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Neil Young

Joe Rogan, Neil Young, vacinas… Apple Music provoca Spotify após polêmica [atualizado 2x]

A Apple se autodeclarou o “lar” de um dos maiores músicos do século XX

Se você acompanhou as notícias da imprensa tecnológica ou fonográfica na última semana, provavelmente soube da enorme polêmica envolvendo o Spotify e Neil Young, lenda do folk rock que, na opinião deste que vos escreve, tem um lugar de honra no rol de maiores músicos vivos.

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Um breve resumo: Young, profundamente envolvido em causas sociais desde o início da carreira, postou há alguns dias uma carta aberta ameaçando tirar todo o seu catálogo de lá caso a plataforma não removesse o podcast The Joe Rogan Experience.

O podcast, que custou US$100 milhões aos cofres do Spotify para ser exclusivo da plataforma (e é o mais ouvido do serviço), tem sido acusado de espalhar desinformação sobre a pandemia de COVID-19, com declarações questionando a eficácia das vacinas contra a doença e defendendo a utilização de tratamentos alternativos ineficazes.

O fato é que, nessa briga, o Spotify acabou ficando do lado dos seus US$100 milhões de Joe Rogan — e, com isso, Neil Young cumpriu a promessa e retirou todo o seu catálogo da rede. Pois quem resolveu se aproveitar dessa situação? O Apple Music, claro!

O lar de Neil Young.
Escute todo o seu catálogo no Apple Music: apple.co/NeilYoung

O catálogo completo da carreira solo de Young, incluindo sucessos como “Harvest Moon” e “Rockin’ in the Free World”, continua disponível no Apple Music. Usuários do Spotify, por sua vez, precisarão se limitar a trabalhos do roqueiro em grupos como o Crosby, Stills, Nash & Young — já que, nestes casos, ele não tem controle total sobre o catálogo disponibilizado.

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Vale lembrar que apesar de estar, digamos, forçando a amizade, o Apple Music também não passou incólume de polêmicas com Young no passado: em 2015, o músico — que é também um grande defensor da experiência musical de qualidade — já havia retirado o seu catálogo de todos os serviços de streaming, exceto do TIDAL, por afirmar que as plataformas entregavam transmissão de qualidade sonora inferior. Suas músicas retornaram aos serviços um ano depois (e hoje estão disponíveis em lossless no Apple Music, vale notar).

Quanto à polêmica com o Spotify, a decisão de Young tem gerado movimentações de parte da comunidade artística e da base de usuários da plataforma. Peter Frampton, outro dinossauro sagrado do rock, expressou apoio ao colega e declarou-se um usuário da Apple no universo do streaming:

Bom pra você, Neil.
Eu sempre fui um cara da Apple no streaming. Nada de Joe Rogan para mim, por favor! @neilyoung @SpotifyUSA

Além disso, a hashtag #cancelspotify ganhou tração nos últimos dias, com alguns usuários postando a tela de cancelamento do serviço. As ações da empresa caíram em cerca de 25% ao longo do último mês, como informou a Veja.

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O Apple Music conta com um catálogo de mais de 90 milhões de músicas e 30 mil playlists — muitas delas com suporte a Áudio Espacial (Dolby Atmos) e em altíssima definição, com áudio Lossless. No Brasil são três tipos de assinatura: Universitária (R$11,90/mês), Individual (R$16,90/mês) e Familiar (R$24,90/mês). Caso você não seja um assinante, pode testar o serviço de forma gratuita por um mês. Ele também faz parte do pacote de assinaturas da empresa, o Apple One.


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Música de Apple
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Atualização28/01/2022 às 16:04

A onda de apoio a Neil Young continua: desta vez, o cantor e compositor Barry Manilow — conhecido por sucessos como “Copacabana” — resolveu seguir o roqueiro e pedir a remoção de todo o seu catálogo do Spotify ante o envolvimento do serviço com conteúdo anticiência.

O cineasta Guillermo Del Toro (“A Forma da Água”) compartilhou a notícia no Twitter, brincando que se orgulha de ter usado uma das músicas de Manilow no seu filme “Hellboy II”. [O tweet foi apagado porque os rumores acerca de Manilow eram incorretos — confiram a nova atualização abaixo.]

https://twitter.com/RealGDT/status/1487119928670834691

Se a moda pega… 😬

Atualização II31/01/2022 às 10:44

Em seu Twitter, Barry Manilow negou os rumores de que retiraria seu catálogo do Spotify, afirmando não saber quem iniciou as especulações.

Apesar disso, a polêmica continua — como notamos nesse novo artigo, Joni Mitchell seguiu os passos de Neil Young e também removeu todas as suas músicas da plataforma. O Spotify, por sua vez, anunciou uma série de medidas para combater a desinformação dentro da sua plataforma, mas sugerindo que não removerá o podcast de Joe Rogan.

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