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iPad Air de quinta geração no Magic Keyboard

Com o iPad Air M1, o iPad Pro de 11″ ainda faz sentido? Compare!

Eles estão mais próximos que nunca — exceto no preço

O novo iPad Air chegou fazendo barulho: em vez da atualização relativamente modesta que esperávamos, o novo tablet intermediário da Apple chegou com chip M1 — o mesmo processador superpoderoso que equipa o MacBook Air, o Mac mini, o MacBook Pro de 13″ e o iPad Pro — e algumas outras cartas na mangas sem aumentar em nada o seu preço (de fato, o valor até caiu ligeiramente no Brasil).

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Quem está acompanhando o catálogo de tablets da Apple, entretanto, certamente percebeu que a chegada do novo iPad Air colocou o dispositivo mais próximo do que nunca do produto imediatamente acima na hierarquia, o iPad Pro de 11 polegadas. Agora, além de compartilharem basicamente o mesmo design e de uma série de recursos e características, os dois ainda têm o mesmíssimo processador.

Portanto, nada mais natural do que questionar: será que os US$200 (ou mais de R$3 mil) extras cobrados pelo iPad Pro menor valem de fato a pena? Indo mais além: será que ainda há razão para o produto existir ou faria mais sentido, para a Apple, manter na linha apenas o iPad Pro de 12,9″?

Essas e outras perguntas serão respondidas abaixo, conforme nós destrinchamos as diferenças (e também as semelhanças) entre os dois “primos gêmeos”.

Design, dimensões e acessórios

Olhando frontalmente, é bem difícil de distinguir o novo iPad Air do iPad Pro de 11 polegadas: ainda que o Air tenha uma tela ligeiramente menor (mais sobre isso a seguir), ambos têm altura e largura idênticas — 247,6mm por 178,5mm, para ser mais exato. O Air é apenas 0,2mm mais espesso, com 6,1mm, mas é alguns gramas mais leve: 461g (Wi-Fi)/462g (5G) contra 466/470g.

iPad Air de quinta geração voando, em todas as cores
iPad Air de quinta geração

Na frente, ambos têm o mesmo visual sem botão de Início e com bordas reduzidas, de espessura regular em todos os lados. As laterais também são muito parecidas, planas com acabamento em alumínio e botões nas mesmas posições. Ainda por aqui, ambos os dispositivos são compatíveis com o Apple Pencil de segunda geração (que pode ser preso magneticamente à lateral do iPad para transporte, carregamento e emparelhamento).

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O iPad Air, ao menos, tem mais opções de cores: ele pode ser adquirido em cinza-espacial, estelar, rosa, roxo ou azul, enquanto o Pro existe apenas em cinza-espacial ou prateado.

iPad Pro
iPads Pro de 11 e 12,9 polegadas | Unsplash

Na traseira é que as diferenças ficam mais evidentes — basta olhar para o módulo de câmeras avantajado do iPad Pro e compará-lo com a câmera única do Air. Apesar disso, ambos contam com o Smart Connector e podem, inclusive, ser conectados aos mesmíssimos acessórios, como o Magic Keyboard e o Smart Keyboard Folio.

Tela

Os dois aparelhos contam com telas Liquid Retina (LCD1) retroiluminadas por LEDs2 “comuns” — apenas o iPad Pro de 12,9″ tem a nova tela Liquid Retina XDR, com Mini-LEDs. O iPad Air tem um painel de 10,9″, enquanto o Pro faz o salto (quase imperceptível) para 11″; ambos os painéis são totalmente laminados — isto é, com a sensação de estarem “colados” ao vidro — e têm a mesma densidade de pixels por polegada: 264.

Outras características também são compartilhadas, como o revestimento antirreflexo, o True Tone e o suporte à ampla tonalidade de cores (P3).

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O iPad Pro de 11″ supera o irmão, entretanto, ao incorporar a tecnologia ProMotion (com taxa de atualização variável de até 120Hz), que garante animações mais suaves e resposta mais rápida do toque e do Apple Pencil. O modelo mais caro também tem brilho máximo maior (600 contra 500 nits).

Câmeras, sensores e segurança

Esse é o ponto no qual o iPad Pro nada de braçada: na traseira, ambos os dispositivos têm uma grande-angular de 12 megapixels com abertura ƒ/1.8, mas o irmão mais caro adiciona à equação uma ultra-angular de 10MP (ƒ/2.4) e um scanner LiDAR, que dá ao dispositivo a capacidade de capturar informações 3D do ambiente onde você está e aprimora as experiências em realidade aumentada. O iPad Pro ainda tem flash True Tone na traseira, enquanto o Air não tem nenhuma iluminação artificial para as suas fotos.

