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Apple adotou medidas pró-Putin antes da invasão à Ucrânia, diz Washington Post

Apple e Rússia
Koshiro K / Shutterstock.com

A retirada dos serviços de empresas como Apple e Google da Rússia poderia ter acontecido antes mesmo da invasão do país comandando por Vladimir Putin à Ucrânia.

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Governando uma Rússia conhecida por violações aos direitos humanos e à liberdade de expressão, o presidente teria pressionado tanto a Maçã quanto a gigante a Mountain View para retirar um aplicativo que desagradava o governo russo.

Segundo o The Washington Post, agentes do governo russo fizeram um “ultimato assustador” a uma alta executiva do Google em Moscou, para que a empresa derrubasse o software em questão do Google Play. Caso a ordem não fosse acatada em 24 horas, a mulher seria levada para a prisão.

Com a ameaça explícita, o Google enviou a executiva para um hotel com um nome falso, mas mesmo assim ela foi localizada e novamente “visitada” pelos mesmos agentes, que a informaram que o tempo estava correndo (ou no bom português, acabando).

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O aplicativo em questão, que havia sido desenvolvido para ajudar russos a protestar contra Putin, já não estava mais disponível para download nem na loja do Google nem na App Store em poucas horas — segundo o jornal, pressão semelhante foi exercida sobre executivos da Maçã.

O jornal não comentou, mas como o caso aconteceu em setembro, a história bate com o caso que publicamos envolvendo a remoção do app de um opositor político de Putin — o ativista Alexei Navalny, inclusive, acusou a Apple e o Google de serem cúmplices do presidente russo.

Em análise sobre o cenário da repressão russa às empresas americanas, o WP destacou que esses titãs da tecnologia “foram colocados de joelhos” sob o uso de táticas de intimidação para lá de primitivas.

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Trata-se de um movimento do governo russo que se intensificou no ano passado, e cujo objetivo era corroer fontes de oposição interna — o que hoje facilita sua manutenção no poder mesmo com forte pressão internacional contra ele.

Cabe destacar que, mesmo com as ameaças, ambas as empresas permaneceram com atuação firme no país, inclusive adotando medidas vistas com bons olhos pelo governo russo, como a promoção de empresas de redes sociais apoiadas por Putin, adotada pela Apple no ano passado nos iPhones vendidos no país.

Com isso, tais empresas ajudaram (mesmo que indiretamente) a migrar o povo russo para plataformas de informação controladas pelo governo — e constantemente vistas como fonte de desinformação pró-Putin, diga-se.

Para completar, a Apple ainda não lançou o recurso Retransmissão Privada (Private Relay) na Rússia, algo que poderia ser útil para ajudar os moradores do país a obter acesso a notícias de veículos estrangeiros (muitos deles considerados ilegais pelo governo). Quem tenta ativar o recurso por lá, por ora, recebe uma mensagem informando que ele “não é suportado” no país.

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