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Jailbreak
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Ainda vale a pena fazer jailbreak no iPhone?

Embora seja (compreensivelmente) “demonizado” pela Apple, o jailbreak atraiu uma legião de adeptos ao longos dos anos — tornando-se, em determinada época, uma prática tão comum quanto atualizar o sistema operacional do iPhone.

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Tanto tempo depois do seu surgimento, porém, será que ainda vale a pena fazer jailbreak? Quais são os riscos e as vantagens? Vamos conferir tudo isso (e outras coisas) a seguir.

O que é jailbreak?

Jailbreak significa, na tradução literal, “fuga da prisão”. A analogia faz referência ao fato de o iOS, sistema operacional móvel da Apple, possuir uma série de restrições — de forma que o intuito do jailbreak é justamente removê-las.

Na prática, o jailbreak permite que usuários instalem aplicativos que não estão disponíveis na App Store e realizem ajustes (a partir dos chamados tweaks) para personalizar a aparência ou aprimorar a funcionalidade dos seus dispositivos.

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Embora muitas pessoas vejam o jailbreak como algo obscuro ou ilegal, a verdade é que esse processo não infringe nenhuma lei. Em 2012, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos isentou iPhones com jailbreak do DMCA (Digital Millennium Copyright Act), tornando a prática legal — no caso dos iPads, essa concessão foi feita apenas em 2015.

A realização do processo de jailbreak num iPhone/iPad viola, contudo, os termos de uso estabelecidos pela Apple. Ou seja, ela tem o direito de negar suporte/garantia a um dispositivo que esteja com o seu software modificado dessa forma.

As vantagens…

Como dissemos, o jailbreak permite que usuários realizem uma infinidade de ajustes/personalizações que não são possíveis nativamente no iOS. Com um dispositivo jailbroken, é possível instalar toques de chamadas/notificações além das opções padrões, modificar ícones, aprimorar o Safari e o iMessage, além de alterar a Central de Controle — só para citar alguns.

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O jailbreak também dá aos usuários acesso a uma gama muito mais ampla de aplicativos. Historicamente, a Apple mantém um controle rígido sobre os softwares disponíveis na App Store, revisando cada aplicativo disponível para se certificar de que eles não travam com frequência ou tenham algum tipo de malware.

Nesse sentido, muitos aplicativos que não passam pelos requisitos da Apple — ou cujos desenvolvedores não querem trabalhar com a Maçã — podem ser baixados a partir de gerenciadores de pacotes (lojas de apps não oficiais) as quais permitem fazer download de ajustes e apps de jailbreak no seu iPhone e/ou iPad.

Além disso, também existe um número gigantesco de tweaks que tornam possível uma infinidade de recursos e funções, como veremos mais à frente.

…e os riscos!

Embora há quem diga que é muito fácil recuperar seu dispositivo caso algo dê errado — e, acredite, algo pode dar errado —, ainda existe o risco de você não conseguir recuperar seu iPhone se o processo de jailbreak for ladeira abaixo.

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Uma preocupação dos adeptos do jailbreak é conhecido como “bricking” — o que significa que o software do iPhone fica corrompido. Se isso acontecer com o seu dispositivo, é provável que a Apple não seja capaz de ajudá-lo, pois você terá anulado sua garantia ao tentar fazer o jailbreak em primeiro lugar.

Caso você tenha feito um jailbreak bem sucedido, sua preocupação será as atualizações da Apple. Enquanto geralmente é recomendado que você atualize seu aparelho para obter os recursos de segurança mais recentes, donos de dispositivos jailbroken devem aguardar um período (algumas vezes, relativamente grande) para que os desenvolvedores das ferramentas de jailbreak atualizem suas plataformas para que elas possam rodar na nova versão — um pequeno “incômodo” para os mais ansiosos, digamos.

Ainda compensa?

Tendo em vista tudo isso, fica a pergunta: será que ainda compensa fazer jailbreak? Naturalmente, essa é uma decisão única e exclusivamente de cada usuário, após analisar se o procedimento é viável e/ou necessário — e ninguém melhor do que alguém adepto da prática para nos orientar nessa hora.

O MacMagazine não se responsabiliza por quaisquer problemas decorrentes da instalação de jailbreak em dispositivos. Saiba que esse processo tem riscos e você deve realizá-lo sob a sua responsabilidade.

Assim sendo, perguntamos ao leitor Anderson Silva [@UnderEu], especialista em T.I., viajante do MM Tour e usuário de longa data do jailbreak, se esse processo ainda vale a pena.