Scanner LiDAR do iPad Pro
Módulo de câmeras do iPad Pro | Shutterstock.com

Na frente, o iPad Pro também sai ganhando: ambos têm uma câmera frontal ultra-angular de 12MP (ƒ/2.4) com suporte ao recurso Palco Central, mas apenas o modelo mais caro conta com a tecnologia TrueDepth, que escaneia o seu rosto para o Face ID e permite uma série de efeitos fotográficos e recursos, como o modo Retrato, o Iluminação de Retrato, os Animojis e Memojis.

Câmera traseira do iPad Air

O iPad Pro, como dito acima, usa o Face ID como método único de identificação biométrica, enquanto o iPad Air permanece no Touch ID — aqui, inserido no botão de liga/desliga na lateral do dispositivo. Dependendo do seu gosto, esse ponto pode até ser considerado uma vitória para o Air — especialmente durante uma pandemia global, já que a (vindoura) possibilidade de usar o Face ID com máscaras será exclusiva dos iPhones 12/13 (e, portanto, não chegará aos iPads Pro).

Processamento, memória e armazenamento

Aqui, um empate técnico, como vocês provavelmente imaginam: ambos os dispositivos têm o mesmíssimo processador, o M1, com CPU3 e GPU4 de 8 núcleos e a nova geração da Neural Engine. Os dois têm os mesmos 8GB de memória — a diferença fica apenas nos modelos de 1TB e 2TB do iPad Pro, que, como sabemos, aumentam a memória para 16GB.

Já que estamos falando de armazenamento, o iPad Pro tem um leque bem maior, com cinco opções: 128GB, 256GB, 512GB, 1TB e 2TB. O iPad Air, por sua vez, tem apenas duas opções de armazenamento: 64GB ou 256GB.

Conectividade

Outro ponto que ficou (quase) parelho com a chegada do novo iPad Air foi a conexão às redes móveis: agora, ambos os tablets têm versões capazes de se conectar às ultrarrápidas (e ainda raras) redes 5G. Apenas o iPad Pro (americano, e bom notar), entretanto, pode se conectar às redes 5G mmWave, ainda mais rápidas — o iPad Air limita-se às redes sub-6GHz.

Nas demais conexões sem fio, iPads Air e Pro se assemelham bastante: ambos têm Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.0, enquanto os modelos com conectividade celular podem se conectar a redes LTE Gigabit e têm GPS integrado.

Nas conexões físicas, o conector USB-C na lateral é o mesmo em ambos os modelos, mas apenas no iPad Pro ele é compatível com acessórios Thunderbolt/USB4, o que permite velocidades de transmissão muito maiores.

Áudio

Esse é outro ponto em que o iPad Pro sai na frente: ele conta com quatro alto-falantes inteligentes, que adaptam a reprodução de acordo com a forma que você está usando o dispositivo. O iPad Air, por sua vez, tem dois alto-falantes “panorâmicos”, na descrição da própria Apple.

Nenhum dos dois, vale notar, conta com saída de 3,5mm para fones de ouvido.

Preço

Aqui é que o bicho pega para o iPad Pro, pois o dispositivo é significativamente mais caro do que o seu irmão. Mais precisamente, em seu modelo de 64GB, o iPad Air parte dos US$600 (ou R$6.800), enquanto o iPad Pro de 11″ sai por, no mínimo, US$800 (ou R$10.391) na sua versão inicial de 128GB — o dobro de armazenamento, de fato, mas por um preço muito mais salgado.

Tomando como referência os modelos Wi-Fi de 256GB dos dois produtos (é a única faixa de armazenamento disponível em ambos), a diferença diminui, mas ainda é considerável: o Air sai por US$750 (R$8.400), enquanto o Pro custa US$900 (R$11.546).


Com tudo detalhado, agora a bola está com vocês: ainda vale a pena considerar o iPad Pro de 11 polegadas ou o Air já supre todas as suas necessidades por um preço bem menor?

É óbvio que a conversa será muito diferente quando uma nova geração do iPad Pro for apresentada — o que ninguém sabe ao certo quando acontecerá, ainda mais considerando que o ciclo de vida do chip M1 poderá ser ainda maior do que imaginávamos. Por ora, entretanto, este é o cenário. Opiniões?

iPad Air (5ª geração) iPads Pro de 11″ e de 12,9″

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