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Placa de Apple I com número de série escrito por Steve Jobs

Quem escreveu os números de série dos Apple I à mão? O mistério foi revelado

Se você adora detalhes sobre os primórdios da Apple, essa história é para você

Qualquer pessoa minimamente interessada na história da Maçã saberá reconhecer a importância do Apple I na trajetória da empresa — trata-se, claro, do primeiro computador produzido por ela, em 1976, ainda nas garagens de Los Altos (Califórnia) por dois jovens sonhadores chamados Steve Jobs e Steve Wozniak.

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Um detalhe sobre a história do Apple I, entretanto, é menos conhecido: algumas das unidades remanescentes da máquina possuem números de série escritos à mão, e ninguém (quase 50 anos depois) sabia dizer ao certo quem escreveu estes números.

Quase todas as principais pessoas envolvidas na produção das máquinas, como Jobs, Woz, Daniel Kottke (um dos primeiros empregados da Apple) e Paul Terrell (primeiro varejista a vender o Apple I), negaram ter escrito os números. Por conta da caligrafia, havia suspeitas de que Jobs teria sido o responsável pelas marcações, mas nada havia sido confirmado… até recentemente.

Número de série do Apple I escrito à mão por Steve Jobs

Entra em cena Achim Baqué, responsável pelo Apple-1 Registry, uma base de dados que reúne todas as unidades conhecidas do computador e detalhes sobre cada uma delas. Para verificar se Jobs foi de fato responsável pelos números de série escritos à mão em algumas das máquinas remanescentes — o que poderia catapultar significativamente seu valor —, Baqué recorreu aos serviços da PSA, uma das empresas de autenticação de caligrafia mais reconhecidas do mundo.

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Confirmar (ou não) a caligrafia de Jobs foi uma tarefa especialmente complicada, uma vez que o cofundador da Apple era notório por dar autógrafos e disponibilizar documentos manuscritos muito raramente. Fotos ou digitalizações não seriam suficientes: a PSA precisaria fazer uma comparação de documentos reais com dígitos escritos por Jobs com as placas em si, para analisar elementos como inclinação da caneta, fluxo de tinta, pressão, tamanho dos números e mais.

Assim foi: Baqué foi à Califórnia com duas das placas-mãe “serializadas” manualmente, além de cartas e documentos escritos à mão por Jobs, fornecidos por Kottke. Após nada menos que três meses(!) de análises, veio a autenticação: Jobs foi de fato responsável por escrever os números de série nas placas — se algum dia ele negou ter feito isso, foi simplesmente por falta de lembrança ou coisa do tipo.

Agora, é possível que vejamos em breve mais unidades do Apple I em leilão — com valores ainda mais exorbitantes, graças à confirmação das marcações de Jobs na placa. Alguém aí se interessaria? 😛

via 9to5Mac

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