavam em conta certos cenários de risco, como torres de celular desonestas e a necessidade de uma criptografia forte.

Atualmente, a maior parte das pessoas usa a rede 4G (com o 5G em plena implementação), mas há alguns momentos em que o 2G pode ser ativado (mesmo em aparelhos mais novos), como quando o smartphone não consegue acessar redes mais modernas (leia-se, 3G e 4G).

Com a criptografia fraca entre a torre e o dispositivo, um invasor pode simular uma rede 2G e interceptar o sinal, tendo fácil acesso a chamadas e/ou mensagens de texto enviadas pelos usuários.

Funcionamento de um simulador Cell-Site

De acordo com a organização, alguns simuladores mais avançados (como o cell-site, detalhado na imagem acima) podem fazer o downgrade da conexão 4G de determinado usuário para o 2G, o que tornaria o smartphone utilizado suscetível aos ataques.

Resta saber se a Apple seguirá a orientação para também permitir o desligamento do 2G em iPhones, mas o fato é que a EFF está bastante empenhada nesse objetivo. Eles orientaram, inclusive, que os usuários solicitem o recurso à Apple.

via Pplware

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