O iOS é um sistema legal, poderosíssimo e ele pode fazer MUITO… mas MUITO MAIS do que a Apple acha que ele deveria. Sempre haverá uso, sempre haverá gente disposta a mantê-lo vivo pois também beneficia quem não o utiliza, até a própria Apple.

Eu recomendo que todos experimentem em algum momento e veja se o benefício vale pra cada um; expandir as possibilidades, controlar sua própria experiência, fazer a ferramenta se adaptar ao seu uso, e não você a ela. E para quem for embarcar nessa, a comunidade dos jailbreakers é grande, superativa, sempre terá alguém para prestar suporte, tirar dúvidas, sugerir tweaks, dizer o que você pode, o que não pode fazer e quando fazer. Jailbreak pode não estar mais no hype, mas segue muito bem vivo e não é somente um “recurso pelo recurso”, é um estilo de vida.

Se você seguir devidamente as orientações fornecidas pelos desenvolvedores das ferramentas de jailbreak que você está usando, muito dificilmente você enfrentará algum problema.

Nesse sentido, para os exploradores de primeira viagem desse universo, o Anderson destaca uma das regras principais antes de realizar o jailbreak de qualquer dispositivo: fazer backup.

O primeiro mandamento de todo jailbreaker: BACKUP! BACKUP! BACKUP!

Mesmo com ferramentas seguras, tweaks testados e fazendo tudo conforme o script, sempre existirá a possibilidade de algo dar ruim. Antes ou depois de qualquer ação relacionada ao jailbreak, FAÇA BACKUP! Na pior das situações, você vai poder restaurar seu dispositivo, ele vai voltar a funcionar a qualquer momento, e seus dados estarão seguros e acessíveis novamente.

Dicas extras

Se você fez o jailbreak com sucesso e está à procura de tweaks para aproveitar a vasta lista de funcionalidades disponíveis, eis algumas dicas com as opções mais usadas pelo Anderson:

  • Springtomize: controle granular de praticamente todos os elementos da interface do iOS (a chamada Springboard). Layout dos ícones, pastas, textos, barra de estado, páginas de apps, animações, funções a habilitar/desabilitar, etc.
  • Globalize: torna todos os recursos do sistema, aplicados em diferentes regiões do mundo, disponíveis independentemente da sua região — alguns sequer funcionarão por restrições óbvias, mas é possível acessar os recursos avançados do eletrocardiograma (ECG) no Apple Watch, FaceTime no Oriente Médio ou recursos do app Mapas em qualquer lugar do planeta (como a “navegação curva a curva”).
  • BioProtect: proteção por biometria [Touch ID ou Face ID] de qualquer coisa no sistema. Vai desligar o aparelho? Vai abrir algum app em específico? Vai mudar alguma configuração? Somente após a autenticação por biometria.
  • WiFiScanner: app para análise de espectro de redes Wi-Fi. Particularmente, como profissional da área de T.I., esse é um app tão útil que é inconcebível o fato de ele não ser publicado na App Store.

O Anderson citou, ainda, alguns tweaks interessantes para funcionar com apps específicos, como:

  • Restaurar o contador de votos negativos (downvotes) em vídeos do YouTube;
  • Habilitar a reprodução 4K no app do YouTube em dispositivos antigos;
  • Ocultar Stories (Instagram), Spaces (Twitter) e Shorts (YouTube);
  • Bloqueador de spam;
  • Confirmar ou evitar ações em áreas específicas da tela.

Esses são apenas alguns (poucos) tweaks/recursos possíveis com o jailbreak para ajudar quem quer ou acabou de realizar o procedimento em seu dispositivo.

Conclusão

Embora o iOS tenha “absorvido” vários recursos que haviam sido criados para iPhones/iPads jailbroken, ainda há uma infinidade de funcionalidades que não estão disponíveis nativamente nos sistemas da Apple.

Dito isso — e retomando o que afirmamos sobre a instalação do jailbreak —, cabe a você decidir se os benefícios são maiores do que os (possíveis) problemas. Vale notar que não mostramos aqui como realizar um jailbreak pois existem diversas ferramentas disponíveis e cada uma possui sua própria forma de instalação — portanto, basta seguir o método que você acredita ser mais benéfico.

E é claro, a seção de comentários abaixo também é uma ótima forma de compartilhar sugestões, dicas e trocar experiências sobre jailbreak — então fiquem à vontade! 😉

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